quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Fazendo as contas

De Los Angeles a Atlanta foram 4.100 milhas (cerca de 6.600km) com a Harley em 13 dias, mais 410 milhas (cerca de 660km) com a GS do Túlio no bate-e-volta do Dragon's Tail.

Em toda essa distância, não paguei um único pedágio! (a única praça de pedágio em todo o caminho era na Golden Gate, e quando eu passei estava desativada).

E tudo estrada de média (alguns pequenos trechos com asfalto irregular ou esfarelando - e sempre com obras recuperando a estrada nessas regiões) prá excelente.

Gastei no total US$2.400, sem contar as compras e as passagens aéreas.

Foram US$915 de aluguel e seguro da moto (oferta "One Way Special" na Eaglerider), US$730 de hotel (média de US$60 por dia), US$340 com comida (média de US$30 por dia), US$370 com combustível (média de US$30 por dia) e mais US$50 de entradas em parques e o filme IMAX do Grand Canyon.

De modo geral, havia uma única refeição por dia além do café-da-manhã, que era o jantar - metade dos dias em fast-food (de US$8 a US$10 a refeição) e a outra em restaurantes (de US$15 a US$45 a refeição). No meio do dia comia uma barra de cereais. O supermercado (quase diário) envolvia água mineral (para a noite e o dia seguinte) e as barras de cereais pro lanche do meio do dia.

Na parte cênica da viagem (de LA até Colorado Springs) rodava entre 200 e 300 milhas por dia (de 320 a 480km), subindo prá 400 a 500 milhas/dia (650 a 800km) nos dias de cobrir distância - normalmente de 6 a 7 de horas de estrada (com exceção do dia de 500 milhas, que levou 10 horas de estrada).

Algo importante de lembrar é que o americano janta cedo - o pico de ocupação nos restaurantes acontecia às 18h. Se for tentar jantar depois das 20h, só em fast-food 24h - o resto ou vai estar fechado ou fechando.

Quanto ao roteiro, se eu repetisse a viagem ao invés de dormir em Cortez dormiria em Durango, um pouco à frente. E talvez dormisse uma hora antes de Alcoa no último dia.

Abaixo um sumário dos hotéis:

CidadeHotelDiáriaCaféRecomendo
Morro Bay, CASea Air Inn48**Sim
Merced, CATravelodge56**Não
Bishop, CARamada Limited76****Sim
Las Vegas, NVFitzgerald's38**Não
Williams, AZHighlander81NãoNão
Tuba City, AZGreyhills Inn57NãoSim
Cortez, COAneth Lodge50NãoNão
Salida, COGateway Inn68****Sim
Colorado Springs, COTravelodge55***Sim
Junction City, KSMotel 652NãoSim
Mt Vernon, ILBest Inns of America69****Sim
Alcoa, TNCountry Inn81****Sim

domingo, 2 de outubro de 2011

Dia 15 (2 de outubro): de Atlanta (GA) a New York (NY)

A viagem está chegando no fim, hoje voei de volta prá New York - e quase que entro bem, pois houve overbooking no vôo da American Airlines e como eu não me manquei durante o check-in que a atribuição de assento não havia sido feita (pelo visto na AA isso é feito no gate) eu fiquei passeando e quando percebi que não sabia o número do assento e vi que tinha que me apresentar no gate já fui um dos últimos a fazê-lo... quase que tenho que esperar pelo próximo vôo, 7 horas depois.

Foi muito bom visitar a Rô lá em Atlanta, e conhecer a Juju foi uma das melhores partes da viagem (realmente ela é uma graça, conquista qualquer um!) - pena que na correria eu esqueci de tirar fotos delas.

É uma pena que o Túlio teve que viajar (havia assunto prá jogar conversa fora que não acaba mais, provavelmente avançaria madrugada a dentro!), mas eu sabia que a chance de isso acontecer era grande, o trabalho dele exige muito.

A bagagem já está arrumada, o taxi prá madrugada já está agendado, já subi as poucas fotos destes dias pro flickr... hora de me despedir...

Depois que botar a vida em ordem eu faço um apanhado geral da viagem detalhando custos prá quem se interessar em fazer algo semelhante.

Até Sampa!

sábado, 1 de outubro de 2011

Dia 14 (1 de outubro): bate-e-volta pro Dragão

Pois é, o Túlio deixou a GS 1200 dele prontinha prá eu usar... eu não ia fazer a desfeita de não usar, não é mesmo?

Fiz as contas e prá ir até o Dragão por uma variação do caminho que fiz prá Atlanta ontem, mais ainda pegando a Cherohala Skyway no sentido inverso, leva quase 6 horas, mais uma hora de vai-e-vém por lá e depois 3 horas prá voltar pelo caminho mais rápido - 10 horas no total, tá de bom tamanho!

Saí quase 9h30...

Eu, que não entendo quase nada de BMW, vi aquele tancão e achei se tratar da versão Adventure da GS 1200... só depois conversando por telefone com o Túlio é que ele me falou que era a versão normal mesmo - é que ele tinha dado um banho de loja nela, se divertindo com o catálogo da Touratech... eu no lugar dele, morando nos EUA, faria o mesmo, ou pior... provavelmente teria que morar na roça, ou alugar um galpão...

Com aquele tancão, ela não responde muito a pressões do joelho contra o tanque, mas responde a variações de peso nas pedaleiras, além do contra-esterço, obviamente - prá quem não é motociclista, são várias formas de inclinar a moto prá fazer curva.

E o freio da GS é simplesmente fantástico, o melhor que já experimentei até hoje!

Idem pro farol (voltei à noite) ... o farol principal sozinho ilumina tanto que nem sei prá que os auxiliares! :-)

O problema é que eu fui exatamente como cheguei ontem, e sem levar nada de bagagem... deve ter entrado uma frente fria, pois na highway saindo de Atlanta eu já comecei a sentir frio... depois achei a função termômetro do computador de bordo: estava 48 F (pouco menos de 10 C)... na Cherohala Skyway chegou a 41 F (cerca de 5 C) - e eu apenas com a jaqueta com a qual havia atravessado os desertos de Nevada e Arizona a 37 C (ou seja, sem o forro térmico!)... a única coisa que podia fazer era fechar as entradas de ar da jaqueta e ligar o aquecedor de manoplas (abençoado seja o aquecedor de manoplas! Vocês não fazem idéia de como ter as mãos quentinhas torna o resto suportável...).

Quando cheguei no lojinha do Deal's Gap a primeira providência depois de ir no banheiro foi comprar uma blusa! Infelizmente eles não tinham chocolate quente no restaurante.

Feito um lanchinho rápido, parti pro Dragão... na passada sul-norte raspei a ponta de cada bota no chão pelo menos três vezes... Na passada norte-sul eu manerei pois estava na raia interna das curvas mais fechadas, e já havia me divertido... Na passada final sul-norte acabei ficando atrás de um Harleyro que devia ser novato, ele brecava antes de todas as curvas e praticamente não inclinava a moto... foi tão devagar que nem encostei no freio nem precisei reduzir prá usar freio motor em todo o percurso...

Com a Harley ao longo da viagem em pouco mais de hora de pilotagem eu estava com dor do lado esquerdo, tanto na parte baixa das costas como na frente perto das costelas inferiores - experimentei variar um pouco a posição prá ver se era problema de postura, mas não mudou nada. E após umas 3 horas de pilotagem eu já precisava mudar de posição prá permitir circulação de sangue no glúteo.

Com a GS só precisei começar a mudar de posição depois de mais de 6 horas de pilotagem, e não senti nada nas costas ou costelas - mas a musculatura entre o pescoço e os ombros até ardia na volta - tive que parar prá comer algo na chegada em Atlanta prá dar tempo da dor diminuir - e na lanchonete não consegui controlar a tremedeira das mãos... acho que estava hipotérmico... a blusa que comprei melhorou mas não foi suficiente!

E eu realmente senti falta o cruise control da Harley... tanto por permitir tirar a mão direita do guidão sem que a moto desacelere quanto, principalmente, por permitir que se preste atenção no velocímetro uma única vez, enquanto se ajusta a velocidade, e depois se preste atenção na estrada (exceto em trechos sinuosos, em que controlar a tração "pessoalmente" é mais seguro).

Com a GS eu tinha que ficar o tempo todo de olho no velocímetro prá não ultrapassar o limite de velocidade, principalmente nos trechos abaixo de 55 milhas/hora (de 55 prá cima dava prá perceber quando saía da velocidade pelo giro do motor).

O passeio foi 10, apesar do frio!

Link das fotos