Último dia com a nave!
Tenho até as 17h prá devolvê-la na Eaglerider de Atlanta.
Só consegui dormir esta noite depois de tomar um anti-alérgico (polaramine faz parte do kit de primeiros-socorros): coçava o corpo todo! (aconteceu umas duas outras noites na viagem, mas esta foi a pior, coçava até dentro do ouvido!).
De manhã gastei algum tempo procurando marcas de picadas de insetos e não achei nada... deve ser alergia a algum produto que eles aplicam nos lençóis.
O café da manhã foi bom, dos três melhores da viagem (waffles!), mas dei uma maneiradinha pois não queria estar sonolento no Dragão (US-129).
No começo a estrada não é tão sinuosa assim, passa ao largo de uma barragem e do lago correspondente e depois sobe os morros. Quando passa um mirante com vista da represa lá embaixo é que a coisa começa a pegar... o que torna tudo divertido ao invés de perigoso é que o leito da estrada foi bem feito: inclinado pro centro de cada curva - um verdadeiro parque de diversão pro motociclista!
Entrei pelo norte e segui até Deal's Gap, logo depois da divisa com North Carolina, fiz meia volta e percorri no sentido sul-norte (as curvas mudam, pois passa-se a usar a "raia interna" nas curvas em que no outro sentido se usa a externa, e vice-versa).
Chegando no mirante da represa fiz meia volta novamente e percorri uma segunda vez o sentido norte-sul (meu caminho continuava pro sul prá pegar a Cherohala Skyway, US-165).
A nave me surpreendeu: não foi tão ruim nas curvas quanto eu temia - não se compara aos outros estilos de moto, mas não fez feio não.
Eu estava bastante apreensivo com o tráfego no sentido contrário, de numa curva dar de cara com um nó-cego que resolveu usar a pista toda... mas felizmente estava todo mundo comportado.
Em pelo menos uns cinco locais ao longo da estrada havia uma pickup estacionada com uma URL pintada na lataria ou numa faixa e um sujeito sentado numa cadeira com uma máquina fotográfica com uma boa teleobjetiva tirando foto de todo mundo que passava... o Túlio me disse que daqui a alguns dias eu posso baixar as fotos em alta resolução dos sites por $5 cada foto - bem legal!
Depois do vai-e-vém no Dragão, parei na lojinha no Deal's Gap e comprei mais algumas quinquilharias, retomando a estrada logo em seguida.
A Chreohala Skyway é quase tão divertida quanto o Dragão... as curvas são de média e alta, e neste caso o limite de velocidade baixo (45 milhas/hora em NC e 40 milhas/hora no TN) atrapalha a diversão... a estrada está mais alta que todos os morros do entorno, então há diversos mirantes e a paisagem é bonita (embora eu esteja mal-acostumado com a paisagem excepcional que peguei pela viagem...).
Cheguei na Eaglerider de Atlanta com uma hora de folga. A devolução da moto transcorreu sem problemas e eles até se ofereceram de me levar até a casa do Túlio (normalmente levam e pegam no aeroporto), o que foi ótimo pois o Túlio teve que viajar e a Rô estava sozinha cuidando da filhinha de 2 anos (a Juju, uma graça!) e aquela havia sido um tarde complicada prá mesma. Eu só tive que esperar o translado de 15 alemães e sua bagagem que haviam acabado de chegar em Atlanta.
Sem fotos por enquanto... se e quando achar alguma foto minha nos sites da moçada eu subo pro flickr e posto aqui.
Link das fotos
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Dia 12 (29 de setembro): de Mount Vernon (IL) a Alcoa (TN)
Hoje foram 3 estados novamente: Illinois, Kentucky e Tenesse.
Agora estou em Alcoa, perto de Knoxville, no Tenesse.
Dia tranquilo, 7 horas de estrada e carca de 400 milhas.
Cruzei a última timezone, agora estou no Eastern Time, com o horário de verão local uma hora atrás de Sampa.
Amanhã, último dia com a nave, vou conhecer a Dragon's Tail (trecho da US-129 junto dos lagos Chillhowee e Calderwood).
Como é a última noite em hotel abri a mão e peguei um quarto num hotel mais caro ($70+taxes na oferta pro Tail of the Dragon), o Country Inn em Alcoa - muito bonito e realmente o melhor hotel que fiquei nesta viagem.
O trio de estados Tenesse, Alabama e Georgia, também conhecido como TAG, é o reduto de caverneiros aqui nos EUA - no caminho cruzei uma serra de rocha calcárea, deu saudade!
Chegou a dar vontade de tentar encontrar alguns velhos conhecidos... mas não dá tempo.
Link das (poucas) fotos.
Agora estou em Alcoa, perto de Knoxville, no Tenesse.
Dia tranquilo, 7 horas de estrada e carca de 400 milhas.
Cruzei a última timezone, agora estou no Eastern Time, com o horário de verão local uma hora atrás de Sampa.
Amanhã, último dia com a nave, vou conhecer a Dragon's Tail (trecho da US-129 junto dos lagos Chillhowee e Calderwood).
Como é a última noite em hotel abri a mão e peguei um quarto num hotel mais caro ($70+taxes na oferta pro Tail of the Dragon), o Country Inn em Alcoa - muito bonito e realmente o melhor hotel que fiquei nesta viagem.
O trio de estados Tenesse, Alabama e Georgia, também conhecido como TAG, é o reduto de caverneiros aqui nos EUA - no caminho cruzei uma serra de rocha calcárea, deu saudade!
Chegou a dar vontade de tentar encontrar alguns velhos conhecidos... mas não dá tempo.
Link das (poucas) fotos.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Dia 11 (28 de setembro): de Junction City (KS) a Mount Vernon (IL)
Mais um dia de vários estados: Kansas, Missouri e Illinois.
Dia de cobrir distância... ainda assim, saí um pouco tarde, umas 8h40... estava com muito sono pela manhã.
Mandei o GPS me levar até a Bass Pro de Columbia (MO) e ele me desviou da área urbana de Topeka+Kansas City... dei uma boa volta pelo sul até pegar a I-70 novamente (GPS com roteamento configurado para o caminho mais rápido, e não o mais curto... eu jamais teria feito esse caminho!), valeu a pena pelas estradas secundárias, que são sempre mais interessantes que uma Interstate.
De Columbia mandei ele me levar prá Eagle Rider de Atlanta (eram umas 15h) e ele disse que eu chegaria pela 1h da manhã de amanhã... apenas 10 horas de Atlanta!
Se no caso do Kansas o GPS desviou da metrópole, no caso do Missouri ele me fez atravessar St Louis na hora do rush...
Parei em Mount Vernon, Illinois, após 520 milhas rodadas em 10 horas.
Amanhã vou até Alcoa, no Tenesse, prá na sexta-feira conhecer o Dragon's Tail (estrada com 300 e poucas curvas em 11 milhas!) e depois tocar prá Atlanta devolver a moto.
Dia de cobrir distância... ainda assim, saí um pouco tarde, umas 8h40... estava com muito sono pela manhã.
Mandei o GPS me levar até a Bass Pro de Columbia (MO) e ele me desviou da área urbana de Topeka+Kansas City... dei uma boa volta pelo sul até pegar a I-70 novamente (GPS com roteamento configurado para o caminho mais rápido, e não o mais curto... eu jamais teria feito esse caminho!), valeu a pena pelas estradas secundárias, que são sempre mais interessantes que uma Interstate.
De Columbia mandei ele me levar prá Eagle Rider de Atlanta (eram umas 15h) e ele disse que eu chegaria pela 1h da manhã de amanhã... apenas 10 horas de Atlanta!
Se no caso do Kansas o GPS desviou da metrópole, no caso do Missouri ele me fez atravessar St Louis na hora do rush...
Parei em Mount Vernon, Illinois, após 520 milhas rodadas em 10 horas.
Amanhã vou até Alcoa, no Tenesse, prá na sexta-feira conhecer o Dragon's Tail (estrada com 300 e poucas curvas em 11 milhas!) e depois tocar prá Atlanta devolver a moto.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Dia 10 (27 de setembro): de Colorado Springs (CO) a Junction City (KS)
Cruzei mais uma timezone, agora estou no Central Time (com o horário de verão, 2 horas atrás de Sampa).
O Pikes Peak, que ontem tinha o cume nevado, hoje estava limpo, sem neve... sinal que nevou ontem lá no cume...
Café da manhã bom no Travelodge, me esbaldei de comer waffles (feitos na hora!).
O GPS me fez dar uma voltinha na região de Colorado Springs até pegar a Interstate 70 (I-70) pro leste - tanta volta que cheguei a parar e dar zoom out prá ver se ele realmente estava me levando pro Kansas...
A I-70 tem limite de velocidade em 75 milhas/hora, mas no Kansas ela está com muita obra, aí a velocidade cai prá 60 milhas/hora (o que não é mau) e fica uma faixa só (o que não é bom: caminhões!)
Cheguei cedo (pelas 16h) em Junction City, após cerca de 450 milhas - a cidade seguinte, Topeka, era muito cara, nenhum hotel por menos de $90 segundo o TripAdvisor.
Fiquei no Motel 6 por $51.54 after taxes, limpo, espaçoso, moderno e razoavelmente barato... com os inconvenientes de ficar longe de tudo (tive que pegar a moto prá ir almo-jantar) e não ter café da manhã.
Fuçando o mapa da cidade no Google Maps no celular vi um restaurante chinês, cliquei no mesmo, li o comentários e resolvi experimentar, apesar de ser do outro lado da cidade - orange chicken (muito bom!), fried rice e iced tea por $12 - comer no fast food sai por $10!
Sem fotos, a única coisa que valia a pena fotografar era o Pikes Peak sem neve, mas quando eu vi já estava em lugar que não era mais seguro parar.
O Pikes Peak, que ontem tinha o cume nevado, hoje estava limpo, sem neve... sinal que nevou ontem lá no cume...
Café da manhã bom no Travelodge, me esbaldei de comer waffles (feitos na hora!).
O GPS me fez dar uma voltinha na região de Colorado Springs até pegar a Interstate 70 (I-70) pro leste - tanta volta que cheguei a parar e dar zoom out prá ver se ele realmente estava me levando pro Kansas...
A I-70 tem limite de velocidade em 75 milhas/hora, mas no Kansas ela está com muita obra, aí a velocidade cai prá 60 milhas/hora (o que não é mau) e fica uma faixa só (o que não é bom: caminhões!)
Cheguei cedo (pelas 16h) em Junction City, após cerca de 450 milhas - a cidade seguinte, Topeka, era muito cara, nenhum hotel por menos de $90 segundo o TripAdvisor.
Fiquei no Motel 6 por $51.54 after taxes, limpo, espaçoso, moderno e razoavelmente barato... com os inconvenientes de ficar longe de tudo (tive que pegar a moto prá ir almo-jantar) e não ter café da manhã.
Fuçando o mapa da cidade no Google Maps no celular vi um restaurante chinês, cliquei no mesmo, li o comentários e resolvi experimentar, apesar de ser do outro lado da cidade - orange chicken (muito bom!), fried rice e iced tea por $12 - comer no fast food sai por $10!
Sem fotos, a única coisa que valia a pena fotografar era o Pikes Peak sem neve, mas quando eu vi já estava em lugar que não era mais seguro parar.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Dia 9 (26 de setembro): de Salida (CO) a Colorado Springs (CO)
Não peguei o caminho mais curto de Salida prá Colorado Springs... ao invés fui pro norte, via Fairplay e depois de Bailey peguei uma estradinha secundária prá Deckers e depois Woodland Park - mais uma estradinha show de curvinhas!
Mas com uma nota triste nos quilômetros e quilômetros de encostas deflorestadas por incêndio...
Não estava com muito ânimo prá tirar fotos, e a estrada sem acostamento também não ajudava... até que apareceu o Pikes Peak, com o cume nevado mesmo no início do outono...
Há uns 3 ou 4 meses alguém postou um vídeo no Desmogroup (grupo de cagiveiros) com um treino para a corrida que há ali todo ano: o cara subia no maior pau com uma Ducati Multistrada... no início é asfalto, depois vira cascalho, subidas íngremes com caracóis, fantástico!
Vou passar do lado do início dessa estrada, mas de Harley não dá prá encarar o cascalho...
Aqui no Colorado houve uma mudança no perfil dos motociclistas: há poucas cruisers e harleyros (capacete coquinho, camiseta, colete de couro, luva sem dedos, calça jeans, bota de couro de trabalho, corrente na cintura :-) )... mais de 80% dos motociclistas estão de jaqueta de tecido sintético, capacete fechado, luvas e em motos de touring ou big-trails... e uns 80% destas tem os cilindros saindo pros lados :-)
Woodland Park é outra cidade simpática na qual dá vontade de ficar... bem mais simpática que Colorado Springs onde acabei pousando.
Pelos planfetos no Wendy's (onde parei prá comer um lanche até dar o horário do check-in no motel) há o que fazer por uns 3 ou 4 dias na região: um trem que sobe o Pikes Peak, a Cave of the Winds, habitações Anasazi esculpidas em paredões de arenito são três panfletinhos que folheei enquanto almoçava.
Fiz check-in no motel, tomei um banho e saí prá andar pelo centro velho de Colorado Springs. Jantei num restaurante local recomendado pela recepcionista do motel, rainbow trout com onion rings e cinamon apple.
Hoje acaba a parte divertida da viagem, a partir de amanhã é fazer km, cerca de 400 milhas por dia prá devolver a moto em Atlanta na sexta - e indo prá leste, o que significa sol na cara pela manhã: não dá prá sair muito cedo, tem que esperar o sol subir um pouco do horizonte senão não se encherga nada!
Link das fotos
Mas com uma nota triste nos quilômetros e quilômetros de encostas deflorestadas por incêndio...
Não estava com muito ânimo prá tirar fotos, e a estrada sem acostamento também não ajudava... até que apareceu o Pikes Peak, com o cume nevado mesmo no início do outono...
Há uns 3 ou 4 meses alguém postou um vídeo no Desmogroup (grupo de cagiveiros) com um treino para a corrida que há ali todo ano: o cara subia no maior pau com uma Ducati Multistrada... no início é asfalto, depois vira cascalho, subidas íngremes com caracóis, fantástico!
Vou passar do lado do início dessa estrada, mas de Harley não dá prá encarar o cascalho...
Aqui no Colorado houve uma mudança no perfil dos motociclistas: há poucas cruisers e harleyros (capacete coquinho, camiseta, colete de couro, luva sem dedos, calça jeans, bota de couro de trabalho, corrente na cintura :-) )... mais de 80% dos motociclistas estão de jaqueta de tecido sintético, capacete fechado, luvas e em motos de touring ou big-trails... e uns 80% destas tem os cilindros saindo pros lados :-)
Woodland Park é outra cidade simpática na qual dá vontade de ficar... bem mais simpática que Colorado Springs onde acabei pousando.
Pelos planfetos no Wendy's (onde parei prá comer um lanche até dar o horário do check-in no motel) há o que fazer por uns 3 ou 4 dias na região: um trem que sobe o Pikes Peak, a Cave of the Winds, habitações Anasazi esculpidas em paredões de arenito são três panfletinhos que folheei enquanto almoçava.
Fiz check-in no motel, tomei um banho e saí prá andar pelo centro velho de Colorado Springs. Jantei num restaurante local recomendado pela recepcionista do motel, rainbow trout com onion rings e cinamon apple.
Hoje acaba a parte divertida da viagem, a partir de amanhã é fazer km, cerca de 400 milhas por dia prá devolver a moto em Atlanta na sexta - e indo prá leste, o que significa sol na cara pela manhã: não dá prá sair muito cedo, tem que esperar o sol subir um pouco do horizonte senão não se encherga nada!
Link das fotos
domingo, 25 de setembro de 2011
Dia 8 (25 de setembro): de Cortez (CO) a Salida (CO)
Resolvi tornar o dia de hoje um pouco mais comprido, esticando até Salida ao invés de parar em Gunnison como havia planejado - ontem à noite já consultei o TripAdvisor, escolhi um motel em Salida e já fiz a reserva.
Ontem o caminho prá Cortez ainda era bastante árido, ainda tinha bem cara de deserto.
Hoje já entramos nas Rochosas prá valer - estradas sinuosas, encostas florestadas, árvores com cores de outono - amarelas e algumas vermelhas... frio de manhã (tive que fechar as entradas de ar da jaqueta, mas não coloquei o forro ainda) e quente no início da tarde.
Durango é uma cidade simpática, merecia passar uma noite ali, e o alemão do Monument Valley falou que o passeio de trem dali é legal.
De Durango fui pro norte pela US-550, que entre as cidades de Silverton e Ouray tem o apelido de "Million Dollars Road" e é famosa no meio motociclístico... mais uma estrada que seria uma delícia de moto...
Quase todas as fotos de hoje são no trecho Durango - Silverton, pois a estrada entre Silverton e Ouray é estreita e sem acostamento, são poucos os locais prá parar, e nem sempre perto de algo que valha a pena fotografar... mas eu me esbaldei de tirar fotos de árvores amarelas até Silvertone :-)
Gostei muito de Ouray, um brinco de cidade, outra que gostaria de ter tempo de parar e ficar algum tempo prá conhecer.
Depois de Ouray começa um trecho de reta até Montrose... as curvas só voltam na beira da represa Blue Mesa, a meio caminho de Gunnison - devia ter parado prá tirar fotos, mas os locais seguros de parar (tente parar uma nave destas num local inclinado com cascalho prá ver como é bom... não é qualquer lugar que dá prá orientar ela prá não ter chance de tombar...) não batiam com os lugares bonitos de fotografar, assim, sem fotos!
Em Gunnison o GPS me dizia faltar cerca de 50 milhas prá Salida, e o computador de bordo da nave dizia ter autonomia prá 90 milhas... resolvi deixar prá abastecer em Salida amanhã cedo ao sair...
Quase que me estrepo... entre Gunnison e Salida tem uma cadeia de montanhas... no início da subida eu tinha uma folga de 34 milhas de autonomia, mas à medida que encarava a subida prá cada milha percorrida a autonomia caía 3 ou 4 milhas... quando eu já conseguia ver o que parecia ser o passo no fim da subida faltavam 16 milhas pro próximo posto e o computador marcava 10 milhas de autonomia... pensei "beleza, na descida vai gastar bem menos e a autonomia vai espichar de novo"... aí o computador simplesmente parou de informar a autonomia, só dizendo "low"!
Eu desci umas 8 ou 9 milhas no embalo, na marcha mais alta que garantisse uma rotação acima da marcha lenta, sem encostar no acelerador... desci a 35 a 40 milhas/hora, ainda bem que o limite de velocidade é baixo, não fui muito xingado... quando ficou plano mantive o giro em 2000 rpm, acelerando o mínimo prá ficar nos 45 milhas/hora até chegar no posto, onde coloquei 4,93 galões de gasolina num tanque de 5 galões.
Nem registrei essa cadeia de montanhas, deve ser legal, cheia de curvas, mas estava tão tenso e preocupado que nem reparei.
Link das fotos
PS: eu descobri que, como minha câmera tem GPS, ela inclui na foto as coordenadas geográficas (quando ela já estava ligada a tempo suficiente prá se localizar) e o flickr sabe plotar a foto no mapa... estou revendo todas as fotos carregadas e mandando plotar no mapa as que tiverem coordenadas.
Ontem o caminho prá Cortez ainda era bastante árido, ainda tinha bem cara de deserto.
Hoje já entramos nas Rochosas prá valer - estradas sinuosas, encostas florestadas, árvores com cores de outono - amarelas e algumas vermelhas... frio de manhã (tive que fechar as entradas de ar da jaqueta, mas não coloquei o forro ainda) e quente no início da tarde.
Durango é uma cidade simpática, merecia passar uma noite ali, e o alemão do Monument Valley falou que o passeio de trem dali é legal.
De Durango fui pro norte pela US-550, que entre as cidades de Silverton e Ouray tem o apelido de "Million Dollars Road" e é famosa no meio motociclístico... mais uma estrada que seria uma delícia de moto...
Quase todas as fotos de hoje são no trecho Durango - Silverton, pois a estrada entre Silverton e Ouray é estreita e sem acostamento, são poucos os locais prá parar, e nem sempre perto de algo que valha a pena fotografar... mas eu me esbaldei de tirar fotos de árvores amarelas até Silvertone :-)
Gostei muito de Ouray, um brinco de cidade, outra que gostaria de ter tempo de parar e ficar algum tempo prá conhecer.
Depois de Ouray começa um trecho de reta até Montrose... as curvas só voltam na beira da represa Blue Mesa, a meio caminho de Gunnison - devia ter parado prá tirar fotos, mas os locais seguros de parar (tente parar uma nave destas num local inclinado com cascalho prá ver como é bom... não é qualquer lugar que dá prá orientar ela prá não ter chance de tombar...) não batiam com os lugares bonitos de fotografar, assim, sem fotos!
Em Gunnison o GPS me dizia faltar cerca de 50 milhas prá Salida, e o computador de bordo da nave dizia ter autonomia prá 90 milhas... resolvi deixar prá abastecer em Salida amanhã cedo ao sair...
Quase que me estrepo... entre Gunnison e Salida tem uma cadeia de montanhas... no início da subida eu tinha uma folga de 34 milhas de autonomia, mas à medida que encarava a subida prá cada milha percorrida a autonomia caía 3 ou 4 milhas... quando eu já conseguia ver o que parecia ser o passo no fim da subida faltavam 16 milhas pro próximo posto e o computador marcava 10 milhas de autonomia... pensei "beleza, na descida vai gastar bem menos e a autonomia vai espichar de novo"... aí o computador simplesmente parou de informar a autonomia, só dizendo "low"!
Eu desci umas 8 ou 9 milhas no embalo, na marcha mais alta que garantisse uma rotação acima da marcha lenta, sem encostar no acelerador... desci a 35 a 40 milhas/hora, ainda bem que o limite de velocidade é baixo, não fui muito xingado... quando ficou plano mantive o giro em 2000 rpm, acelerando o mínimo prá ficar nos 45 milhas/hora até chegar no posto, onde coloquei 4,93 galões de gasolina num tanque de 5 galões.
Nem registrei essa cadeia de montanhas, deve ser legal, cheia de curvas, mas estava tão tenso e preocupado que nem reparei.
Link das fotos
PS: eu descobri que, como minha câmera tem GPS, ela inclui na foto as coordenadas geográficas (quando ela já estava ligada a tempo suficiente prá se localizar) e o flickr sabe plotar a foto no mapa... estou revendo todas as fotos carregadas e mandando plotar no mapa as que tiverem coordenadas.
sábado, 24 de setembro de 2011
Dia 7 (24 de setembro): de Tuba City (AZ) a Cortez (CO)
Dia de 3 estados - Arizona, Utah e Colorado!
E já mudei de timezone, do Pacific Time pro Mountain Time - agora estou só 3 horas prá trás de Sampa.
Olhando a rota no GPS vi que o planejado, ir até Cortez, eram pouco mais de 200 milhas - saindo às 7h da manhã chegaria em Cortez antes das 11h - muito cedo! Passei no MacDonalds prá ver se conseguia cancelar minha reserva em Cortez, esticando assim até Durango (CO), mas a internet do MacDonalds de Tuba City estava com problemas - só consegui acessar no MacDonalds de Kayenta, 70 milhas à frente. Descobri que não dá mais prá cancelar a reserva, resolvi ir tocando e quando chegar lá decidir o que fazer.
De Kayenta até o Monument Valley são cerca de 20 milhas. O Monument Valley está dentro de um parque mantido pela nação Navajo - estrada pavimentada até o Visitor Center, numa colina com um visual fantástico, depois estrada de chão prá visita auto-guiada com 17 milhas, outras estradas (de terra também) só com guia local.
Parei no Visitor Center e deixei jaqueta, luvas e capacete na moto, peguei o boné e fui conhecer o Visitor Center, pensando em entrar numa excursão guiada (de nave não dava prá encarar a estrada de chão, apesar da vontade).
Comprei umas quinquilharias na lojinha de souvenir (bem bonita por sinal!), fui até o restaurante, vi que ele tinha uma varanda externa, fui até a mesma e decidi ficar por ali mesmo: mesas na sombra, sossego, e um visual belíssimo! Só voltei até a moto prá deixar as quinquilharias e pegar o lanche.
Fiquei ali umas 2 horas pelo menos, apreciando a paisagem, lembrando de outros locais bonitos em que fiz um lanchinho (lembrei de vários, como a Laguna Torre perto de El Chalten, Argentina, o Vale das Maravilhas na Petrópolis-Teresópolis, um ponto na crista do Marins-Itaguaré, as Prateleiras em Itatiaia, o Cerro Condor na Tierra del Fuego), conversando com um alemão fantasiado de harleyro (na Alemanha ele tem BMW, aqui lá estava ele todo de preto, colete de couro, corrente na cintura... em Roma faça como os romanos?) que sentou prá fazer um lanchinho do meu lado...
Com tudo isso acabei chegando em Cortez pelas 16h e resolvi pousar por aqui mesmo.
Agora vou sair prá almo-jantar enquanto sobem as fotos do Grand Canyon. Depois que elas subirem organizo o set no flickr e posto o link no post de ontem, aí subo as fotos de hoje.
Link das fotos
E já mudei de timezone, do Pacific Time pro Mountain Time - agora estou só 3 horas prá trás de Sampa.
Olhando a rota no GPS vi que o planejado, ir até Cortez, eram pouco mais de 200 milhas - saindo às 7h da manhã chegaria em Cortez antes das 11h - muito cedo! Passei no MacDonalds prá ver se conseguia cancelar minha reserva em Cortez, esticando assim até Durango (CO), mas a internet do MacDonalds de Tuba City estava com problemas - só consegui acessar no MacDonalds de Kayenta, 70 milhas à frente. Descobri que não dá mais prá cancelar a reserva, resolvi ir tocando e quando chegar lá decidir o que fazer.
De Kayenta até o Monument Valley são cerca de 20 milhas. O Monument Valley está dentro de um parque mantido pela nação Navajo - estrada pavimentada até o Visitor Center, numa colina com um visual fantástico, depois estrada de chão prá visita auto-guiada com 17 milhas, outras estradas (de terra também) só com guia local.
Parei no Visitor Center e deixei jaqueta, luvas e capacete na moto, peguei o boné e fui conhecer o Visitor Center, pensando em entrar numa excursão guiada (de nave não dava prá encarar a estrada de chão, apesar da vontade).
Comprei umas quinquilharias na lojinha de souvenir (bem bonita por sinal!), fui até o restaurante, vi que ele tinha uma varanda externa, fui até a mesma e decidi ficar por ali mesmo: mesas na sombra, sossego, e um visual belíssimo! Só voltei até a moto prá deixar as quinquilharias e pegar o lanche.
Fiquei ali umas 2 horas pelo menos, apreciando a paisagem, lembrando de outros locais bonitos em que fiz um lanchinho (lembrei de vários, como a Laguna Torre perto de El Chalten, Argentina, o Vale das Maravilhas na Petrópolis-Teresópolis, um ponto na crista do Marins-Itaguaré, as Prateleiras em Itatiaia, o Cerro Condor na Tierra del Fuego), conversando com um alemão fantasiado de harleyro (na Alemanha ele tem BMW, aqui lá estava ele todo de preto, colete de couro, corrente na cintura... em Roma faça como os romanos?) que sentou prá fazer um lanchinho do meu lado...
Com tudo isso acabei chegando em Cortez pelas 16h e resolvi pousar por aqui mesmo.
Agora vou sair prá almo-jantar enquanto sobem as fotos do Grand Canyon. Depois que elas subirem organizo o set no flickr e posto o link no post de ontem, aí subo as fotos de hoje.
Link das fotos
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Dia 6 (23 de setembro): de Williams (AZ) a Tuba City (AZ)
Hoje foi dia de Grand Canyon...
Percorri uns 6km da Rim Trail pro oeste a partir do El Tovar Lodge, depois como estava ficando tarde peguei o circular prá ir aos pontos cênicos que faltavam até o Hermit Rest a oeste da Village.
Cheguei a cogitar ficar por ali mais uma noite e aproveitar o dia até o final no parque, mas tem muita viagem ainda pela frente, não seria prudente gastar agora o único dia de folga que tenho - pode fazer falta mais à frente...
Tirei fotos até a bateria da câmera acabar, mas não vai dar prá subir hoje pro flickr: a pousada em que estou hospedado não tem internet (estou postando via celular no wi-fi do MacDonalds...) - na verdade a pousada é uma parte do prédio da high school local que foi convertida em pousada: banheiro coletivo (chuveiro só com água fria, ou eu que não descobri como ligar a água quente...), mas quartos limpos e espaçosos, e um preço honesto: $56 (as alternativas estavam prá lá dos $150).
Links das fotos
Percorri uns 6km da Rim Trail pro oeste a partir do El Tovar Lodge, depois como estava ficando tarde peguei o circular prá ir aos pontos cênicos que faltavam até o Hermit Rest a oeste da Village.
Cheguei a cogitar ficar por ali mais uma noite e aproveitar o dia até o final no parque, mas tem muita viagem ainda pela frente, não seria prudente gastar agora o único dia de folga que tenho - pode fazer falta mais à frente...
Tirei fotos até a bateria da câmera acabar, mas não vai dar prá subir hoje pro flickr: a pousada em que estou hospedado não tem internet (estou postando via celular no wi-fi do MacDonalds...) - na verdade a pousada é uma parte do prédio da high school local que foi convertida em pousada: banheiro coletivo (chuveiro só com água fria, ou eu que não descobri como ligar a água quente...), mas quartos limpos e espaçosos, e um preço honesto: $56 (as alternativas estavam prá lá dos $150).
Links das fotos
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Dia 5 (22 de setembro): de Las Vegas (NV) a Williams (AZ)
Enrolei um pouco prá sair do hotel prá passar pela outra loja da Cycle Gear, que abre às 9h.
Cheguei lá estava fechada (fechada tipo "passa-se o ponto") - é a crise...
Mas no caminho passei por um Wall Mart e comprei mais umas ferramentas (a seção de ferramentas do Wall Mart costuma ser melhor que a maioria das lojas de ferramenta no Brasil...).
A ponte junto da Hoover Dam já foi concluída, nem vi a barragem (a guarda da ponte é bem alta prá proteger os carros do vento).
Passando por Kingsman peguei o trecho histórico que resta da Route 66 (ver fotos no flickr) - honestamente, só serve prá tirar foto junto da placa prá mostrar pros amigos Harleyros... êta estrada chata!
Como ia chegar cedo em Williams, estiquei até Tusayan e visitei o Visitor Center da National Geographic dedicado ao Grand Canyon, aproveitando prá ver o filme IMAX Grand Canyon, Hidden Secrets.
Voltei prá Williams, me estabeleci no motel, descobri que os $65 da reserva viraram $82 - haja taxas!
Jantei no Cruiser's Route 66 Cafe, com direito a música ao vivo - muito bom!
Por aqui já não está fazendo tanto calor durante o dia, e à noite está até bem frio... acho que no Colorado vou acabar usando a roupa de frio que está ocupando um baú lateral inteiro.
Link das fotos
Cheguei lá estava fechada (fechada tipo "passa-se o ponto") - é a crise...
Mas no caminho passei por um Wall Mart e comprei mais umas ferramentas (a seção de ferramentas do Wall Mart costuma ser melhor que a maioria das lojas de ferramenta no Brasil...).
A ponte junto da Hoover Dam já foi concluída, nem vi a barragem (a guarda da ponte é bem alta prá proteger os carros do vento).
Passando por Kingsman peguei o trecho histórico que resta da Route 66 (ver fotos no flickr) - honestamente, só serve prá tirar foto junto da placa prá mostrar pros amigos Harleyros... êta estrada chata!
Como ia chegar cedo em Williams, estiquei até Tusayan e visitei o Visitor Center da National Geographic dedicado ao Grand Canyon, aproveitando prá ver o filme IMAX Grand Canyon, Hidden Secrets.
Voltei prá Williams, me estabeleci no motel, descobri que os $65 da reserva viraram $82 - haja taxas!
Jantei no Cruiser's Route 66 Cafe, com direito a música ao vivo - muito bom!
Por aqui já não está fazendo tanto calor durante o dia, e à noite está até bem frio... acho que no Colorado vou acabar usando a roupa de frio que está ocupando um baú lateral inteiro.
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Dia 4 (21 de setembro): de Bishop (CA) a Las Vegas (NV)
Abortei a passagem pelo Death Valley... a previsão é temperatura acima dos 40 graus Celsius após as 10h da manhã (46 graus no meio da tarde!)... prá passar por lá tinha que sair cedo prá às 10h já estar subindo a serra do outro lado, o que leva pelo menos 3 horas a partir de Bishop.
Ontem fiquei até tarde subindo as fotos de Yosemite pro flickr, não deu prá levantar às 5h30 prá sair antes das 7h.
Mudei o itinerário, seguindo pela US-395 até Big Pine e lá pegando a CA-168 até a US-95 e seguindo esta última até Las Vegas.
Essa CA-168 é simplesmente show, asfalto bom, cheia de curvinhas de baixa todas com inclinação correta... de moto seria diversão garantida... de nave ainda foi muito legal! Todas as fotos no flickr prá esse dia são dessa estrada.
Cheguei em Las Vegas cedo, 14h30, e como o check-in no hotel era a partir das 15h fui procurar a Cycle Gear local prá comprar uma cinta abdominal (as costas estão doendo um pouco).
Não existe mais essa loja no endereço que eu tinha, e o caminho pro hotel estava congestionado devido a obras na US-15 (uma das highways que corta a cidade)...
Experimentem ficar parado num congestionamento sob o sol, temperatura de 36 graus Celsius, vestindo jaqueta e luvas, e sobre uma Harley... é tortura! (aliás mesmo a noite, 27 graus Celsius às 21h, ainda era tortura ficar parado em semáforos fechados - o calor que sobe do motor dói nas pernas!
Fiquei no Fitzgerald's junto da Freemont Street.
O hotel é ajeitado, mas o povo é um show de horror... no restaurante no jantar os com coluna vertebral reta eram minoria absoluta... até o staff era grotesco, não me surpreenderia se o apelido da garçonete da minha mesa fosse Quasímodo... nunca vi um povo tão feio!
A Freemont Street às 18h me lembrou o centro velho de São Paulo: decadente e às moscas... às 21h estava um pouco melhor, com mais gente e locais fantasiados de personagens prá tirar fotos com turistas - patético, mas colorido.
Não valeu a pena ficar em Downtown, melhor pagar um pouco mais e ficar na Strip - só o show de água e luzes no Bellagio já dá de 10 a 0 na "The Freemont Experience"
E moto em Las Vegas no verão, nunca mais!
Link de fotos
Ontem fiquei até tarde subindo as fotos de Yosemite pro flickr, não deu prá levantar às 5h30 prá sair antes das 7h.
Mudei o itinerário, seguindo pela US-395 até Big Pine e lá pegando a CA-168 até a US-95 e seguindo esta última até Las Vegas.
Essa CA-168 é simplesmente show, asfalto bom, cheia de curvinhas de baixa todas com inclinação correta... de moto seria diversão garantida... de nave ainda foi muito legal! Todas as fotos no flickr prá esse dia são dessa estrada.
Cheguei em Las Vegas cedo, 14h30, e como o check-in no hotel era a partir das 15h fui procurar a Cycle Gear local prá comprar uma cinta abdominal (as costas estão doendo um pouco).
Não existe mais essa loja no endereço que eu tinha, e o caminho pro hotel estava congestionado devido a obras na US-15 (uma das highways que corta a cidade)...
Experimentem ficar parado num congestionamento sob o sol, temperatura de 36 graus Celsius, vestindo jaqueta e luvas, e sobre uma Harley... é tortura! (aliás mesmo a noite, 27 graus Celsius às 21h, ainda era tortura ficar parado em semáforos fechados - o calor que sobe do motor dói nas pernas!
Fiquei no Fitzgerald's junto da Freemont Street.
O hotel é ajeitado, mas o povo é um show de horror... no restaurante no jantar os com coluna vertebral reta eram minoria absoluta... até o staff era grotesco, não me surpreenderia se o apelido da garçonete da minha mesa fosse Quasímodo... nunca vi um povo tão feio!
A Freemont Street às 18h me lembrou o centro velho de São Paulo: decadente e às moscas... às 21h estava um pouco melhor, com mais gente e locais fantasiados de personagens prá tirar fotos com turistas - patético, mas colorido.
Não valeu a pena ficar em Downtown, melhor pagar um pouco mais e ficar na Strip - só o show de água e luzes no Bellagio já dá de 10 a 0 na "The Freemont Experience"
E moto em Las Vegas no verão, nunca mais!
Link de fotos
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Dia 3 (20 de setembro): de Merced (CA) a Bishop (CA)
Hoje foi o dia de Yosemite!
Yosemite está na lista de lugares a visitar desde o final de década de 80, quando eu escalava rocha e caminhava em montanha...
A estrada à medida que chegava perto já batia em beleza as estradas em montanha pelas quais já passei, mas o parque em si é até difícil de descrever...
A vista do Glacier Point passou do limite do bonito e entrou no mundo do fantástico: minha sensação era que aquilo não podia ser real... bate tudo que já vi em filmes, inclusive Senhor dos Anéis!
Simplesmente indescritível, e as fotos não fazem jus à realidade.
Gastei cinco horas no parque.
Entrei pelo El Portal, entrei no vale de Yosemite, peguei a estrada prá Fresno, passei pelo túnel, subi e peguei a estrada pro Glacier Point, depois voltei tudo isso e segui vale de Yosemite adentro.
No vale eu não gostei muito: cheio de gente e de veículos estacionados, áreas de camping que lembram campos base de escalada (que eu sempre achei deprimentes), a maior parte das estradas fechadas apenas para veículos oficiais... prá conhecer o vale tem que ter tempo prá ir a pé ou de bicicleta, o que não é meu caso (nesta viagem!).
A vista compensa, mas só de alguns lugares, normalmente há muitas árvores atrapalhando :-)
Como já estava tarde, eu pulei todos os vista points enquanto saía do vale e pegava a estrada pro Tioga Pass.
Esta estrada sobe a Sierra Nevada, com muitos lugares bonitos para caminhadas (vi muita gente deixando o carro na beira da estrada e pondo as cargueiras nas costas!), várias áreas de acampamento (que lembravam áreas de pesca e não campos base de escalada, bem melhores!), vários lagos e meadows, muito bonito.
No final desta estrada peguei chuva até a I-395. Esta última já é uma highway, larga, correndo num vale entre cadeias de montanhas até Bishop, meu pouso hoje.
Gostei de Bishop, os hotéis estão todos juntos com vários restaurantes por perto - pude ir a pé (detesto ter que pegar a moto após me estabelecer... prefiro andar!).
Comi num buffet de comida chinesa, $14 prá comer e beber até estourar, e sem efeitos colaterais.
Link de fotos
Yosemite está na lista de lugares a visitar desde o final de década de 80, quando eu escalava rocha e caminhava em montanha...
A estrada à medida que chegava perto já batia em beleza as estradas em montanha pelas quais já passei, mas o parque em si é até difícil de descrever...
A vista do Glacier Point passou do limite do bonito e entrou no mundo do fantástico: minha sensação era que aquilo não podia ser real... bate tudo que já vi em filmes, inclusive Senhor dos Anéis!
Simplesmente indescritível, e as fotos não fazem jus à realidade.
Gastei cinco horas no parque.
Entrei pelo El Portal, entrei no vale de Yosemite, peguei a estrada prá Fresno, passei pelo túnel, subi e peguei a estrada pro Glacier Point, depois voltei tudo isso e segui vale de Yosemite adentro.
No vale eu não gostei muito: cheio de gente e de veículos estacionados, áreas de camping que lembram campos base de escalada (que eu sempre achei deprimentes), a maior parte das estradas fechadas apenas para veículos oficiais... prá conhecer o vale tem que ter tempo prá ir a pé ou de bicicleta, o que não é meu caso (nesta viagem!).
A vista compensa, mas só de alguns lugares, normalmente há muitas árvores atrapalhando :-)
Como já estava tarde, eu pulei todos os vista points enquanto saía do vale e pegava a estrada pro Tioga Pass.
Esta estrada sobe a Sierra Nevada, com muitos lugares bonitos para caminhadas (vi muita gente deixando o carro na beira da estrada e pondo as cargueiras nas costas!), várias áreas de acampamento (que lembravam áreas de pesca e não campos base de escalada, bem melhores!), vários lagos e meadows, muito bonito.
No final desta estrada peguei chuva até a I-395. Esta última já é uma highway, larga, correndo num vale entre cadeias de montanhas até Bishop, meu pouso hoje.
Gostei de Bishop, os hotéis estão todos juntos com vários restaurantes por perto - pude ir a pé (detesto ter que pegar a moto após me estabelecer... prefiro andar!).
Comi num buffet de comida chinesa, $14 prá comer e beber até estourar, e sem efeitos colaterais.
Link de fotos
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Dia 2 (19 de setembro): de Morro Bay (CA) a Merced (CA)
4Levantei pelas 6h30, estava clareando.
O café da manhã é simples mas bom: café (não me atrevi), chá, suco de laranja, muffins, pães doces, sucrilhos, leite - dá pro gasto... mas é servido num balcão na recepção, com uma (1) mesinha de 50cm de diâmetro e quatro (4) cadeiras pros hóspedes usarem... sorte que não havia mais ninguém de pé tão cedo!
Recomendo o hotel, o único senão é a falta de isolamento acústico: se ouvia tudo o que se falava no quarto do lado, e dava prá perceber cada movimentação dos hóspedes no quarto de cima...ainda bem que ninguém resolveu dar uma "festinha" e às 22h estava tudo quieto.
Saí prá estrada às 8h. Começo de dia até frio, muita neblina, mas bastou 5 minutos de sol às 8h30 prá sumir tudo.
A CA-1 nesse trecho de Morro Bay até Monterrey é simplesmente linda, ainda que travada (média de 30 milhas/h). Uma Rio-Santos com manutenção e motoristas civilizados... em diversos pontos nevoeiro se acumulava e a temperatura caía abruptamente, ficando até bem frio. Quando a estrada se afasta do mar a temperatura sobe bastante... facilmente mais de 10 graus Celsius de diferença em poucos quilômetros.
Numa dessas afastadas do mar a estrada vira uma estrada de montanha, correndo no fundo de vales arborizados com casas de madeira por todo lado. Haja contraste!
Resolvi ignorar a rota traçada no GPS na chegada em San Francisco e continuar pela CA-1 mesmo. Perdi a área de estacionamento antes da ponte Golden Gate (suponho que exista uma...), parei na depois da ponte prá tirar fotos.
Saí da Golden Gate umas 15h. Ali acabou a parte passeio e o negócio passou a ser chegar em Merced o mais rápido possível: abandonei de vez a rota pré-traçada: eu criei a rota em casa clicando em pontos do mapa no programa Mapsource da Garmin... como os parâmetros de rota estavam para evitar vias principais, ele escolheu quebradinhas demais. Mandei refazer a rota pelo caminho mais rápido escolhendo ccomo destino o ponto que havia inserido onde fica o hotel.
Foi tudo por freeway, mas com um trânsito pesado (congestionado em vários pontos, e eu não me atrevo a pegar corredor por aqui...) e calor infernal - cheguei em Merced podre por voltas das 19h, com direito a pôr-do-sol na cara enquanto entrava na cidade...
Não há restaurantes perto do hotel, assim descarreguei correndo, subi na moto novamente e fui procurar um fast food com ajuda da base de dados do mapa no GPS - hoje foi no Wendy's.
Estou subindo fotos pro flickr, link das fotos
O café da manhã é simples mas bom: café (não me atrevi), chá, suco de laranja, muffins, pães doces, sucrilhos, leite - dá pro gasto... mas é servido num balcão na recepção, com uma (1) mesinha de 50cm de diâmetro e quatro (4) cadeiras pros hóspedes usarem... sorte que não havia mais ninguém de pé tão cedo!
Recomendo o hotel, o único senão é a falta de isolamento acústico: se ouvia tudo o que se falava no quarto do lado, e dava prá perceber cada movimentação dos hóspedes no quarto de cima...ainda bem que ninguém resolveu dar uma "festinha" e às 22h estava tudo quieto.
Saí prá estrada às 8h. Começo de dia até frio, muita neblina, mas bastou 5 minutos de sol às 8h30 prá sumir tudo.
A CA-1 nesse trecho de Morro Bay até Monterrey é simplesmente linda, ainda que travada (média de 30 milhas/h). Uma Rio-Santos com manutenção e motoristas civilizados... em diversos pontos nevoeiro se acumulava e a temperatura caía abruptamente, ficando até bem frio. Quando a estrada se afasta do mar a temperatura sobe bastante... facilmente mais de 10 graus Celsius de diferença em poucos quilômetros.
Numa dessas afastadas do mar a estrada vira uma estrada de montanha, correndo no fundo de vales arborizados com casas de madeira por todo lado. Haja contraste!
Resolvi ignorar a rota traçada no GPS na chegada em San Francisco e continuar pela CA-1 mesmo. Perdi a área de estacionamento antes da ponte Golden Gate (suponho que exista uma...), parei na depois da ponte prá tirar fotos.
Saí da Golden Gate umas 15h. Ali acabou a parte passeio e o negócio passou a ser chegar em Merced o mais rápido possível: abandonei de vez a rota pré-traçada: eu criei a rota em casa clicando em pontos do mapa no programa Mapsource da Garmin... como os parâmetros de rota estavam para evitar vias principais, ele escolheu quebradinhas demais. Mandei refazer a rota pelo caminho mais rápido escolhendo ccomo destino o ponto que havia inserido onde fica o hotel.
Foi tudo por freeway, mas com um trânsito pesado (congestionado em vários pontos, e eu não me atrevo a pegar corredor por aqui...) e calor infernal - cheguei em Merced podre por voltas das 19h, com direito a pôr-do-sol na cara enquanto entrava na cidade...
Não há restaurantes perto do hotel, assim descarreguei correndo, subi na moto novamente e fui procurar um fast food com ajuda da base de dados do mapa no GPS - hoje foi no Wendy's.
Estou subindo fotos pro flickr, link das fotos
domingo, 18 de setembro de 2011
dia 1 (18 de setembro): de Los Angeles (CA) a Morro Bay (CA)
Dia looooongo...
Começou às 3h da madrugada, horário da costa leste, em Nova Iorque... vai acabar daqui a pouco, pelas 21h30, horário do Pacífico... quase 22h de atividade....
Vôo tranquilo pela Virgin America, aeronave até luxuosa mas com serviço mínimo - padrão "moderno" - onde tudo é cobrado à parte: despacho de bagagem ($25 por volume), filmes no entretenimento de bordo ($8 por filme), refeições (em torno de $9 cada)... fiz meu café da manhã no avião, um pacote de cookies e um suco de maçã.
5h30 de vôo, chegamos em LA pouco antes das 10h da manhã, ligo prá EagleRider prá pedir o transfer do aeroporto, eles falam prá pegar um táxi, pegar recibo que eles reembolsariam até $15... aí começou a novela... O taxista não sabia onde era aquele endereço e o mapa do GPS não permitia a resolução do mesmo...
(o meu também não tinha resolvido o endereço quando preparei as rotas em SP... acabei vendo mais ou menos onde era no mapa no site da loja e depois entrando o waypoint na mão no GPS)
O jeito foi pegar o GPS de moto na mochila, ligar, abrir a rota do primeiro dia e mostrar onde ficava o ponto de partida pro taxista...
Chegando na EagleRider a novela continuou: legal, eu tinha uma reserva feita pela loja de Atlanta prá levar uma moto de Atlanta de volta prá casa... só que eles não achavam nada no sistema, e portanto não tinha entrado no planejamento deles... a moto não havia sido alugada (não era deles), estava lá em algum lugar esperando prá ser levada prá casa, mas ninguém sabia de nada...
Foi umas duas horas prá acharem, revisarem, lavarem, fazerem a papelada, desistirem da papelada (segundo eles a reserva havia sido entrada toda errada no sistema e eu teria que pagar mais $300 além do que eu já havia pago... depois de tanto levar um baile do sistema o cara ficou de saco cheio, lançou como deu, não me cobrou nada, e acertamos em Atlanta...)
Isso sem falar na fila... havia um bando de brasileiros alugando motos (pelo menos umas 4 motos), mais holandeses, alemães, e até alguns americanos...
Depois de resolvida a papelada,ainda esperei mais uma hora até ser minha vez de ser atendido pelos 2 coitados que recebiam e entregavam as motos...
Conclusão: achei que saía de lá antes do meio-dia, saí quase duas da tarde, num calor de rachar, trânsito pesado em LA e depois na costeira, moto desconhecida e pesaaada... e eu pilotando de tênis: a loja da qual comprei os equipos de moto e mandei entregar no Célio excluiu as botas e não falou nada explicitamente (eles excluíram as luvas também, mas essa mencionaram num email estar em back-order, assim eu levei as minhas de casa).
O jeito foi procurar em que cidades do meu caminho a Cycle Gear tinha loja e incluí-las no meu roteiro... dei sorte e na primeira achei um par de botas à prova d'água por $86.
Segui o planejado: primeiro pela CA-1 (Pacific Highway), depois pela 101 (uma freeway), depois peguei umas quebradas prá Lompoc, Guadalupe, Santa Maria e Arroyo Grande, pegando a 101 de novo em Grover Beach e depois a estrada prá Morro Bay em San Luis Obispo - de longe o melhor foram as quebradinhas, cheias de cantos cultivados muito bonitos, e muito mais relachadas de guiar - a freeway anda mais mas é muito cheia, requer atenção e não dá prá apreciar a paisagem.
Em Morro Bay o motel Sea Air Inn parece ser bem honesto, quarto grande e limpo, amanhã eu vejo como é o café da manhã e o preço disso tudo.
Jantei num restaurante italiano, meio salgado ($50 com prato principal, taça de vinho, sobremesa e café) mas muito bom, principalmente o prato principal, um ravioli com molho de nozes (só o café que mal e mal era passável)... não creio que vá achar nada no nível lá nos desertos de Nevada, Arizona e Utah, assim resolvi aproveitar enquanto posso.
Sem fotos hoje: eu tirei fotos no Metropolitan ontem e esqueci de por a máquina prá carregar, hoje ela não tinha bateria.
Alterei a rotina... em viagem pela América do Sul eu postava e depois ia jantar, pois na Argentina e Chile todos jantam tarde... por aqui se eu sair prá jantar depois das 20h passo fome, vai estar tudo fechado!
Bom fico por aqui que bateu o cansaço e eu ainda estou fedendo e precisando de um banho!
Começou às 3h da madrugada, horário da costa leste, em Nova Iorque... vai acabar daqui a pouco, pelas 21h30, horário do Pacífico... quase 22h de atividade....
Vôo tranquilo pela Virgin America, aeronave até luxuosa mas com serviço mínimo - padrão "moderno" - onde tudo é cobrado à parte: despacho de bagagem ($25 por volume), filmes no entretenimento de bordo ($8 por filme), refeições (em torno de $9 cada)... fiz meu café da manhã no avião, um pacote de cookies e um suco de maçã.
5h30 de vôo, chegamos em LA pouco antes das 10h da manhã, ligo prá EagleRider prá pedir o transfer do aeroporto, eles falam prá pegar um táxi, pegar recibo que eles reembolsariam até $15... aí começou a novela... O taxista não sabia onde era aquele endereço e o mapa do GPS não permitia a resolução do mesmo...
(o meu também não tinha resolvido o endereço quando preparei as rotas em SP... acabei vendo mais ou menos onde era no mapa no site da loja e depois entrando o waypoint na mão no GPS)
O jeito foi pegar o GPS de moto na mochila, ligar, abrir a rota do primeiro dia e mostrar onde ficava o ponto de partida pro taxista...
Chegando na EagleRider a novela continuou: legal, eu tinha uma reserva feita pela loja de Atlanta prá levar uma moto de Atlanta de volta prá casa... só que eles não achavam nada no sistema, e portanto não tinha entrado no planejamento deles... a moto não havia sido alugada (não era deles), estava lá em algum lugar esperando prá ser levada prá casa, mas ninguém sabia de nada...
Foi umas duas horas prá acharem, revisarem, lavarem, fazerem a papelada, desistirem da papelada (segundo eles a reserva havia sido entrada toda errada no sistema e eu teria que pagar mais $300 além do que eu já havia pago... depois de tanto levar um baile do sistema o cara ficou de saco cheio, lançou como deu, não me cobrou nada, e acertamos em Atlanta...)
Isso sem falar na fila... havia um bando de brasileiros alugando motos (pelo menos umas 4 motos), mais holandeses, alemães, e até alguns americanos...
Depois de resolvida a papelada,ainda esperei mais uma hora até ser minha vez de ser atendido pelos 2 coitados que recebiam e entregavam as motos...
Conclusão: achei que saía de lá antes do meio-dia, saí quase duas da tarde, num calor de rachar, trânsito pesado em LA e depois na costeira, moto desconhecida e pesaaada... e eu pilotando de tênis: a loja da qual comprei os equipos de moto e mandei entregar no Célio excluiu as botas e não falou nada explicitamente (eles excluíram as luvas também, mas essa mencionaram num email estar em back-order, assim eu levei as minhas de casa).
O jeito foi procurar em que cidades do meu caminho a Cycle Gear tinha loja e incluí-las no meu roteiro... dei sorte e na primeira achei um par de botas à prova d'água por $86.
Segui o planejado: primeiro pela CA-1 (Pacific Highway), depois pela 101 (uma freeway), depois peguei umas quebradas prá Lompoc, Guadalupe, Santa Maria e Arroyo Grande, pegando a 101 de novo em Grover Beach e depois a estrada prá Morro Bay em San Luis Obispo - de longe o melhor foram as quebradinhas, cheias de cantos cultivados muito bonitos, e muito mais relachadas de guiar - a freeway anda mais mas é muito cheia, requer atenção e não dá prá apreciar a paisagem.
Em Morro Bay o motel Sea Air Inn parece ser bem honesto, quarto grande e limpo, amanhã eu vejo como é o café da manhã e o preço disso tudo.
Jantei num restaurante italiano, meio salgado ($50 com prato principal, taça de vinho, sobremesa e café) mas muito bom, principalmente o prato principal, um ravioli com molho de nozes (só o café que mal e mal era passável)... não creio que vá achar nada no nível lá nos desertos de Nevada, Arizona e Utah, assim resolvi aproveitar enquanto posso.
Sem fotos hoje: eu tirei fotos no Metropolitan ontem e esqueci de por a máquina prá carregar, hoje ela não tinha bateria.
Alterei a rotina... em viagem pela América do Sul eu postava e depois ia jantar, pois na Argentina e Chile todos jantam tarde... por aqui se eu sair prá jantar depois das 20h passo fome, vai estar tudo fechado!
Bom fico por aqui que bateu o cansaço e eu ainda estou fedendo e precisando de um banho!
Dias em NYC (16 e 17 de setembro)
Os dois primeiros dias, sexta e sábado, foram em Nova Iorque.
Tempo gasto verificando, arrumando e pesando as encomendas despachadas pro endereço de Célio, comprando algumas coisinhas que faltavam (como máquina fotográfica e algumas ferramentas), mais um musical na Broadway na sexta à noite (Mama Mia) e grande parte do sábado no Metropolitan, que ninguém é de ferro...
A correria foi tanta que só agora estou postando algo a respeito...
Tempo gasto verificando, arrumando e pesando as encomendas despachadas pro endereço de Célio, comprando algumas coisinhas que faltavam (como máquina fotográfica e algumas ferramentas), mais um musical na Broadway na sexta à noite (Mama Mia) e grande parte do sábado no Metropolitan, que ninguém é de ferro...
A correria foi tanta que só agora estou postando algo a respeito...
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Planejando
Desde que comecei a viajar de moto, fotos, reportagens e relatos de viagem de terceiros costumam alimentar os sonhos... lugares como os Alpes, as Montanhas Rochosas, Mongólia e Sibéria (graças ao DVD Long Way Around do Ewan McGregor), alguns trechos da África, Alaska, Nova Zelândia... a lista é enorme, muito mais do que o bolso comporta!
Ver os preços de motos (e carros) durante as viagens aos EUA atiçou a vontade de viajar por lá: a diária do aluguel de moto é exorbitante para períodos mais longos (em torno de $140/dia), mas comprar, usar e depois vender poderia tornar o projeto economicamente viável.
O inconveniente era ter que incomodar amigos que vivem por lá: enviar o dinheiro, o amigo comprar a moto, levar prá uma revisão, vender depois da viagem, dar um jeito de me enviar o dinheiro da venda...
Eu não gosto de incomodar os outros!
Foi então que eu descobri que uma das redes que alugam motos nos EUA costuma fazer a promoção de "One Way Specials": eles precisam que uma moto que está numa loja seja levada até outra loja num determinado prazo, e oferecem descontos significativos na diária do aluguel prá quem o faça.
Passei a monitorar a página, na esperança de uma oferta que casasse com minha disponibilidade de viajar...
Isso aconteceu agora em agosto, quando eles anunciaram que precisavam que alguém levasse uma Electra Glide de Los Angeles até Atlanta entre os dias 15 e 30 de setembro, oferecendo $49/dia de aluguel - mais $18/dia de seguro - de quebra, a oportunidade de visitar amigos motociclistas que vivem perto de Atlanta!
Algumas ligações com Google Voice até conseguir falar com a responsável pelo aluguel na loja de Atlanta (que é a dona da moto) e estava tudo acertado, restando apenas providenciar passagem, definir o roteiro, reservar hotéis, etc.
Resolvi entrar e sair dos EUA via New York por ser um dos destinos disponíveis via TAM (cujo programa de fidelidade me permite uma franquia maior de bagagem) e ter amigos por lá que cederam o endereço prá entrega de encomendas, acrescentando alguns dias por lá na ida prá organizar as coisas, visitar museus, assistir musicais na Brodway e outras coisas chatas de se fazer.
No domingo, dia 18/9, vou de NY para Los Angeles, pego a nave (não consigo chamar uma Electra Glide de moto...) e começo um passeio de 9 dias pela costa oeste, Sierra Nevada, desertos de Nevada, Grand Canyon, desertos do Utah, Monument Valley e finalmente as Rochosas, seguidos de quase 3 dias cheios de estrada até chegar em Atlanta prá entregar a moto no dia 30/9.
Roteiro da viagem
Ver os preços de motos (e carros) durante as viagens aos EUA atiçou a vontade de viajar por lá: a diária do aluguel de moto é exorbitante para períodos mais longos (em torno de $140/dia), mas comprar, usar e depois vender poderia tornar o projeto economicamente viável.
O inconveniente era ter que incomodar amigos que vivem por lá: enviar o dinheiro, o amigo comprar a moto, levar prá uma revisão, vender depois da viagem, dar um jeito de me enviar o dinheiro da venda...
Eu não gosto de incomodar os outros!
Foi então que eu descobri que uma das redes que alugam motos nos EUA costuma fazer a promoção de "One Way Specials": eles precisam que uma moto que está numa loja seja levada até outra loja num determinado prazo, e oferecem descontos significativos na diária do aluguel prá quem o faça.
Passei a monitorar a página, na esperança de uma oferta que casasse com minha disponibilidade de viajar...
Isso aconteceu agora em agosto, quando eles anunciaram que precisavam que alguém levasse uma Electra Glide de Los Angeles até Atlanta entre os dias 15 e 30 de setembro, oferecendo $49/dia de aluguel - mais $18/dia de seguro - de quebra, a oportunidade de visitar amigos motociclistas que vivem perto de Atlanta!
Algumas ligações com Google Voice até conseguir falar com a responsável pelo aluguel na loja de Atlanta (que é a dona da moto) e estava tudo acertado, restando apenas providenciar passagem, definir o roteiro, reservar hotéis, etc.
Resolvi entrar e sair dos EUA via New York por ser um dos destinos disponíveis via TAM (cujo programa de fidelidade me permite uma franquia maior de bagagem) e ter amigos por lá que cederam o endereço prá entrega de encomendas, acrescentando alguns dias por lá na ida prá organizar as coisas, visitar museus, assistir musicais na Brodway e outras coisas chatas de se fazer.
No domingo, dia 18/9, vou de NY para Los Angeles, pego a nave (não consigo chamar uma Electra Glide de moto...) e começo um passeio de 9 dias pela costa oeste, Sierra Nevada, desertos de Nevada, Grand Canyon, desertos do Utah, Monument Valley e finalmente as Rochosas, seguidos de quase 3 dias cheios de estrada até chegar em Atlanta prá entregar a moto no dia 30/9.
Roteiro da viagem
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