Não há muito o que comentar... saí cedo de Uruguaiana, pelas 8h30.
Quando cheguei em Erechim não era nem 17h, assim resolvi prosseguir, seguindo mais duas horas e meia (duas horas e meia a menos prá amanhã!) até General Carneir, já no Paraná.
Estou num hotelzinho de beira de estrada, junto a um posto de gasolina de parada de caminhoneiros (o que significa que a comida do restaurante é boa), bem simples e funcional, mas honesto.
Amanhã chego em casa lá pelo meio da tarde, se tudo der certo antes da hora do rush.
segunda-feira, 5 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
Dia 13 (4 de março): de General Villegas (AR) a Uruguaiana (RS)
Resolvi ir direto pro Brasil, mesmo que signifique voltar pelo caminho da vinda... pelo Uruguai demoraria um dia a mais e eu vou precisar de dois dias em Sampa prá cuidar da moto antes de ir prá Salvador.
Na hora de pagar a conta no hotel em Gal. Villegas o preço não foi o acordado... ao invés de $150 cobraram $190, mais $45 por pagar com cartão (os pesos que tenho dão justo prá pagar a gasolina até a fronteira - os postos da YPF não estão mais aceitando cartão de crédito).
Dia longo, cerca de 950km, sem indicentes, apenas muito calor... cheguei em Uruguaiana pelas 20h e fui direto pro hotel que fiquei na vinda, depois fui jantar num restaurante na praça central (literalmente, fica no meio da praça).
Bem legal a praça no domingo a noite: bem iluminada, policiada, e cheia de famílias, crianças e adolescentes azarando.
Bom, fico por aqui... amanhã devo ir até Erechim.
Na hora de pagar a conta no hotel em Gal. Villegas o preço não foi o acordado... ao invés de $150 cobraram $190, mais $45 por pagar com cartão (os pesos que tenho dão justo prá pagar a gasolina até a fronteira - os postos da YPF não estão mais aceitando cartão de crédito).
Dia longo, cerca de 950km, sem indicentes, apenas muito calor... cheguei em Uruguaiana pelas 20h e fui direto pro hotel que fiquei na vinda, depois fui jantar num restaurante na praça central (literalmente, fica no meio da praça).
Bem legal a praça no domingo a noite: bem iluminada, policiada, e cheia de famílias, crianças e adolescentes azarando.
Bom, fico por aqui... amanhã devo ir até Erechim.
sábado, 3 de março de 2012
Dia 12 (3 de março): de Malargue (AR) a General Villegas (AR)
Levantei tarde, pelas 8h.
O café da manhã foi no padrão argentino: dois croissants, duas torradas, melecas (manteiga, uma geléia e doce de leite), mais chá ou café.
Quando fui dar um trato na moto vi que os parafusos da grade de proteção ainda estavam entre a chapa de proteção e o escapamento... resolvi tirar a chapa de proteção e re-parafusar a grade... só que um dos parafusos que prende a chapa no escapamento está espanado e não saiu... conclusão: a grade ainda está presa com um esticador.
Com tudo isso saí super tarde, pelas 11h da manhã...
A partir de Malargue não houve mais surpresas, a estrada está boa... em dois dos abastecimentos os postos só tinham gasolina Premium (6,50 pesos o litro, contra 5,40 pesos o litro da Super), e nenhum dos postos da YPF está aceitando cartão de crédito desde 1 de março... isso está gerando um problema, não tenho certeza de que os pesos argentinos que tenho em espécie serão suficientes.
Parei em General Villegas... o plano original era parar em Rufino, 104 km à frente, mas eu estava cansado e já não tinha mais posição prá sentar na moto que não doesse a bunda.
Jantei um lomo com molho de cogumelos simplesmente maravilhoso... cogumelos extremamente saborosos e não "champingnon"!
Amanhã devo sair da Argentina, ainda não decidi se pro Uruguai ou pro Brasil.
O café da manhã foi no padrão argentino: dois croissants, duas torradas, melecas (manteiga, uma geléia e doce de leite), mais chá ou café.
Quando fui dar um trato na moto vi que os parafusos da grade de proteção ainda estavam entre a chapa de proteção e o escapamento... resolvi tirar a chapa de proteção e re-parafusar a grade... só que um dos parafusos que prende a chapa no escapamento está espanado e não saiu... conclusão: a grade ainda está presa com um esticador.
Com tudo isso saí super tarde, pelas 11h da manhã...
A partir de Malargue não houve mais surpresas, a estrada está boa... em dois dos abastecimentos os postos só tinham gasolina Premium (6,50 pesos o litro, contra 5,40 pesos o litro da Super), e nenhum dos postos da YPF está aceitando cartão de crédito desde 1 de março... isso está gerando um problema, não tenho certeza de que os pesos argentinos que tenho em espécie serão suficientes.
Parei em General Villegas... o plano original era parar em Rufino, 104 km à frente, mas eu estava cansado e já não tinha mais posição prá sentar na moto que não doesse a bunda.
Jantei um lomo com molho de cogumelos simplesmente maravilhoso... cogumelos extremamente saborosos e não "champingnon"!
Amanhã devo sair da Argentina, ainda não decidi se pro Uruguai ou pro Brasil.
Dia 11 (2 de março): de Pucon (CH) a Malargue (AR)
Ontem o dia foi roubada ao cubo!
Começou razoavelmente bem, com chuvisco bem fraco ou nenhum.
Eu havia modificado a configuração do GPS prá evitar estradas não pavimentadas, pois não havia gostado da cara dessas estradas no Chile (muita pedra solta) e havia chovido muito.
Qual não é minha surpresa quando vejo uma placa de "fim de pavimento" à minha frente?
O mapa do Projeto Mapear deve ter problemas com o status de algumas estradas no Chile.
Enfim, quem está na chuva é prá se molhar (literalmente!), assim segui em frente... foram 26km de estrada estreita nesse trecho, depois cheguei no asfalto novamente.
Abasteci em Cunco, passei por Melipeuco e novamente a placa "fim de pavimento" já na saída de Melipeuco... daí foram mais 90km de rípio até a aduana chilena pro Paso Pino Hachado.
A estrada era melhor que a do primeiro trecho, mas havia diversos trechos perto de Icalma em que jogaram cascalho e passaram a motoniveladora, deixando tanto o cascalho como a terra solta... a traseira "sambar" no cascalho é normal, agora, quando a frente começa a fazer o mesmo, haja braço!
O Paso tem apenas 1850 m de altitude, e do lado chileno a estrada é ótima, larga, com curvas amplas e excelente visibilidade; do lado argentino somos brindados com trechos de algumas centenas de metros de rípio algumas vezes... ainda bem que vou devagar, senão não dava prá frear!
A aduana argentina estava um caos: há linhas de ônibus que usam esse passo, e um estava sendo atendido... mais uma hora perdida ali... a projeção da minha chegada a Malargue já estava quase pelas 20h.
Abasteço em Las Lajas sem problemas (a não ser não aceitarem cartão) e sigo pro norte pela Ruta 40.
Paisagem muito bonita, chega a subir dos 900m aos 1500m no contorno do vulcão Tromel (que chega a 4.100m), passei por Chos Malal (que fica num lugar muito bonito), distraí e perdi a entrada da cidade (o posto fica dentro da cidade)... como o GPS dizia haver posto 20km à frente não fiz meia-volta prá entrar na cidade.
Foi quando as coisas começaram a complicar... todos os postos dali prá frente ou estavam sem combustível, ou não existiam mais.
Quando entro na província de Mendoza a estrada estreita e os caminhões fazem as curvas com rodas no acostamento... resultado: cascalho na pista em todas as curvas! Toca tirar a mão e fazer as curvas a menos de 60km/h...
A uns 180km de Malargue vejo a famigerada placa de "fim de pavimento"!
@#&&*%*
Já eram umas 19h30, e a previsão do GPS prá chegada em Malargue era 21h20...isso seguindo o limite legal de velocidade da rodovia, 110km/h... a que horas eu iria chegar a 60km/h?
Fazer o quê? Segui em frente... nesse trecho foram 50km de rípio, com direito a muita costela de vaca, poças de talco que iam até o meio da canela, e facões de barro endurecido feito pelos caminhões (quando o barro estava mole), e o pior, poças de talco com facões de barro no fundo (a primeira dessas que peguei foi um dos maiores sustos que já levei sobre uma moto!)
Show de horror!
Já no lusco-fusco a moto deu pane seca, com 375km rodados desde Las Lajas.
Parei prá virar a torneira prá reserva, bate um pé de vento (creio que foi o vento, mas eu estava tão cansado que não descarto ter perdido o equilíbrio sozinho) e vamos eu e a moto pro chão!
Por sorte passou uma caminhonete no sentido contrário, parou e me ajudou a levantar a moto.
Já era noite quando cheguei no asfalto. O próximo posto estava assinaladao em Bardas Blancas, a 50km de distância... a reserva não seria suficiente, assim resolvi encostar e colocar no tanque a gasolina de uma das garrafas pet que carregava sobre o bauleto.
Descubro que uma das garrafas rachou e vazou todo o combustível... quando, não sei...
Ao inspecionar a moto vejo a grade de proteção do escapamento presa só pelo parafuso dianteiro, os dois traseiros haviam se soltado... prendo a mesma com um dos esticadores e sigo em frente.
Em Bardas Blancas não achei o posto... virei mais 4 litros das garrafas pet no tanque e segui prá Malargue, a 80km de distância.
Esses 80km estão em obras... mais da metade da distância são desvios de rípio ou tráfego pela base da estrada em vários estados de acabamento, de chão duro a cascalho com e sem passagem de rolo compressor... e pó, muito pó, cada vez que algum @%#W%#@%$ passava a milhão ao meu lado! Ô povinho mal-educado na estrada!
Tudo isso à noite!
Cheguei em Malargue eram 23h30, parei na loja de conveniência do posto de gasolina (havia fila prá abastecer) e comprei refri e cookies, pensando que essa seria minha janta, depois procurei um hotel bom, mesmo que caro... achei um com um restaurante ao lado (e aberto!) e fiquei por aqui mesmo.
Muito bom esse hábito dos argentinos de jantar tarde, à meia-noite entrei no restaurante e fiz meu pedido sem ouvir que a cozinha estava fechada... e ainda chegou mais gente pela 1h da manhã!
Começou razoavelmente bem, com chuvisco bem fraco ou nenhum.
Eu havia modificado a configuração do GPS prá evitar estradas não pavimentadas, pois não havia gostado da cara dessas estradas no Chile (muita pedra solta) e havia chovido muito.
Qual não é minha surpresa quando vejo uma placa de "fim de pavimento" à minha frente?
O mapa do Projeto Mapear deve ter problemas com o status de algumas estradas no Chile.
Enfim, quem está na chuva é prá se molhar (literalmente!), assim segui em frente... foram 26km de estrada estreita nesse trecho, depois cheguei no asfalto novamente.
Abasteci em Cunco, passei por Melipeuco e novamente a placa "fim de pavimento" já na saída de Melipeuco... daí foram mais 90km de rípio até a aduana chilena pro Paso Pino Hachado.
A estrada era melhor que a do primeiro trecho, mas havia diversos trechos perto de Icalma em que jogaram cascalho e passaram a motoniveladora, deixando tanto o cascalho como a terra solta... a traseira "sambar" no cascalho é normal, agora, quando a frente começa a fazer o mesmo, haja braço!
O Paso tem apenas 1850 m de altitude, e do lado chileno a estrada é ótima, larga, com curvas amplas e excelente visibilidade; do lado argentino somos brindados com trechos de algumas centenas de metros de rípio algumas vezes... ainda bem que vou devagar, senão não dava prá frear!
A aduana argentina estava um caos: há linhas de ônibus que usam esse passo, e um estava sendo atendido... mais uma hora perdida ali... a projeção da minha chegada a Malargue já estava quase pelas 20h.
Abasteço em Las Lajas sem problemas (a não ser não aceitarem cartão) e sigo pro norte pela Ruta 40.
Paisagem muito bonita, chega a subir dos 900m aos 1500m no contorno do vulcão Tromel (que chega a 4.100m), passei por Chos Malal (que fica num lugar muito bonito), distraí e perdi a entrada da cidade (o posto fica dentro da cidade)... como o GPS dizia haver posto 20km à frente não fiz meia-volta prá entrar na cidade.
Foi quando as coisas começaram a complicar... todos os postos dali prá frente ou estavam sem combustível, ou não existiam mais.
Quando entro na província de Mendoza a estrada estreita e os caminhões fazem as curvas com rodas no acostamento... resultado: cascalho na pista em todas as curvas! Toca tirar a mão e fazer as curvas a menos de 60km/h...
A uns 180km de Malargue vejo a famigerada placa de "fim de pavimento"!
@#&&*%*
Já eram umas 19h30, e a previsão do GPS prá chegada em Malargue era 21h20...isso seguindo o limite legal de velocidade da rodovia, 110km/h... a que horas eu iria chegar a 60km/h?
Fazer o quê? Segui em frente... nesse trecho foram 50km de rípio, com direito a muita costela de vaca, poças de talco que iam até o meio da canela, e facões de barro endurecido feito pelos caminhões (quando o barro estava mole), e o pior, poças de talco com facões de barro no fundo (a primeira dessas que peguei foi um dos maiores sustos que já levei sobre uma moto!)
Show de horror!
Já no lusco-fusco a moto deu pane seca, com 375km rodados desde Las Lajas.
Parei prá virar a torneira prá reserva, bate um pé de vento (creio que foi o vento, mas eu estava tão cansado que não descarto ter perdido o equilíbrio sozinho) e vamos eu e a moto pro chão!
Por sorte passou uma caminhonete no sentido contrário, parou e me ajudou a levantar a moto.
Já era noite quando cheguei no asfalto. O próximo posto estava assinaladao em Bardas Blancas, a 50km de distância... a reserva não seria suficiente, assim resolvi encostar e colocar no tanque a gasolina de uma das garrafas pet que carregava sobre o bauleto.
Descubro que uma das garrafas rachou e vazou todo o combustível... quando, não sei...
Ao inspecionar a moto vejo a grade de proteção do escapamento presa só pelo parafuso dianteiro, os dois traseiros haviam se soltado... prendo a mesma com um dos esticadores e sigo em frente.
Em Bardas Blancas não achei o posto... virei mais 4 litros das garrafas pet no tanque e segui prá Malargue, a 80km de distância.
Esses 80km estão em obras... mais da metade da distância são desvios de rípio ou tráfego pela base da estrada em vários estados de acabamento, de chão duro a cascalho com e sem passagem de rolo compressor... e pó, muito pó, cada vez que algum @%#W%#@%$ passava a milhão ao meu lado! Ô povinho mal-educado na estrada!
Tudo isso à noite!
Cheguei em Malargue eram 23h30, parei na loja de conveniência do posto de gasolina (havia fila prá abastecer) e comprei refri e cookies, pensando que essa seria minha janta, depois procurei um hotel bom, mesmo que caro... achei um com um restaurante ao lado (e aberto!) e fiquei por aqui mesmo.
Muito bom esse hábito dos argentinos de jantar tarde, à meia-noite entrei no restaurante e fiz meu pedido sem ouvir que a cozinha estava fechada... e ainda chegou mais gente pela 1h da manhã!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Dia 10 (1 de março): de Bariloche (AR) a Pucón (CH)
Vou resumir o dia em uma palavra: roubada!
Saí de Bariloche eram quase 9h30.
Parei em Villa La Angostura prá calibrar os pneus, pois hoje o calibrador do posto que eu usava em Bariloche estava quebrado.
Na saída da Villa La Angostura vi uma loja da Moto Sur e parei... eles tinham cobre-manos! Comprei um par, mais uma "queixeira" de neoprene - as duas partes que estavam expostas ao vento e portanto ficando geladas eram as mãos e o queixo.
Subindo até a aduana argentina vejo lagos marrons - rios coloridos por carga mineral são comuns, em especial os alimentados por glaciares, o que não é o caso dos rios da região, que deveriam se límpidos, mas prá tingir o lago inteiro precisa muito sedimento carrreado... marrom?
Depois da aduana argentina começa a chover... aqui o Nolan falhou: a viseira embaçou! Há 40km entre as aduanas, dei uma olhadinha no odômetr4o quando saí da aduana argentina, rodo um pouco e quando olho de novo a quilometrgem está a mesma... aí olho pro ponteiro do velocímentro (eu normalmente uso o GPS prá ver a velocidade, o velocímentro da cagiva mente muito) e vejo ele parado no zero: na melhor das hipóteses lá se foi o cabo do velocímetro (na pior foi-se a engrenagem no cubo da roda...).
Após a aduana argentina reparo numa camada de até dois palmos do que parece uma areia grossa marrom cobrindo toda a paisagem... aí entendi os rios e lagos marrons: isso é a cinza lançada pelo vulcão que entrou em atividade no meio do ano passado (dizem que em julho havia dois palmos de cinzas nas ruas de Bariloche...)
Atravesso o passo e desço prá aduana chilena sob chuva e frio.
A aduana chilena foi um parto... não que tenham criado caso, mas já tentaram preencher formulários e carregar meia dúzia de papéis prá lá e prá cá quando se está pingando de molhado? Eu não tinha nem onde secar a mão prá poder escrever...
Quando chegou a hora da aduana propriamente dita o chileno me fez abrir o bauleto... aí foi quase uma hora prá soltar tudo que estava preso no bauleto, depois prender tudo de novo.
Com esse embaço todo, mais a velocidade reduzida em função da chuva o GPS projetava minha chegada a Pucón pelas 20h... resolvi abortar a contorno do lago Llanquihue e ir direto prá Pucón, aí a projeção da chegada caiu prás 16h30.
Muita chuva e muito frio na descida prá Osorno - cheguei a pensar em dar meia-volta e voltar prá Argentina, mas tinha esperança de que pro norte estivesse melhor.
Chovia, mohava o tecido externo da jaqueta, parava, o vento evaporava a água da jaqueta, roubando um calor danado. Aí quando estava quase seco, chovia de novo!
Quando peguei a ruta 5 pro norte a chuva diminuiu, depois parou a ponto de eu rodar em asfalto seco, mas havia um vento contra do nível do de Neuquen... entre o vento e o frio tinha que ir devagar, e a estimativa do horário de chegada em Pucón espichando, pois a estimativa é baseada nos limites de velocidade das estradas... a ruta 5 tem limite de 120km/h e eu não conseguia andar a mais de 90km/h sem tremer de frio.
Depois de uns 100km de ruta 5 começou a chuviscar de novo, e foi assim até Pucón, embora a temperatura deve ter subido (e o vento contra diminuído), o que permitiu rodar mais rápido com um certo conforto,
Chegando em Pucón não consigo localizar as duas pousadas que eram minha primeira opção via tripadvisor (não havia endereço completo no mesmo)... acho a terceira, mas estava lotada (a cidade está cheia!), acabo ficando numa pousada bonitinha mas sem referência nenhuma a não ser: tinha lugar, tinha estacionamento prá guardar a moto, tinha café da manhã, tudo isso por 30.000 pesos (o quee dá quase o triplo do que pagava em Bariloche!).
Descarrego aos trancos e barrancos, guardo a moto e vou tomar meu banho - ao menos a ducha é boa e tem bastante água quente.
Saio prá jantar, num restaurante vegetariano a duas quadras (sob chuva!)... só tinha gringo no mesmo, 80% das mesas falavam inglês.
Não achei os mapas rodoviários da COPEC. Tento mais um pouco amanhã.
Saí de Bariloche eram quase 9h30.
Parei em Villa La Angostura prá calibrar os pneus, pois hoje o calibrador do posto que eu usava em Bariloche estava quebrado.
Na saída da Villa La Angostura vi uma loja da Moto Sur e parei... eles tinham cobre-manos! Comprei um par, mais uma "queixeira" de neoprene - as duas partes que estavam expostas ao vento e portanto ficando geladas eram as mãos e o queixo.
Subindo até a aduana argentina vejo lagos marrons - rios coloridos por carga mineral são comuns, em especial os alimentados por glaciares, o que não é o caso dos rios da região, que deveriam se límpidos, mas prá tingir o lago inteiro precisa muito sedimento carrreado... marrom?
Depois da aduana argentina começa a chover... aqui o Nolan falhou: a viseira embaçou! Há 40km entre as aduanas, dei uma olhadinha no odômetr4o quando saí da aduana argentina, rodo um pouco e quando olho de novo a quilometrgem está a mesma... aí olho pro ponteiro do velocímentro (eu normalmente uso o GPS prá ver a velocidade, o velocímentro da cagiva mente muito) e vejo ele parado no zero: na melhor das hipóteses lá se foi o cabo do velocímetro (na pior foi-se a engrenagem no cubo da roda...).
Após a aduana argentina reparo numa camada de até dois palmos do que parece uma areia grossa marrom cobrindo toda a paisagem... aí entendi os rios e lagos marrons: isso é a cinza lançada pelo vulcão que entrou em atividade no meio do ano passado (dizem que em julho havia dois palmos de cinzas nas ruas de Bariloche...)
Atravesso o passo e desço prá aduana chilena sob chuva e frio.
A aduana chilena foi um parto... não que tenham criado caso, mas já tentaram preencher formulários e carregar meia dúzia de papéis prá lá e prá cá quando se está pingando de molhado? Eu não tinha nem onde secar a mão prá poder escrever...
Quando chegou a hora da aduana propriamente dita o chileno me fez abrir o bauleto... aí foi quase uma hora prá soltar tudo que estava preso no bauleto, depois prender tudo de novo.
Com esse embaço todo, mais a velocidade reduzida em função da chuva o GPS projetava minha chegada a Pucón pelas 20h... resolvi abortar a contorno do lago Llanquihue e ir direto prá Pucón, aí a projeção da chegada caiu prás 16h30.
Muita chuva e muito frio na descida prá Osorno - cheguei a pensar em dar meia-volta e voltar prá Argentina, mas tinha esperança de que pro norte estivesse melhor.
Chovia, mohava o tecido externo da jaqueta, parava, o vento evaporava a água da jaqueta, roubando um calor danado. Aí quando estava quase seco, chovia de novo!
Quando peguei a ruta 5 pro norte a chuva diminuiu, depois parou a ponto de eu rodar em asfalto seco, mas havia um vento contra do nível do de Neuquen... entre o vento e o frio tinha que ir devagar, e a estimativa do horário de chegada em Pucón espichando, pois a estimativa é baseada nos limites de velocidade das estradas... a ruta 5 tem limite de 120km/h e eu não conseguia andar a mais de 90km/h sem tremer de frio.
Depois de uns 100km de ruta 5 começou a chuviscar de novo, e foi assim até Pucón, embora a temperatura deve ter subido (e o vento contra diminuído), o que permitiu rodar mais rápido com um certo conforto,
Chegando em Pucón não consigo localizar as duas pousadas que eram minha primeira opção via tripadvisor (não havia endereço completo no mesmo)... acho a terceira, mas estava lotada (a cidade está cheia!), acabo ficando numa pousada bonitinha mas sem referência nenhuma a não ser: tinha lugar, tinha estacionamento prá guardar a moto, tinha café da manhã, tudo isso por 30.000 pesos (o quee dá quase o triplo do que pagava em Bariloche!).
Descarrego aos trancos e barrancos, guardo a moto e vou tomar meu banho - ao menos a ducha é boa e tem bastante água quente.
Saio prá jantar, num restaurante vegetariano a duas quadras (sob chuva!)... só tinha gringo no mesmo, 80% das mesas falavam inglês.
Não achei os mapas rodoviários da COPEC. Tento mais um pouco amanhã.
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