Não há muito o que comentar... saí cedo de Uruguaiana, pelas 8h30.
Quando cheguei em Erechim não era nem 17h, assim resolvi prosseguir, seguindo mais duas horas e meia (duas horas e meia a menos prá amanhã!) até General Carneir, já no Paraná.
Estou num hotelzinho de beira de estrada, junto a um posto de gasolina de parada de caminhoneiros (o que significa que a comida do restaurante é boa), bem simples e funcional, mas honesto.
Amanhã chego em casa lá pelo meio da tarde, se tudo der certo antes da hora do rush.
segunda-feira, 5 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
Dia 13 (4 de março): de General Villegas (AR) a Uruguaiana (RS)
Resolvi ir direto pro Brasil, mesmo que signifique voltar pelo caminho da vinda... pelo Uruguai demoraria um dia a mais e eu vou precisar de dois dias em Sampa prá cuidar da moto antes de ir prá Salvador.
Na hora de pagar a conta no hotel em Gal. Villegas o preço não foi o acordado... ao invés de $150 cobraram $190, mais $45 por pagar com cartão (os pesos que tenho dão justo prá pagar a gasolina até a fronteira - os postos da YPF não estão mais aceitando cartão de crédito).
Dia longo, cerca de 950km, sem indicentes, apenas muito calor... cheguei em Uruguaiana pelas 20h e fui direto pro hotel que fiquei na vinda, depois fui jantar num restaurante na praça central (literalmente, fica no meio da praça).
Bem legal a praça no domingo a noite: bem iluminada, policiada, e cheia de famílias, crianças e adolescentes azarando.
Bom, fico por aqui... amanhã devo ir até Erechim.
Na hora de pagar a conta no hotel em Gal. Villegas o preço não foi o acordado... ao invés de $150 cobraram $190, mais $45 por pagar com cartão (os pesos que tenho dão justo prá pagar a gasolina até a fronteira - os postos da YPF não estão mais aceitando cartão de crédito).
Dia longo, cerca de 950km, sem indicentes, apenas muito calor... cheguei em Uruguaiana pelas 20h e fui direto pro hotel que fiquei na vinda, depois fui jantar num restaurante na praça central (literalmente, fica no meio da praça).
Bem legal a praça no domingo a noite: bem iluminada, policiada, e cheia de famílias, crianças e adolescentes azarando.
Bom, fico por aqui... amanhã devo ir até Erechim.
sábado, 3 de março de 2012
Dia 12 (3 de março): de Malargue (AR) a General Villegas (AR)
Levantei tarde, pelas 8h.
O café da manhã foi no padrão argentino: dois croissants, duas torradas, melecas (manteiga, uma geléia e doce de leite), mais chá ou café.
Quando fui dar um trato na moto vi que os parafusos da grade de proteção ainda estavam entre a chapa de proteção e o escapamento... resolvi tirar a chapa de proteção e re-parafusar a grade... só que um dos parafusos que prende a chapa no escapamento está espanado e não saiu... conclusão: a grade ainda está presa com um esticador.
Com tudo isso saí super tarde, pelas 11h da manhã...
A partir de Malargue não houve mais surpresas, a estrada está boa... em dois dos abastecimentos os postos só tinham gasolina Premium (6,50 pesos o litro, contra 5,40 pesos o litro da Super), e nenhum dos postos da YPF está aceitando cartão de crédito desde 1 de março... isso está gerando um problema, não tenho certeza de que os pesos argentinos que tenho em espécie serão suficientes.
Parei em General Villegas... o plano original era parar em Rufino, 104 km à frente, mas eu estava cansado e já não tinha mais posição prá sentar na moto que não doesse a bunda.
Jantei um lomo com molho de cogumelos simplesmente maravilhoso... cogumelos extremamente saborosos e não "champingnon"!
Amanhã devo sair da Argentina, ainda não decidi se pro Uruguai ou pro Brasil.
O café da manhã foi no padrão argentino: dois croissants, duas torradas, melecas (manteiga, uma geléia e doce de leite), mais chá ou café.
Quando fui dar um trato na moto vi que os parafusos da grade de proteção ainda estavam entre a chapa de proteção e o escapamento... resolvi tirar a chapa de proteção e re-parafusar a grade... só que um dos parafusos que prende a chapa no escapamento está espanado e não saiu... conclusão: a grade ainda está presa com um esticador.
Com tudo isso saí super tarde, pelas 11h da manhã...
A partir de Malargue não houve mais surpresas, a estrada está boa... em dois dos abastecimentos os postos só tinham gasolina Premium (6,50 pesos o litro, contra 5,40 pesos o litro da Super), e nenhum dos postos da YPF está aceitando cartão de crédito desde 1 de março... isso está gerando um problema, não tenho certeza de que os pesos argentinos que tenho em espécie serão suficientes.
Parei em General Villegas... o plano original era parar em Rufino, 104 km à frente, mas eu estava cansado e já não tinha mais posição prá sentar na moto que não doesse a bunda.
Jantei um lomo com molho de cogumelos simplesmente maravilhoso... cogumelos extremamente saborosos e não "champingnon"!
Amanhã devo sair da Argentina, ainda não decidi se pro Uruguai ou pro Brasil.
Dia 11 (2 de março): de Pucon (CH) a Malargue (AR)
Ontem o dia foi roubada ao cubo!
Começou razoavelmente bem, com chuvisco bem fraco ou nenhum.
Eu havia modificado a configuração do GPS prá evitar estradas não pavimentadas, pois não havia gostado da cara dessas estradas no Chile (muita pedra solta) e havia chovido muito.
Qual não é minha surpresa quando vejo uma placa de "fim de pavimento" à minha frente?
O mapa do Projeto Mapear deve ter problemas com o status de algumas estradas no Chile.
Enfim, quem está na chuva é prá se molhar (literalmente!), assim segui em frente... foram 26km de estrada estreita nesse trecho, depois cheguei no asfalto novamente.
Abasteci em Cunco, passei por Melipeuco e novamente a placa "fim de pavimento" já na saída de Melipeuco... daí foram mais 90km de rípio até a aduana chilena pro Paso Pino Hachado.
A estrada era melhor que a do primeiro trecho, mas havia diversos trechos perto de Icalma em que jogaram cascalho e passaram a motoniveladora, deixando tanto o cascalho como a terra solta... a traseira "sambar" no cascalho é normal, agora, quando a frente começa a fazer o mesmo, haja braço!
O Paso tem apenas 1850 m de altitude, e do lado chileno a estrada é ótima, larga, com curvas amplas e excelente visibilidade; do lado argentino somos brindados com trechos de algumas centenas de metros de rípio algumas vezes... ainda bem que vou devagar, senão não dava prá frear!
A aduana argentina estava um caos: há linhas de ônibus que usam esse passo, e um estava sendo atendido... mais uma hora perdida ali... a projeção da minha chegada a Malargue já estava quase pelas 20h.
Abasteço em Las Lajas sem problemas (a não ser não aceitarem cartão) e sigo pro norte pela Ruta 40.
Paisagem muito bonita, chega a subir dos 900m aos 1500m no contorno do vulcão Tromel (que chega a 4.100m), passei por Chos Malal (que fica num lugar muito bonito), distraí e perdi a entrada da cidade (o posto fica dentro da cidade)... como o GPS dizia haver posto 20km à frente não fiz meia-volta prá entrar na cidade.
Foi quando as coisas começaram a complicar... todos os postos dali prá frente ou estavam sem combustível, ou não existiam mais.
Quando entro na província de Mendoza a estrada estreita e os caminhões fazem as curvas com rodas no acostamento... resultado: cascalho na pista em todas as curvas! Toca tirar a mão e fazer as curvas a menos de 60km/h...
A uns 180km de Malargue vejo a famigerada placa de "fim de pavimento"!
@#&&*%*
Já eram umas 19h30, e a previsão do GPS prá chegada em Malargue era 21h20...isso seguindo o limite legal de velocidade da rodovia, 110km/h... a que horas eu iria chegar a 60km/h?
Fazer o quê? Segui em frente... nesse trecho foram 50km de rípio, com direito a muita costela de vaca, poças de talco que iam até o meio da canela, e facões de barro endurecido feito pelos caminhões (quando o barro estava mole), e o pior, poças de talco com facões de barro no fundo (a primeira dessas que peguei foi um dos maiores sustos que já levei sobre uma moto!)
Show de horror!
Já no lusco-fusco a moto deu pane seca, com 375km rodados desde Las Lajas.
Parei prá virar a torneira prá reserva, bate um pé de vento (creio que foi o vento, mas eu estava tão cansado que não descarto ter perdido o equilíbrio sozinho) e vamos eu e a moto pro chão!
Por sorte passou uma caminhonete no sentido contrário, parou e me ajudou a levantar a moto.
Já era noite quando cheguei no asfalto. O próximo posto estava assinaladao em Bardas Blancas, a 50km de distância... a reserva não seria suficiente, assim resolvi encostar e colocar no tanque a gasolina de uma das garrafas pet que carregava sobre o bauleto.
Descubro que uma das garrafas rachou e vazou todo o combustível... quando, não sei...
Ao inspecionar a moto vejo a grade de proteção do escapamento presa só pelo parafuso dianteiro, os dois traseiros haviam se soltado... prendo a mesma com um dos esticadores e sigo em frente.
Em Bardas Blancas não achei o posto... virei mais 4 litros das garrafas pet no tanque e segui prá Malargue, a 80km de distância.
Esses 80km estão em obras... mais da metade da distância são desvios de rípio ou tráfego pela base da estrada em vários estados de acabamento, de chão duro a cascalho com e sem passagem de rolo compressor... e pó, muito pó, cada vez que algum @%#W%#@%$ passava a milhão ao meu lado! Ô povinho mal-educado na estrada!
Tudo isso à noite!
Cheguei em Malargue eram 23h30, parei na loja de conveniência do posto de gasolina (havia fila prá abastecer) e comprei refri e cookies, pensando que essa seria minha janta, depois procurei um hotel bom, mesmo que caro... achei um com um restaurante ao lado (e aberto!) e fiquei por aqui mesmo.
Muito bom esse hábito dos argentinos de jantar tarde, à meia-noite entrei no restaurante e fiz meu pedido sem ouvir que a cozinha estava fechada... e ainda chegou mais gente pela 1h da manhã!
Começou razoavelmente bem, com chuvisco bem fraco ou nenhum.
Eu havia modificado a configuração do GPS prá evitar estradas não pavimentadas, pois não havia gostado da cara dessas estradas no Chile (muita pedra solta) e havia chovido muito.
Qual não é minha surpresa quando vejo uma placa de "fim de pavimento" à minha frente?
O mapa do Projeto Mapear deve ter problemas com o status de algumas estradas no Chile.
Enfim, quem está na chuva é prá se molhar (literalmente!), assim segui em frente... foram 26km de estrada estreita nesse trecho, depois cheguei no asfalto novamente.
Abasteci em Cunco, passei por Melipeuco e novamente a placa "fim de pavimento" já na saída de Melipeuco... daí foram mais 90km de rípio até a aduana chilena pro Paso Pino Hachado.
A estrada era melhor que a do primeiro trecho, mas havia diversos trechos perto de Icalma em que jogaram cascalho e passaram a motoniveladora, deixando tanto o cascalho como a terra solta... a traseira "sambar" no cascalho é normal, agora, quando a frente começa a fazer o mesmo, haja braço!
O Paso tem apenas 1850 m de altitude, e do lado chileno a estrada é ótima, larga, com curvas amplas e excelente visibilidade; do lado argentino somos brindados com trechos de algumas centenas de metros de rípio algumas vezes... ainda bem que vou devagar, senão não dava prá frear!
A aduana argentina estava um caos: há linhas de ônibus que usam esse passo, e um estava sendo atendido... mais uma hora perdida ali... a projeção da minha chegada a Malargue já estava quase pelas 20h.
Abasteço em Las Lajas sem problemas (a não ser não aceitarem cartão) e sigo pro norte pela Ruta 40.
Paisagem muito bonita, chega a subir dos 900m aos 1500m no contorno do vulcão Tromel (que chega a 4.100m), passei por Chos Malal (que fica num lugar muito bonito), distraí e perdi a entrada da cidade (o posto fica dentro da cidade)... como o GPS dizia haver posto 20km à frente não fiz meia-volta prá entrar na cidade.
Foi quando as coisas começaram a complicar... todos os postos dali prá frente ou estavam sem combustível, ou não existiam mais.
Quando entro na província de Mendoza a estrada estreita e os caminhões fazem as curvas com rodas no acostamento... resultado: cascalho na pista em todas as curvas! Toca tirar a mão e fazer as curvas a menos de 60km/h...
A uns 180km de Malargue vejo a famigerada placa de "fim de pavimento"!
@#&&*%*
Já eram umas 19h30, e a previsão do GPS prá chegada em Malargue era 21h20...isso seguindo o limite legal de velocidade da rodovia, 110km/h... a que horas eu iria chegar a 60km/h?
Fazer o quê? Segui em frente... nesse trecho foram 50km de rípio, com direito a muita costela de vaca, poças de talco que iam até o meio da canela, e facões de barro endurecido feito pelos caminhões (quando o barro estava mole), e o pior, poças de talco com facões de barro no fundo (a primeira dessas que peguei foi um dos maiores sustos que já levei sobre uma moto!)
Show de horror!
Já no lusco-fusco a moto deu pane seca, com 375km rodados desde Las Lajas.
Parei prá virar a torneira prá reserva, bate um pé de vento (creio que foi o vento, mas eu estava tão cansado que não descarto ter perdido o equilíbrio sozinho) e vamos eu e a moto pro chão!
Por sorte passou uma caminhonete no sentido contrário, parou e me ajudou a levantar a moto.
Já era noite quando cheguei no asfalto. O próximo posto estava assinaladao em Bardas Blancas, a 50km de distância... a reserva não seria suficiente, assim resolvi encostar e colocar no tanque a gasolina de uma das garrafas pet que carregava sobre o bauleto.
Descubro que uma das garrafas rachou e vazou todo o combustível... quando, não sei...
Ao inspecionar a moto vejo a grade de proteção do escapamento presa só pelo parafuso dianteiro, os dois traseiros haviam se soltado... prendo a mesma com um dos esticadores e sigo em frente.
Em Bardas Blancas não achei o posto... virei mais 4 litros das garrafas pet no tanque e segui prá Malargue, a 80km de distância.
Esses 80km estão em obras... mais da metade da distância são desvios de rípio ou tráfego pela base da estrada em vários estados de acabamento, de chão duro a cascalho com e sem passagem de rolo compressor... e pó, muito pó, cada vez que algum @%#W%#@%$ passava a milhão ao meu lado! Ô povinho mal-educado na estrada!
Tudo isso à noite!
Cheguei em Malargue eram 23h30, parei na loja de conveniência do posto de gasolina (havia fila prá abastecer) e comprei refri e cookies, pensando que essa seria minha janta, depois procurei um hotel bom, mesmo que caro... achei um com um restaurante ao lado (e aberto!) e fiquei por aqui mesmo.
Muito bom esse hábito dos argentinos de jantar tarde, à meia-noite entrei no restaurante e fiz meu pedido sem ouvir que a cozinha estava fechada... e ainda chegou mais gente pela 1h da manhã!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Dia 10 (1 de março): de Bariloche (AR) a Pucón (CH)
Vou resumir o dia em uma palavra: roubada!
Saí de Bariloche eram quase 9h30.
Parei em Villa La Angostura prá calibrar os pneus, pois hoje o calibrador do posto que eu usava em Bariloche estava quebrado.
Na saída da Villa La Angostura vi uma loja da Moto Sur e parei... eles tinham cobre-manos! Comprei um par, mais uma "queixeira" de neoprene - as duas partes que estavam expostas ao vento e portanto ficando geladas eram as mãos e o queixo.
Subindo até a aduana argentina vejo lagos marrons - rios coloridos por carga mineral são comuns, em especial os alimentados por glaciares, o que não é o caso dos rios da região, que deveriam se límpidos, mas prá tingir o lago inteiro precisa muito sedimento carrreado... marrom?
Depois da aduana argentina começa a chover... aqui o Nolan falhou: a viseira embaçou! Há 40km entre as aduanas, dei uma olhadinha no odômetr4o quando saí da aduana argentina, rodo um pouco e quando olho de novo a quilometrgem está a mesma... aí olho pro ponteiro do velocímentro (eu normalmente uso o GPS prá ver a velocidade, o velocímentro da cagiva mente muito) e vejo ele parado no zero: na melhor das hipóteses lá se foi o cabo do velocímetro (na pior foi-se a engrenagem no cubo da roda...).
Após a aduana argentina reparo numa camada de até dois palmos do que parece uma areia grossa marrom cobrindo toda a paisagem... aí entendi os rios e lagos marrons: isso é a cinza lançada pelo vulcão que entrou em atividade no meio do ano passado (dizem que em julho havia dois palmos de cinzas nas ruas de Bariloche...)
Atravesso o passo e desço prá aduana chilena sob chuva e frio.
A aduana chilena foi um parto... não que tenham criado caso, mas já tentaram preencher formulários e carregar meia dúzia de papéis prá lá e prá cá quando se está pingando de molhado? Eu não tinha nem onde secar a mão prá poder escrever...
Quando chegou a hora da aduana propriamente dita o chileno me fez abrir o bauleto... aí foi quase uma hora prá soltar tudo que estava preso no bauleto, depois prender tudo de novo.
Com esse embaço todo, mais a velocidade reduzida em função da chuva o GPS projetava minha chegada a Pucón pelas 20h... resolvi abortar a contorno do lago Llanquihue e ir direto prá Pucón, aí a projeção da chegada caiu prás 16h30.
Muita chuva e muito frio na descida prá Osorno - cheguei a pensar em dar meia-volta e voltar prá Argentina, mas tinha esperança de que pro norte estivesse melhor.
Chovia, mohava o tecido externo da jaqueta, parava, o vento evaporava a água da jaqueta, roubando um calor danado. Aí quando estava quase seco, chovia de novo!
Quando peguei a ruta 5 pro norte a chuva diminuiu, depois parou a ponto de eu rodar em asfalto seco, mas havia um vento contra do nível do de Neuquen... entre o vento e o frio tinha que ir devagar, e a estimativa do horário de chegada em Pucón espichando, pois a estimativa é baseada nos limites de velocidade das estradas... a ruta 5 tem limite de 120km/h e eu não conseguia andar a mais de 90km/h sem tremer de frio.
Depois de uns 100km de ruta 5 começou a chuviscar de novo, e foi assim até Pucón, embora a temperatura deve ter subido (e o vento contra diminuído), o que permitiu rodar mais rápido com um certo conforto,
Chegando em Pucón não consigo localizar as duas pousadas que eram minha primeira opção via tripadvisor (não havia endereço completo no mesmo)... acho a terceira, mas estava lotada (a cidade está cheia!), acabo ficando numa pousada bonitinha mas sem referência nenhuma a não ser: tinha lugar, tinha estacionamento prá guardar a moto, tinha café da manhã, tudo isso por 30.000 pesos (o quee dá quase o triplo do que pagava em Bariloche!).
Descarrego aos trancos e barrancos, guardo a moto e vou tomar meu banho - ao menos a ducha é boa e tem bastante água quente.
Saio prá jantar, num restaurante vegetariano a duas quadras (sob chuva!)... só tinha gringo no mesmo, 80% das mesas falavam inglês.
Não achei os mapas rodoviários da COPEC. Tento mais um pouco amanhã.
Saí de Bariloche eram quase 9h30.
Parei em Villa La Angostura prá calibrar os pneus, pois hoje o calibrador do posto que eu usava em Bariloche estava quebrado.
Na saída da Villa La Angostura vi uma loja da Moto Sur e parei... eles tinham cobre-manos! Comprei um par, mais uma "queixeira" de neoprene - as duas partes que estavam expostas ao vento e portanto ficando geladas eram as mãos e o queixo.
Subindo até a aduana argentina vejo lagos marrons - rios coloridos por carga mineral são comuns, em especial os alimentados por glaciares, o que não é o caso dos rios da região, que deveriam se límpidos, mas prá tingir o lago inteiro precisa muito sedimento carrreado... marrom?
Depois da aduana argentina começa a chover... aqui o Nolan falhou: a viseira embaçou! Há 40km entre as aduanas, dei uma olhadinha no odômetr4o quando saí da aduana argentina, rodo um pouco e quando olho de novo a quilometrgem está a mesma... aí olho pro ponteiro do velocímentro (eu normalmente uso o GPS prá ver a velocidade, o velocímentro da cagiva mente muito) e vejo ele parado no zero: na melhor das hipóteses lá se foi o cabo do velocímetro (na pior foi-se a engrenagem no cubo da roda...).
Após a aduana argentina reparo numa camada de até dois palmos do que parece uma areia grossa marrom cobrindo toda a paisagem... aí entendi os rios e lagos marrons: isso é a cinza lançada pelo vulcão que entrou em atividade no meio do ano passado (dizem que em julho havia dois palmos de cinzas nas ruas de Bariloche...)
Atravesso o passo e desço prá aduana chilena sob chuva e frio.
A aduana chilena foi um parto... não que tenham criado caso, mas já tentaram preencher formulários e carregar meia dúzia de papéis prá lá e prá cá quando se está pingando de molhado? Eu não tinha nem onde secar a mão prá poder escrever...
Quando chegou a hora da aduana propriamente dita o chileno me fez abrir o bauleto... aí foi quase uma hora prá soltar tudo que estava preso no bauleto, depois prender tudo de novo.
Com esse embaço todo, mais a velocidade reduzida em função da chuva o GPS projetava minha chegada a Pucón pelas 20h... resolvi abortar a contorno do lago Llanquihue e ir direto prá Pucón, aí a projeção da chegada caiu prás 16h30.
Muita chuva e muito frio na descida prá Osorno - cheguei a pensar em dar meia-volta e voltar prá Argentina, mas tinha esperança de que pro norte estivesse melhor.
Chovia, mohava o tecido externo da jaqueta, parava, o vento evaporava a água da jaqueta, roubando um calor danado. Aí quando estava quase seco, chovia de novo!
Quando peguei a ruta 5 pro norte a chuva diminuiu, depois parou a ponto de eu rodar em asfalto seco, mas havia um vento contra do nível do de Neuquen... entre o vento e o frio tinha que ir devagar, e a estimativa do horário de chegada em Pucón espichando, pois a estimativa é baseada nos limites de velocidade das estradas... a ruta 5 tem limite de 120km/h e eu não conseguia andar a mais de 90km/h sem tremer de frio.
Depois de uns 100km de ruta 5 começou a chuviscar de novo, e foi assim até Pucón, embora a temperatura deve ter subido (e o vento contra diminuído), o que permitiu rodar mais rápido com um certo conforto,
Chegando em Pucón não consigo localizar as duas pousadas que eram minha primeira opção via tripadvisor (não havia endereço completo no mesmo)... acho a terceira, mas estava lotada (a cidade está cheia!), acabo ficando numa pousada bonitinha mas sem referência nenhuma a não ser: tinha lugar, tinha estacionamento prá guardar a moto, tinha café da manhã, tudo isso por 30.000 pesos (o quee dá quase o triplo do que pagava em Bariloche!).
Descarrego aos trancos e barrancos, guardo a moto e vou tomar meu banho - ao menos a ducha é boa e tem bastante água quente.
Saio prá jantar, num restaurante vegetariano a duas quadras (sob chuva!)... só tinha gringo no mesmo, 80% das mesas falavam inglês.
Não achei os mapas rodoviários da COPEC. Tento mais um pouco amanhã.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Dia 9 (29 de fevereiro): Bariloche a San Martin de Los Andes a Villa La Angostura a Bariloche
Acordei com a visão da parede da casa ao lado banhada na luz do sol!
O dia realmente amanheceu muito bonito,
Levantei tarde, tomei café e fui prá estrada pelas 10h... o programa era ir até San Martin de Los Andes e voltar, cerca de 500km.
A ida foi tranquila, bem devagar, tanto que o cagivão fez fantásticos 22km/l nesse trecho...
Cheguei em San Martin de Los Andes pelas 13h30 e parei na praça central prá um lanchinho.
Resolvi voltar pela estrada prá Villa La Angostura, que é asfalto no começo e rípio por uns 50km mais ou menos.
Essa estrada está em obras para pavimentação, o que significa que não foi só rípio, foi lama também, das amassadas por caminhões e carros e das fofinhas deixadas por uma motoniveladora que acabou de passar...
Viva o E-07!
Nenhum terreno comprado, nenhum susto, uma ou duas reboladas da traseira apenas.
Cheguei de volta em Bariloche pelas 19h e liguei pro Almazen dos Sabores prá fazer reserva da mesinha de canto... resolvi repetir a dose, até porque no final de semana eles estavam com uma degustação especial, uma sequência de pratos diferentes da degustação que servem normalmente - que eu pretendo experimentar hoje.
As fotos de hoje estão subindo pro flickr, mas categorizá-las e comentá-las vai levar uns dias - amanhã atravesso pro Chile, dou uma voltinha no Lago Llanquihue e sigo prá Pucon... é a volta prá casa começando!
Link das fotos!
Link das fotos!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Dia 8 (28 de fevereiro): Bariloche
Hoje sim foi um dia de descanso!
De útil, saí pela manhã prá comprar óleo (sob chuva!) - uma maratona prá encontrar óleo mineral Elf prá moto 4 tempos... depois de para em 4 lugares, e comprar 3 litros de óleo Shell que não vou usar (o terceiro lugar que parei só tinha 3 litros do óleo que eu queria... isso é o que vai no cárter, mas eu preciso de 2 a 3 litros extras prá ir completando o nível...). No quarto lugar que parei tinha toda a linha Elf (inclusive o 10-40 semi-sintético que usei nas duas últimas viagens!), mas não trocava o óleo, e já estava perto do meio-dia, quando tudo pára na Argentina e só volta no final da tarde.
Voleti prá pousada, e saí a peá prá comprar alfajores, salgadinho e refri prum pique-nique no quarto.
No pique-nique subi as fotos pro flickr, cataloguei as mesmas e atualziei os posts dos últimos dias com os link.
Depois saí prá trocar o óleo (sob chuva!) no lugar onde deixei a moto tombar ante-ontem.
O jantar foi no Boliche del Alberto na Bustillo logo depois da entrada da estrada prá Villa Catedral (a uns 11km daqui da pousada...). Meia porção de bife de lomo (filé mignon), papas fritas e uma garrafa pequena de Norton tinto clássico (eles não dizem a uva na garrafa, mas deve ser malbec).
O espantoso é o tamanho da porção de batata frita - uma montanha no prato, cerca de 2 litros de volume! O que sobrou quando fui embora (e eu detesto desperdiçar comida!) era mais que uma porção de fritas em Sampa.
Só que cortadas em palitos bem finos (3 a 4 mm) - privilegia o crocante em detrimento do suculento... os "palitos" do El Pataccon, com 1 a 2 cm de lado são mais minha cara.
O café era Selafredo Zanetti, e eles sabem o que é um ristreto!
Tudo isso por 124 pesos, cerca de R$52.
De útil, saí pela manhã prá comprar óleo (sob chuva!) - uma maratona prá encontrar óleo mineral Elf prá moto 4 tempos... depois de para em 4 lugares, e comprar 3 litros de óleo Shell que não vou usar (o terceiro lugar que parei só tinha 3 litros do óleo que eu queria... isso é o que vai no cárter, mas eu preciso de 2 a 3 litros extras prá ir completando o nível...). No quarto lugar que parei tinha toda a linha Elf (inclusive o 10-40 semi-sintético que usei nas duas últimas viagens!), mas não trocava o óleo, e já estava perto do meio-dia, quando tudo pára na Argentina e só volta no final da tarde.
Voleti prá pousada, e saí a peá prá comprar alfajores, salgadinho e refri prum pique-nique no quarto.
No pique-nique subi as fotos pro flickr, cataloguei as mesmas e atualziei os posts dos últimos dias com os link.
Depois saí prá trocar o óleo (sob chuva!) no lugar onde deixei a moto tombar ante-ontem.
O jantar foi no Boliche del Alberto na Bustillo logo depois da entrada da estrada prá Villa Catedral (a uns 11km daqui da pousada...). Meia porção de bife de lomo (filé mignon), papas fritas e uma garrafa pequena de Norton tinto clássico (eles não dizem a uva na garrafa, mas deve ser malbec).
O espantoso é o tamanho da porção de batata frita - uma montanha no prato, cerca de 2 litros de volume! O que sobrou quando fui embora (e eu detesto desperdiçar comida!) era mais que uma porção de fritas em Sampa.
Só que cortadas em palitos bem finos (3 a 4 mm) - privilegia o crocante em detrimento do suculento... os "palitos" do El Pataccon, com 1 a 2 cm de lado são mais minha cara.
O café era Selafredo Zanetti, e eles sabem o que é um ristreto!
Tudo isso por 124 pesos, cerca de R$52.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Dia 7 (27 de fevereiro): Bariloche
Hoje deve ser o último dia de tempo bom da semana, a previsão é começar a chover esta noite e só melhorar no sábado.
Com isso em mente, resolvi gastar o dia percorrendo as estradas das montanhas ao sul e oeste de Bariloche: Circuito Chico, Colônia Suíça, Villa Catedral, Lago Gutierrez e Lago Mascardi - tudo asfalto, menos a Colônia Suíça e o Lago Mascardi que são rípio.
A Avenida Bustillo, que vai pro oeste beirando o Lago Nahuel Huapi, é um desbunde: uma pousada, hotel ou restaurante mais bonito que o outro... no final, o Hotel Llao-Llao sozinho numa colina.
A Colônia Suíça é um vilarejo de uma rua, mas com vários restaurantes, alguns bem atraentes também.
Villa Catedral estava às moscas (na verdade aos cachorros): uma lanchonete e um restaurante aberto, e o bondinho funcionando, uma meia dúzia de carros e uma ou outra van de excursão, uns 2 ou 3 gatos pingados de bike. Pensei em subir o Cerro Catedral pelo bondinho, mas era caro (95 pesos) e não ia até a crista no topo, parava a 3/4 da encosta - prefiro gastar essa grana num restaurante.
O teleférico do Cerro Otto estava parado devido ao vento...
O teleférico do Cerro Otto estava parado devido ao vento...
Parei na beira do Lago Gutierrez e fiquei sentado numa pedra na praia tentando achar a trilha que sobe pro Refúgio Frey na encosta da montanha do outro lado do lago (fiz essa caminhada em 1994).
Quando cheguei no Lago Mascardi havia uma portaria cobrando ingresso logo no começo da estrada, e como eu sabia que não ia poder ir muito longe (essa estrada dá acesso às cascatas de Los Alerces e ao Tronador) por já ter passado das 14h (até as 14h, sobe, depois das 15h desce), fiz meia-volta e voltei prá Bariloche, procurando um lubicentro prá trocar o óleo da moto (que já está com 5000km!).
O primeiro que achei não trocava óleo de moto.
No segundo, esqueci de abrir o pezinho e a moto foi pro chão... eles trocavam óleo de moto, mas só tinham óleo prá carro (moto tem o câmbio e normalmente a embreagem - não é o caso de e900, que tem embreagem seca - banhados pelo óleo do motor, por isso o óleo tem umas especificações diferentes do óleo de carro) e eu não quis.
Me indicaram um outro lubicentro, mas avisaram que talvez estivesse fechado por ser feriado (mais essa!).
Conclusão: não troquei o óleo, fui prá pousada, tomei um banho e saí prá passar no CAB (Clube Andino de Bariloche) prá comprar mapas topográficos com as trilhas nas montanhas (quero voltar prá fazer caminhadas novamentee!). A moça que me atendeu morou dois anos no Brasil, falava português quase sem sotaque - ficamos um bom tempo batendo papo sobre a região - confirmei que a "nebulosidade" que diminuía a visibilidade perto do Lago Trufal eram realmente cinzas do vulcão que "bloqueou" Bariloche no meio do ano passado, e pelo visto ainda está ativo...
Na volta começou a chover... fiquei enrolando andando pelas lojas da Mitre, indo de marquise em marquise, procurando algum lugar qiue vendesse guarda-chuva... não encontrei, e assim que a chuva diminuiu tive que encarar a volta prá pousada (não há marquises pelo caminho...)
Ninguém prende cachorro por aqui, são raros os que usam guias prá levar o cachorro passear. Por toda a cidade há cães grandes zanzando prá lá e prá cá, a maioria sem coleira e só dá prá dizer que é cachorro de rua pela pelagem, que aparenta não ver shampoo e escova há muito tempo... mas todos bem alimentados e com aspecto saudável (o único que vi com as costelas aparentes foi na Villa Catedral, e ele acabou ganhando toda a comida que eu tinha comigo na mala de tanque - uns 3 ou 4 torrones).
A idéia era jantar num restaurante francês no circuito chico (outra dica do tripadvisor). Eu já havia marcado a posição do mesmo durante a tarde, mas resolvi pesquisar uma segunda alternativa para o caso de todas as mesas já estarem reservadas (o El Francês também é pequeno), escolhi o El Patacon.
Asfalto molhado em toda a Bustillo e no Circuito Chico,muito cuidado nas curvas (E-07!), chego lá o El Francês está fechado.
Volto e paro no El Patacon, restaurante chique... o bife de chorizo de gado Kobe estava cem oferta, com 50% de desconto... olho o preço no cardápio ($87), pergunto se o preços estão em pesos ou em dolar (em pesos), e peço o dito cujo, com fritas e uma taça de vinho tinto prá acompanhar.
Serviço de primeira, competente sem ser chato ou pedante. As fritas foram as melhores que já experimentei, e o bife de chorizo estava simplesmnte divino. Depois uma degustação de sobremesa, com 3 doces diferentes: peras em calda, um "suicídio de chocolate" (brownie de chocolate, sorvete de chocolate e uma folha de chocolate espetada em cima) e "lasagna de frutas rojas" - e o chocólatra aqui diz que esta última era de longe a melhor sobremesa.
No café eles pecaram, pedi curto (ristreto) e veio normal.
A conta foi uma surpresa... eu não havia reparado que os $87 do bife eram por cada 100g... o bife tinha 480g... a conta foi $329, perto de R$140.... ainda assim valeu a pena.
Link das fotos!
Link das fotos!
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Dia 6 (26 de fevereiro): Bariloche
Hoje acabou sendo um dia meio que de descanso.
Saí prá ir até San Martin de Los Andes via Lago Traful (tem um bom trecho de rípio na ida), mas ao chegar na Vila Traful começou a chover, aí fiz meia-volta fugindo da chuva.
Resolvi então ir até Vila Angostura (só asfalto), mas também quando chegou na metade do caminho começou a chover e fiz meia-volta.
Normalmente não arrego por causa de chuva, mas chuva e frio é uma mistura terrível!
E está bem mais frio do que eu esperava... prá sair na rua a pé o colete de pile está resolvendo (apesar de eu ver gente entrar no restaurante e tirar um casaco e ficar com uma blusa de lã ou pile no corpo), mas prá encarar o vento do deslocamento da moto mais a brisa local só o forro da jaqueta não foi suficiente, tive que passar a vestir o colete de pile por baixo (o que eu esperava ter que fazer só prá atravessar os passos dos Andes entre Argentina e Chile).
A jaqueta, uma vez tudo fechado direitinho, e não sendo uma tempestade como a que peguei em Santa Catarina, está se mostrando impermeável, mas a camada externa de tecido molha e rouba muito calor do corpo.
Assim, frio e chuva só se não tiver jeito!
Voltei prá Bariloche e passei umas duas horas caminhando pela cidade, depois fui jantar no Almazen de Sabores em Dina Huapi, a 20 km de distância - dica do tripadvisor.
Cheguei cedo, pouco antes das 20h (que é quando os restaurantes por aqui abrem), pois sabia que eles tem pouco espaço e são concorridos, mas quase que entro bem... as poucas mesas (5!) já estavam todas reservadas, mas havia duas mesas tipo aquelas de sala de espera de restaurante ou de bar de happy hour, alta, pequena e com banquetas prá sentar, e me acomodaram numa delas.
Peguei o menu de degustação: foram 10 pequenas porções de diferentes pratos, mais a sobremesa, e uma garrafa pequena de vinho malbec por 160 pesos.
Simplesmente fantástico, tanto a comida quanto a simpatia dos donos.
Link das fotos!
Saí prá ir até San Martin de Los Andes via Lago Traful (tem um bom trecho de rípio na ida), mas ao chegar na Vila Traful começou a chover, aí fiz meia-volta fugindo da chuva.
Resolvi então ir até Vila Angostura (só asfalto), mas também quando chegou na metade do caminho começou a chover e fiz meia-volta.
Normalmente não arrego por causa de chuva, mas chuva e frio é uma mistura terrível!
E está bem mais frio do que eu esperava... prá sair na rua a pé o colete de pile está resolvendo (apesar de eu ver gente entrar no restaurante e tirar um casaco e ficar com uma blusa de lã ou pile no corpo), mas prá encarar o vento do deslocamento da moto mais a brisa local só o forro da jaqueta não foi suficiente, tive que passar a vestir o colete de pile por baixo (o que eu esperava ter que fazer só prá atravessar os passos dos Andes entre Argentina e Chile).
A jaqueta, uma vez tudo fechado direitinho, e não sendo uma tempestade como a que peguei em Santa Catarina, está se mostrando impermeável, mas a camada externa de tecido molha e rouba muito calor do corpo.
Assim, frio e chuva só se não tiver jeito!
Voltei prá Bariloche e passei umas duas horas caminhando pela cidade, depois fui jantar no Almazen de Sabores em Dina Huapi, a 20 km de distância - dica do tripadvisor.
Cheguei cedo, pouco antes das 20h (que é quando os restaurantes por aqui abrem), pois sabia que eles tem pouco espaço e são concorridos, mas quase que entro bem... as poucas mesas (5!) já estavam todas reservadas, mas havia duas mesas tipo aquelas de sala de espera de restaurante ou de bar de happy hour, alta, pequena e com banquetas prá sentar, e me acomodaram numa delas.
Peguei o menu de degustação: foram 10 pequenas porções de diferentes pratos, mais a sobremesa, e uma garrafa pequena de vinho malbec por 160 pesos.
Simplesmente fantástico, tanto a comida quanto a simpatia dos donos.
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Dia 5 (25 de fevereiro): de General Acha (AR) a Bariloche (AR)
Café da manhã mediano (torradas, pão, um folhado bem gostoso, melecas - manteiga, doce de leite, marmeladas - prá passar no pão/torradas, chá ou café), mas no geral o hotel foi honesto: quarto com ar condicionado e banheiro, café da manhã e estacionamento por 150 pesos.
Antes do café da manhã tirei gasolina do tanque prá encher as garrafas pet.
Durante a noite choveu bastante... uns 20km depois que saí de Gal. Acha tive que parar prá colocar a calça da capa de chuva e trocar de luvas - daí prá frente foram uns 100km de chuvisco intermitente.
Quando a chuva parou estava com tanto frio que parei prá colocar o forro da jaqueta.
50km depois que saí de Gal. Acha peguei uma estrada pro sul que é um verdadeiro deserto - o google maps mostrava apenas dois vilarejos em 254 km. Mas era o caminho mais rápido, e com 12 litros de gasolina de reserva sobre o bauleto dava prá arriscar.
Nesses dois vilarejos tinha posto de gasolina, mas sem bandeira... como tinha bastante reserva passei batido.
Nesse trecho recebi as tradicionais boas-vindas à Patagônia pelo seu mais famoso arauto: o vento!
Antes do café da manhã tirei gasolina do tanque prá encher as garrafas pet.
Durante a noite choveu bastante... uns 20km depois que saí de Gal. Acha tive que parar prá colocar a calça da capa de chuva e trocar de luvas - daí prá frente foram uns 100km de chuvisco intermitente.
Quando a chuva parou estava com tanto frio que parei prá colocar o forro da jaqueta.
50km depois que saí de Gal. Acha peguei uma estrada pro sul que é um verdadeiro deserto - o google maps mostrava apenas dois vilarejos em 254 km. Mas era o caminho mais rápido, e com 12 litros de gasolina de reserva sobre o bauleto dava prá arriscar.
Nesses dois vilarejos tinha posto de gasolina, mas sem bandeira... como tinha bastante reserva passei batido.
Nesse trecho recebi as tradicionais boas-vindas à Patagônia pelo seu mais famoso arauto: o vento!
De repente percebo que estou tendo que fazer força prá manter o capacete no lugar, com repetidos "bofetões" na diagonal, como se tivesse cruzado com um caminhão... o tradicional "ventinho" patagônico!
Tirando o frio e o vento, pela paisagem eu bem poderia estar no Arizona...
A moto vem fazendo de 19 (tocando a 110km/h) a 21 km/l (tocando a 95km/h)... nessa base, calculava a autonomia dos 24 l do tanque em cerca de 430 km. Qual foi minha surpresa quando com 350km rodados o motor corta! Passados uns 2 ou 3 segundos de "que diabos está acontecendo?", abaixo e brigo prá virar a chave da torneira do tanque prá reserva... quando consigo, a moto pega novamente - realmente era gasolina no fim!
Toquei os 30km que faltavam até General Roca a 90km/h, chegando lá com litro e meio de gasolina no tanque - a moto caiu dos 19 para os 17 km/l devido ao vento!
De Gal. Roca a Neuquen é perto, mas com muito tráfego de caminhões e nós-cegos... ainda bem que estava de moto, que negocia tráfego muito mais facilmente que de carro.
Depois de Neuquen descobri que o vento que eu tinha experimentado era apenas uma brisinha: até que chegasse nos primeiros morros dos Andes era necessário fazer força prá ficar na posição na moto: andar a 100km/h com sensação de pelo menos 190km/h!
A moto fez 14 km/l nesse trecho, andando entre 90 e 100 km/h (não dava prá andar mais!)
Quando desci pro vale do reservatório da represa de Piedra del Águila melhorou, o vento voltou prá padrões normais.
A estrada contorna um belo lago no qual deságua o Rio Negro, depois sobe o mesmo até o Lgo Nahuel Huapi e Bariloche. Peguei esse trecho entre as 17h30 e as 19h, com o sol se pondo... muito bonito.
Cheguei na hosteria em Bariloche às 19h30, após cerca de 10h30 de estrada e 875km rodados.
Hosteria Guemes, simpática, a umas 6 quadras do Centro Cívico, 100 pesos por noite, com uma paisagem fantástica das suas janelas (está na encosta de um morro com visão pro lago).
Jantei massa, um nhoqui com recheio de mussarela ao molho branco, e vinho.
Desisto de comer massa por aqui (também, quem manda um paulistano querer ficar comendo massa na Argentina?), melhor ficar na carne que eles fazem bem - mas o vinho estava bom (25 pesos por uma garrafa pequena de malbec) e o expresso excelente!
Link das fotos (tudo perto de Bariloche)
Tirando o frio e o vento, pela paisagem eu bem poderia estar no Arizona...
A moto vem fazendo de 19 (tocando a 110km/h) a 21 km/l (tocando a 95km/h)... nessa base, calculava a autonomia dos 24 l do tanque em cerca de 430 km. Qual foi minha surpresa quando com 350km rodados o motor corta! Passados uns 2 ou 3 segundos de "que diabos está acontecendo?", abaixo e brigo prá virar a chave da torneira do tanque prá reserva... quando consigo, a moto pega novamente - realmente era gasolina no fim!
Toquei os 30km que faltavam até General Roca a 90km/h, chegando lá com litro e meio de gasolina no tanque - a moto caiu dos 19 para os 17 km/l devido ao vento!
De Gal. Roca a Neuquen é perto, mas com muito tráfego de caminhões e nós-cegos... ainda bem que estava de moto, que negocia tráfego muito mais facilmente que de carro.
Depois de Neuquen descobri que o vento que eu tinha experimentado era apenas uma brisinha: até que chegasse nos primeiros morros dos Andes era necessário fazer força prá ficar na posição na moto: andar a 100km/h com sensação de pelo menos 190km/h!
A moto fez 14 km/l nesse trecho, andando entre 90 e 100 km/h (não dava prá andar mais!)
Quando desci pro vale do reservatório da represa de Piedra del Águila melhorou, o vento voltou prá padrões normais.
A estrada contorna um belo lago no qual deságua o Rio Negro, depois sobe o mesmo até o Lgo Nahuel Huapi e Bariloche. Peguei esse trecho entre as 17h30 e as 19h, com o sol se pondo... muito bonito.
Cheguei na hosteria em Bariloche às 19h30, após cerca de 10h30 de estrada e 875km rodados.
Hosteria Guemes, simpática, a umas 6 quadras do Centro Cívico, 100 pesos por noite, com uma paisagem fantástica das suas janelas (está na encosta de um morro com visão pro lago).
Jantei massa, um nhoqui com recheio de mussarela ao molho branco, e vinho.
Desisto de comer massa por aqui (também, quem manda um paulistano querer ficar comendo massa na Argentina?), melhor ficar na carne que eles fazem bem - mas o vinho estava bom (25 pesos por uma garrafa pequena de malbec) e o expresso excelente!
Link das fotos (tudo perto de Bariloche)
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Dia 4 (24 de fevereiro): de Rosario (AR) a General Acha (AR)
O hotel acabou saindo mais caro que o combinado... impostos + 60 pesos do estacionamento da moto levou tudo pros 340 pesos - cerca de R$140.
Saí de Rosárrio pelas 9h... tentei encher as garrafas pet com gasolina num posto na saída da cidade, mas eles se recusaram a colocar a gasolina nas garrafas, queriam um galão (que em geral são _bem_ mais fracos que uma garrafa pet...). O jeito vai ser na próxima parada transferir gasolina do tanque para as garrafas e depois ir ao posto completar o tanque (eu trouxe mangueira para combustível que encaixa na torneira do tanque).
Dia razoavelmente longo, 787km em 10 horas, das quais quase 2 horas foram gastos em filas de abastecimento em três ocasiões - uma delas mais de uma hora de espera enquanto eles descarregavam combustível do caminhão tanque - eu tinha gasolina prá mais 250km, mas não sabia se mais prá frente havia combustível, e com aquele abastecimento eu teria autonomia prá chegar em General Acha, assim esperei.
Cheguei em Gal. Acha pelas 19h30, descarreguei, tomei banho e saí prá procurar restaurante ainda com luz.
Amanhã vai ser mais longo ainda, são 850km até Bariloche... se houver mais fila prá abastecer periga de não dar tempo e ter que dormir pelo caminho.
Saí de Rosárrio pelas 9h... tentei encher as garrafas pet com gasolina num posto na saída da cidade, mas eles se recusaram a colocar a gasolina nas garrafas, queriam um galão (que em geral são _bem_ mais fracos que uma garrafa pet...). O jeito vai ser na próxima parada transferir gasolina do tanque para as garrafas e depois ir ao posto completar o tanque (eu trouxe mangueira para combustível que encaixa na torneira do tanque).
Dia razoavelmente longo, 787km em 10 horas, das quais quase 2 horas foram gastos em filas de abastecimento em três ocasiões - uma delas mais de uma hora de espera enquanto eles descarregavam combustível do caminhão tanque - eu tinha gasolina prá mais 250km, mas não sabia se mais prá frente havia combustível, e com aquele abastecimento eu teria autonomia prá chegar em General Acha, assim esperei.
Cheguei em Gal. Acha pelas 19h30, descarreguei, tomei banho e saí prá procurar restaurante ainda com luz.
Amanhã vai ser mais longo ainda, são 850km até Bariloche... se houver mais fila prá abastecer periga de não dar tempo e ter que dormir pelo caminho.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Dia 3 (23 de fevereiro): Uruguiana (RS) a Rosario (AR)
Mudei os planos em função das conversas com o pessoal do motoclube de Uruguaiana durante o churrasco (cordeiro! - eu deveria chamar de assado, pois churrasco prá paulista tem conotaçõe diferentes: picanha,no máximo uma costelinha no bafo).
Entrei direto na Argentina, deixando o Uruguai prá volta.
Trâmites tranquilos na aduana argentina, mas se o hermano da imigração argentina não me avisa eu não tinha dado saída do Brasil na PF: do lado brasileiro da ponte não tem nada, a PF fica no lado argentino, no mesmo conjunto de edifícios da imigração e aduana argentina.
Fui parado pela polícia caminera a uns 50 km do Paso de Los Libres, pedindo uma contribuição... dei R$10, até satisfeito pela abordagem direta ao invés de inventar uma multa, que acabaria me custando muito mais.
Os primeiros postos no caminho tinham fila, acabei abastecendo em Federal, a 240km de Uruguaiana, e depois toquei até Rosario - o total deu 600km rodados em 6 horas e meia, com pouquíssimo tráfego... acho que fiquei rodando atrás de caminhão e carro esperando uma oportunidade de ultrapassar umas três vezes apenas, e isso por querer ser educado e esperar os carros que estavam na minha frente ultrapassarem o caminhão primeiro, ao invés de abrir o acelerador e passar todo mundo de uma vez...
Cheguei em Rosario pelas 15h30... o GPS me levou direto pro hotel no qual tinha reserva - só tive que dar uma voltinha pois a rua do hotel estava interdidata por obras na quadra quie ele queria que eu virassse.
Estou num flat, reservado do Brasil via booking.com por R$120 com café da manhã. Perto dos dois últimos hotéis é um espetáculo: ar condicionado, geladeira, fogão, microondas (não vou usar nada disso, salvo a geladeira!), e, acima de tudo, espaço! (já vi banheiros maiores em barcos do que o do meu quarto no hotel em Uruguaiana).
Neste instante tem tralha espalhada por todo lado!
Descarreguei a moto, tomei um banho e saí prá andar (prometi procurar caminhar pelo menos uma hora por dia durante a viagem - na moto é o dia todo sentado!).
O Parque da Independência fica a três quadras do flat, dei uma boa volta por lá... bonito, mas em vários pontos, decrépito, com muitas estruturas abandonadas... a beleza fica por conta das árvores, de diversas espécies e muitas centenárias pelo tamanho do tronco.
Descobri, do jeito difícl, que por aqui estão uma hora atrás do Brasil (deve ser por não usarem horário de verão, não estamos tão a oeste que justifique outro fuso horário): cheguei prá jantar no restaurante que havia pesquisado na internet (sem almoçar e depois da passar, mais de 3 horas andando prá lá e prá cá...) às 20h e estava tudo fechado... pensei, "é a crise, vai ver que nem existe mais" (não havia nenhum letreiro)... aí lembrei de outro restaurante que eu havia visto durante a caminhada e fui até lá... este estava com luzes acesas e funcionários lá dentro... entrei e fiquei sabendo que abria às 20h (no meu relógio eram 20h30).
Andei mais um pouco e voltei pro restaurante original (italiano, vou deixar prá comer parilla nas cidades em que essa é a única opção).
Ravioli com molho branco com nozes (eu ia pedir ao pesto, mas quando vi molho branco com nozes no cardápio lembrei do ravioli de Morro Bay na Califórnia - o melhor ravioli que já provei - e mudei de idéia... devia ter ficado com o pesto, o molho branco estava super ralo) e uma garrafa pequena de malbec por 100 pesos (pouco menos de R$40).
A Cagiva completou 3000km desde a última troca de óleo, consumiu 850ml nos 2150km de viagem até agora. Vou deixar prá trocar em Bariloche, até lá vou completando.
Amanhã é um dia um pouco mais longo, 750km, e não vou conseguir sair bem cedo - o café da manhã é a partir das 7h30, e a moto fica longe na hora do vai-e-vém prá montar a bagagem... mas, sendo Argentina, chegar às 19h na cidade prá se estabelecer e sair prá jantar às 21h não é problema.
Link das (poucas) fotos!
Entrei direto na Argentina, deixando o Uruguai prá volta.
Trâmites tranquilos na aduana argentina, mas se o hermano da imigração argentina não me avisa eu não tinha dado saída do Brasil na PF: do lado brasileiro da ponte não tem nada, a PF fica no lado argentino, no mesmo conjunto de edifícios da imigração e aduana argentina.
Fui parado pela polícia caminera a uns 50 km do Paso de Los Libres, pedindo uma contribuição... dei R$10, até satisfeito pela abordagem direta ao invés de inventar uma multa, que acabaria me custando muito mais.
Os primeiros postos no caminho tinham fila, acabei abastecendo em Federal, a 240km de Uruguaiana, e depois toquei até Rosario - o total deu 600km rodados em 6 horas e meia, com pouquíssimo tráfego... acho que fiquei rodando atrás de caminhão e carro esperando uma oportunidade de ultrapassar umas três vezes apenas, e isso por querer ser educado e esperar os carros que estavam na minha frente ultrapassarem o caminhão primeiro, ao invés de abrir o acelerador e passar todo mundo de uma vez...
Cheguei em Rosario pelas 15h30... o GPS me levou direto pro hotel no qual tinha reserva - só tive que dar uma voltinha pois a rua do hotel estava interdidata por obras na quadra quie ele queria que eu virassse.
Estou num flat, reservado do Brasil via booking.com por R$120 com café da manhã. Perto dos dois últimos hotéis é um espetáculo: ar condicionado, geladeira, fogão, microondas (não vou usar nada disso, salvo a geladeira!), e, acima de tudo, espaço! (já vi banheiros maiores em barcos do que o do meu quarto no hotel em Uruguaiana).
Neste instante tem tralha espalhada por todo lado!
Descarreguei a moto, tomei um banho e saí prá andar (prometi procurar caminhar pelo menos uma hora por dia durante a viagem - na moto é o dia todo sentado!).
O Parque da Independência fica a três quadras do flat, dei uma boa volta por lá... bonito, mas em vários pontos, decrépito, com muitas estruturas abandonadas... a beleza fica por conta das árvores, de diversas espécies e muitas centenárias pelo tamanho do tronco.
Descobri, do jeito difícl, que por aqui estão uma hora atrás do Brasil (deve ser por não usarem horário de verão, não estamos tão a oeste que justifique outro fuso horário): cheguei prá jantar no restaurante que havia pesquisado na internet (sem almoçar e depois da passar, mais de 3 horas andando prá lá e prá cá...) às 20h e estava tudo fechado... pensei, "é a crise, vai ver que nem existe mais" (não havia nenhum letreiro)... aí lembrei de outro restaurante que eu havia visto durante a caminhada e fui até lá... este estava com luzes acesas e funcionários lá dentro... entrei e fiquei sabendo que abria às 20h (no meu relógio eram 20h30).
Andei mais um pouco e voltei pro restaurante original (italiano, vou deixar prá comer parilla nas cidades em que essa é a única opção).
Ravioli com molho branco com nozes (eu ia pedir ao pesto, mas quando vi molho branco com nozes no cardápio lembrei do ravioli de Morro Bay na Califórnia - o melhor ravioli que já provei - e mudei de idéia... devia ter ficado com o pesto, o molho branco estava super ralo) e uma garrafa pequena de malbec por 100 pesos (pouco menos de R$40).
A Cagiva completou 3000km desde a última troca de óleo, consumiu 850ml nos 2150km de viagem até agora. Vou deixar prá trocar em Bariloche, até lá vou completando.
Amanhã é um dia um pouco mais longo, 750km, e não vou conseguir sair bem cedo - o café da manhã é a partir das 7h30, e a moto fica longe na hora do vai-e-vém prá montar a bagagem... mas, sendo Argentina, chegar às 19h na cidade prá se estabelecer e sair prá jantar às 21h não é problema.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Dia 2 (22 de fevereiro): de Erechim (RS) a Uruguaiana (RS)
Hoje foram 652 km em 7 horas - saí de Erechim às 8h15 e cheguei em Uruguaiana às 15h15.
Apenas uns 50km de garoa, mas andei metade do dia de calça da capa de chuva, jaqueta com as entradas de ar bem fechadas (creio que ontem molhou por eu não ter fechado direito os flaps das entradas de ar) e luva impermeável - só tirei tudo isso lá pelo meio-dia, quando diminuíram as nuvens escuras e o calor aumentou.
Depois que entrei no território das missões a estrada passou a ser retões quase sem tráfego e deu prá aumentar um pouco a velocidade... até ali, com curvas no asfalto molhado (eu estou usando o Mitas E-07, que é ótimo na terra mas escorrega no asfalto molhado) e tráfego de caminhões prá ultrapassar, ficava em no máximo 110km/h, o que dava uma média nos 80km/h.
Chegando em Uruguaiana coloco o endereço do despachante no GPS (preciso tirar a carta verde) e vou passeando quando num farol uma caminhonete pára do meu lado e pede prá eu encostar que o cara quer falar comigo.
Aposento o lado paulistano, que vê armação em tudo, e paro prá ver o que era...
O cara faz parte do moto clube local, me viu numa moto cheia de bagagem com ar de perdido e me parou prá perguntar se eu precisava de algo...
Ser motociclista é como ter família por toda parte!
Moral da estória: me levou até um hotel, depois me pôs no carro prá me levar até o presidente do motoclube (chegando lá descobrimos que ele está viajando), me convidou prum churrasco na sede do motoclube agora a noite (eles tem um churrasco toda quarta-feira), depois me levou até o despachante prá fazer a carta verde (por sinal, o mesmo que eu tinha o endereço - errado! - anotado)
Valeu, Bruno!
De volta pro hotel, tomei um banho e saí prá andar. Acabei comendo um lanche num café na praça da cidade, um lugar muito agradável.
Na volta já dei um trato na moto (completar óleo do motor e lubrificar a corrente), o que costumo fazer pela manhã antes do café da manhã.
Hora de ir pro currasco!
Apenas uns 50km de garoa, mas andei metade do dia de calça da capa de chuva, jaqueta com as entradas de ar bem fechadas (creio que ontem molhou por eu não ter fechado direito os flaps das entradas de ar) e luva impermeável - só tirei tudo isso lá pelo meio-dia, quando diminuíram as nuvens escuras e o calor aumentou.
Depois que entrei no território das missões a estrada passou a ser retões quase sem tráfego e deu prá aumentar um pouco a velocidade... até ali, com curvas no asfalto molhado (eu estou usando o Mitas E-07, que é ótimo na terra mas escorrega no asfalto molhado) e tráfego de caminhões prá ultrapassar, ficava em no máximo 110km/h, o que dava uma média nos 80km/h.
Chegando em Uruguaiana coloco o endereço do despachante no GPS (preciso tirar a carta verde) e vou passeando quando num farol uma caminhonete pára do meu lado e pede prá eu encostar que o cara quer falar comigo.
Aposento o lado paulistano, que vê armação em tudo, e paro prá ver o que era...
O cara faz parte do moto clube local, me viu numa moto cheia de bagagem com ar de perdido e me parou prá perguntar se eu precisava de algo...
Ser motociclista é como ter família por toda parte!
Moral da estória: me levou até um hotel, depois me pôs no carro prá me levar até o presidente do motoclube (chegando lá descobrimos que ele está viajando), me convidou prum churrasco na sede do motoclube agora a noite (eles tem um churrasco toda quarta-feira), depois me levou até o despachante prá fazer a carta verde (por sinal, o mesmo que eu tinha o endereço - errado! - anotado)
Valeu, Bruno!
De volta pro hotel, tomei um banho e saí prá andar. Acabei comendo um lanche num café na praça da cidade, um lugar muito agradável.
Na volta já dei um trato na moto (completar óleo do motor e lubrificar a corrente), o que costumo fazer pela manhã antes do café da manhã.
Hora de ir pro currasco!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Dia 1 (21 de fevereiro): de Sampa a Erechim (RS)
Dia de quilometragem!
Foram 887km em 12 horas de estrada - saí de casa às 7h15 e cheguei em Erechim às 19h15.
Muita chuva pelo caminho - pelo menos 4 chuveiros, um deles uma verdadeira tempestade!
A boa notícia é que o capacete (um Nolan N90) é excelente! É o primeiro capacete que tenho que eu posso fechar a viseira na chuva sem embaçar! Nota 10!
A má notícia é que a jaqueta e botas que comprei nos EUA prá travessia LA-Atlanta não são mais à prova d'água - a partir de amanhã vou ficar de olho em lojas de motos e ver se compro uma capa de chuva (eu confiei que a jaqueta era à prova d'água e só trouxe a calça da minha capa)
A bota encharcou mesmo, já a jaqueta deixou tudo úmido (camiseta e tudo que estava nos bolsos da jaqueta).
Os pedágios da Regis cobram de moto, uma merreca (R$0,90) mas cobram, obrigando a gente a parar, tirar luva, tirar a carteira da jaqueta, pagar, guardar o troco, guardar a carteira, re-colocar as luvas - ufa! Só fica um pouco pior com chuva!
De Curitiba peguei a rodovia do Xisto (BR-153). O trecho Araucária-Lapa é pedagiado, um roubo de R$4,20 prá moto!
De Curitiba prá frente bateu uma dor de cabeça forte... comi barras de cereais, tomei paracetemol, aliviou um pouco mas não passou... chegeui a nausear algumas horas. Acho que era desidratação, bebi pouca água durante o dia e urinei bastante (é a chuva...).
Agora, depois do jantar, estou legal.
Gostei do pouco que vi de Erechim... ruas largas, mesmo as residenciais... o dobro da largura das ruas e avenidas em Sampa.
Bom, fico por aqui, com o barulho de chuva no telhado...
Foram 887km em 12 horas de estrada - saí de casa às 7h15 e cheguei em Erechim às 19h15.
Muita chuva pelo caminho - pelo menos 4 chuveiros, um deles uma verdadeira tempestade!
A boa notícia é que o capacete (um Nolan N90) é excelente! É o primeiro capacete que tenho que eu posso fechar a viseira na chuva sem embaçar! Nota 10!
A má notícia é que a jaqueta e botas que comprei nos EUA prá travessia LA-Atlanta não são mais à prova d'água - a partir de amanhã vou ficar de olho em lojas de motos e ver se compro uma capa de chuva (eu confiei que a jaqueta era à prova d'água e só trouxe a calça da minha capa)
A bota encharcou mesmo, já a jaqueta deixou tudo úmido (camiseta e tudo que estava nos bolsos da jaqueta).
Os pedágios da Regis cobram de moto, uma merreca (R$0,90) mas cobram, obrigando a gente a parar, tirar luva, tirar a carteira da jaqueta, pagar, guardar o troco, guardar a carteira, re-colocar as luvas - ufa! Só fica um pouco pior com chuva!
De Curitiba peguei a rodovia do Xisto (BR-153). O trecho Araucária-Lapa é pedagiado, um roubo de R$4,20 prá moto!
De Curitiba prá frente bateu uma dor de cabeça forte... comi barras de cereais, tomei paracetemol, aliviou um pouco mas não passou... chegeui a nausear algumas horas. Acho que era desidratação, bebi pouca água durante o dia e urinei bastante (é a chuva...).
Agora, depois do jantar, estou legal.
Gostei do pouco que vi de Erechim... ruas largas, mesmo as residenciais... o dobro da largura das ruas e avenidas em Sampa.
Bom, fico por aqui, com o barulho de chuva no telhado...
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Adiando a saída
Pois é, a carta verde (seguro de danos a terceiros obrigatório para trafegar pelo Mercosul), que deveria ter chego ontem, ainda não chegou.
Isso me obriga a adiar a saída em dois dias, prá terça-feira... se ela chegar na segunda-feira, ótimo, senão saio assim mesmo e faço uma em Uruguaiana na quarta no final do dia ou na quinta pela manhã.
Faz parte...
Isso me obriga a adiar a saída em dois dias, prá terça-feira... se ela chegar na segunda-feira, ótimo, senão saio assim mesmo e faço uma em Uruguaiana na quarta no final do dia ou na quinta pela manhã.
Faz parte...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Planejando
E aqui vamos nós prá estrada novamente!
Desta vez o objetivo é Bariloche, passando pelo Uruguai e voltando pela Região dos Lagos no Chile.
Já estive nessa região da Argentina e do Chile há cerca de 20 anos, como montanhista - fui de avião, e uma vez lá o negócio era cargueira nas costas e pé na trilha.
Algo que tenho vontade de fazer de novo, mas que não combina com viagem de moto. Nos próximos anos voltarei lá de avião, alugarei um carro, e irei aos parques que me interessam, o que não fiz há 20 anos, quando fui apenas aos locais com transporte público.
Esta viagem no entanto é puramente motociclística...
Racionalmente, não vale a pena ir até lá de moto: fazendo as contas na ponta do lápis, é mais econômico ir de avião e alugar a moto por lá, ainda mais quando se adiciona o custo de manutenção da moto nas contas... só a revisão pré-viagem saiu quase R$2000... mais uns R$2000 de hospedagem e comida nos 10 dias de translado... dá prá alugar um GS1200 por 10 dias por lá e sobra um troco!
Mas ir de moto me permite conhecer alguns lugares no caminho... nesta viagem passo pelo Uruguai, onde nunca estive, e por províncias da Argentina que me são desconhecidas também.
Como de praxe, criei um mapa no Google Maps com o roteiro planejado - reparem que o mapa tem duas páginas, aprimeira com a ida e a segunda ocm a volta!
Na medida em que encontre lan houses pelo caminho (não estou levando netbook prá diminuir a bagagem), pretendo manter este blog atualizado durante a viagem. Se a conexão da lan house for boa eu subo fotos pro flickr e coloco o link no final da postagem de cada dia.
Té+
Desta vez o objetivo é Bariloche, passando pelo Uruguai e voltando pela Região dos Lagos no Chile.
Já estive nessa região da Argentina e do Chile há cerca de 20 anos, como montanhista - fui de avião, e uma vez lá o negócio era cargueira nas costas e pé na trilha.
Algo que tenho vontade de fazer de novo, mas que não combina com viagem de moto. Nos próximos anos voltarei lá de avião, alugarei um carro, e irei aos parques que me interessam, o que não fiz há 20 anos, quando fui apenas aos locais com transporte público.
Esta viagem no entanto é puramente motociclística...
Racionalmente, não vale a pena ir até lá de moto: fazendo as contas na ponta do lápis, é mais econômico ir de avião e alugar a moto por lá, ainda mais quando se adiciona o custo de manutenção da moto nas contas... só a revisão pré-viagem saiu quase R$2000... mais uns R$2000 de hospedagem e comida nos 10 dias de translado... dá prá alugar um GS1200 por 10 dias por lá e sobra um troco!
Mas ir de moto me permite conhecer alguns lugares no caminho... nesta viagem passo pelo Uruguai, onde nunca estive, e por províncias da Argentina que me são desconhecidas também.
Como de praxe, criei um mapa no Google Maps com o roteiro planejado - reparem que o mapa tem duas páginas, aprimeira com a ida e a segunda ocm a volta!
Na medida em que encontre lan houses pelo caminho (não estou levando netbook prá diminuir a bagagem), pretendo manter este blog atualizado durante a viagem. Se a conexão da lan house for boa eu subo fotos pro flickr e coloco o link no final da postagem de cada dia.
Té+
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