quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Dia 3 (23 de fevereiro): Uruguiana (RS) a Rosario (AR)

Mudei os planos em função das conversas com o pessoal do motoclube de Uruguaiana durante o churrasco (cordeiro! - eu deveria chamar de assado, pois churrasco prá paulista tem conotaçõe diferentes: picanha,no máximo uma costelinha no bafo).

Entrei direto na Argentina, deixando o Uruguai prá volta.

Trâmites tranquilos na aduana argentina, mas se o hermano da imigração argentina não me avisa eu não tinha dado saída do Brasil na PF: do lado brasileiro da ponte não tem nada, a PF fica no lado argentino, no mesmo conjunto de edifícios da imigração e aduana argentina.

Fui parado pela polícia caminera a uns 50 km do Paso de Los Libres, pedindo uma contribuição... dei R$10, até satisfeito pela abordagem direta ao invés de inventar uma multa, que acabaria me custando muito mais.

Os primeiros postos no caminho tinham fila, acabei abastecendo em Federal, a 240km de Uruguaiana, e depois toquei até Rosario - o total deu 600km rodados em 6 horas e meia, com pouquíssimo tráfego... acho que fiquei rodando atrás de caminhão e carro esperando uma oportunidade de ultrapassar umas três vezes apenas, e isso por querer ser educado e esperar os carros que estavam na minha frente ultrapassarem o caminhão primeiro, ao invés de abrir o acelerador e passar todo mundo de uma vez...

Cheguei em Rosario pelas 15h30... o GPS me levou direto pro hotel no qual tinha reserva - só tive que dar uma voltinha pois a rua do hotel estava interdidata por obras na quadra quie ele queria que eu virassse.

Estou num flat, reservado do Brasil via booking.com por R$120 com café da manhã. Perto dos dois últimos hotéis é um espetáculo: ar condicionado, geladeira, fogão, microondas (não vou usar nada disso, salvo a geladeira!), e, acima de tudo, espaço! (já vi banheiros maiores em barcos do que o do meu quarto no hotel em Uruguaiana).

Neste instante tem tralha espalhada por todo lado!

Descarreguei a moto, tomei um banho e saí prá andar (prometi procurar caminhar pelo menos uma hora por dia durante a viagem - na moto é o dia todo sentado!).

O Parque da Independência fica a três quadras do flat, dei uma boa volta por lá... bonito, mas em vários pontos, decrépito, com muitas estruturas abandonadas... a beleza fica por conta das árvores, de diversas espécies e muitas centenárias pelo tamanho do tronco.

Descobri, do jeito difícl, que por aqui estão uma hora atrás do Brasil (deve ser por não usarem horário de verão, não estamos tão a oeste que justifique outro fuso horário): cheguei prá jantar no restaurante que havia pesquisado na internet (sem almoçar e depois da passar, mais de 3 horas andando prá lá e prá cá...) às 20h e estava tudo fechado... pensei, "é a crise, vai ver que nem existe mais" (não havia nenhum letreiro)... aí lembrei de outro restaurante que eu havia visto durante a caminhada e fui até lá... este estava com luzes acesas e funcionários lá dentro... entrei e fiquei sabendo que abria às 20h (no meu relógio eram 20h30).

Andei mais um pouco e voltei pro restaurante original (italiano, vou deixar prá comer parilla nas cidades em que essa é a única opção).

Ravioli com molho branco com nozes (eu ia pedir ao pesto, mas quando vi molho branco com nozes no cardápio lembrei do ravioli de Morro Bay na Califórnia - o melhor ravioli que já provei - e mudei de idéia... devia ter ficado com o pesto, o molho branco estava super ralo) e uma garrafa pequena de malbec por 100 pesos (pouco menos de R$40).

A Cagiva completou 3000km desde a última troca de óleo, consumiu 850ml nos 2150km de viagem até agora. Vou deixar prá trocar em Bariloche, até lá vou completando.

Amanhã é um dia um pouco mais longo, 750km, e não vou conseguir sair bem cedo - o café da manhã é a partir das 7h30, e a moto fica longe na hora do vai-e-vém prá montar a bagagem... mas, sendo Argentina, chegar às 19h na cidade prá se estabelecer e sair prá jantar às 21h não é problema.

Link das (poucas) fotos!

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