Antes do café da manhã tirei gasolina do tanque prá encher as garrafas pet.
Durante a noite choveu bastante... uns 20km depois que saí de Gal. Acha tive que parar prá colocar a calça da capa de chuva e trocar de luvas - daí prá frente foram uns 100km de chuvisco intermitente.
Quando a chuva parou estava com tanto frio que parei prá colocar o forro da jaqueta.
50km depois que saí de Gal. Acha peguei uma estrada pro sul que é um verdadeiro deserto - o google maps mostrava apenas dois vilarejos em 254 km. Mas era o caminho mais rápido, e com 12 litros de gasolina de reserva sobre o bauleto dava prá arriscar.
Nesses dois vilarejos tinha posto de gasolina, mas sem bandeira... como tinha bastante reserva passei batido.
Nesse trecho recebi as tradicionais boas-vindas à Patagônia pelo seu mais famoso arauto: o vento!
De repente percebo que estou tendo que fazer força prá manter o capacete no lugar, com repetidos "bofetões" na diagonal, como se tivesse cruzado com um caminhão... o tradicional "ventinho" patagônico!
Tirando o frio e o vento, pela paisagem eu bem poderia estar no Arizona...
A moto vem fazendo de 19 (tocando a 110km/h) a 21 km/l (tocando a 95km/h)... nessa base, calculava a autonomia dos 24 l do tanque em cerca de 430 km. Qual foi minha surpresa quando com 350km rodados o motor corta! Passados uns 2 ou 3 segundos de "que diabos está acontecendo?", abaixo e brigo prá virar a chave da torneira do tanque prá reserva... quando consigo, a moto pega novamente - realmente era gasolina no fim!
Toquei os 30km que faltavam até General Roca a 90km/h, chegando lá com litro e meio de gasolina no tanque - a moto caiu dos 19 para os 17 km/l devido ao vento!
De Gal. Roca a Neuquen é perto, mas com muito tráfego de caminhões e nós-cegos... ainda bem que estava de moto, que negocia tráfego muito mais facilmente que de carro.
Depois de Neuquen descobri que o vento que eu tinha experimentado era apenas uma brisinha: até que chegasse nos primeiros morros dos Andes era necessário fazer força prá ficar na posição na moto: andar a 100km/h com sensação de pelo menos 190km/h!
A moto fez 14 km/l nesse trecho, andando entre 90 e 100 km/h (não dava prá andar mais!)
Quando desci pro vale do reservatório da represa de Piedra del Águila melhorou, o vento voltou prá padrões normais.
A estrada contorna um belo lago no qual deságua o Rio Negro, depois sobe o mesmo até o Lgo Nahuel Huapi e Bariloche. Peguei esse trecho entre as 17h30 e as 19h, com o sol se pondo... muito bonito.
Cheguei na hosteria em Bariloche às 19h30, após cerca de 10h30 de estrada e 875km rodados.
Hosteria Guemes, simpática, a umas 6 quadras do Centro Cívico, 100 pesos por noite, com uma paisagem fantástica das suas janelas (está na encosta de um morro com visão pro lago).
Jantei massa, um nhoqui com recheio de mussarela ao molho branco, e vinho.
Desisto de comer massa por aqui (também, quem manda um paulistano querer ficar comendo massa na Argentina?), melhor ficar na carne que eles fazem bem - mas o vinho estava bom (25 pesos por uma garrafa pequena de malbec) e o expresso excelente!
Link das fotos (tudo perto de Bariloche)
Tirando o frio e o vento, pela paisagem eu bem poderia estar no Arizona...
A moto vem fazendo de 19 (tocando a 110km/h) a 21 km/l (tocando a 95km/h)... nessa base, calculava a autonomia dos 24 l do tanque em cerca de 430 km. Qual foi minha surpresa quando com 350km rodados o motor corta! Passados uns 2 ou 3 segundos de "que diabos está acontecendo?", abaixo e brigo prá virar a chave da torneira do tanque prá reserva... quando consigo, a moto pega novamente - realmente era gasolina no fim!
Toquei os 30km que faltavam até General Roca a 90km/h, chegando lá com litro e meio de gasolina no tanque - a moto caiu dos 19 para os 17 km/l devido ao vento!
De Gal. Roca a Neuquen é perto, mas com muito tráfego de caminhões e nós-cegos... ainda bem que estava de moto, que negocia tráfego muito mais facilmente que de carro.
Depois de Neuquen descobri que o vento que eu tinha experimentado era apenas uma brisinha: até que chegasse nos primeiros morros dos Andes era necessário fazer força prá ficar na posição na moto: andar a 100km/h com sensação de pelo menos 190km/h!
A moto fez 14 km/l nesse trecho, andando entre 90 e 100 km/h (não dava prá andar mais!)
Quando desci pro vale do reservatório da represa de Piedra del Águila melhorou, o vento voltou prá padrões normais.
A estrada contorna um belo lago no qual deságua o Rio Negro, depois sobe o mesmo até o Lgo Nahuel Huapi e Bariloche. Peguei esse trecho entre as 17h30 e as 19h, com o sol se pondo... muito bonito.
Cheguei na hosteria em Bariloche às 19h30, após cerca de 10h30 de estrada e 875km rodados.
Hosteria Guemes, simpática, a umas 6 quadras do Centro Cívico, 100 pesos por noite, com uma paisagem fantástica das suas janelas (está na encosta de um morro com visão pro lago).
Jantei massa, um nhoqui com recheio de mussarela ao molho branco, e vinho.
Desisto de comer massa por aqui (também, quem manda um paulistano querer ficar comendo massa na Argentina?), melhor ficar na carne que eles fazem bem - mas o vinho estava bom (25 pesos por uma garrafa pequena de malbec) e o expresso excelente!
Link das fotos (tudo perto de Bariloche)
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