Foram 6540km em 16 dias, numa média de 726 km por dia de estrada... na verdade o dia mais longo foi de 1105km (houve três dias com mais de 1000km), enquanto o dia de estrada mais curto foi de cerca de 450 km.
Gastei 470 litros de gasolina, numa média de 13,95 km/l. Essa gasolina custou R$1330, dando um custo médio de R$2,83 por litro e R$0,20 por km. Gastei R$78 com pedágios (no Paraná apenas... em São Paulo, Argentina e Paraguai motos são isentas).
A hospedagem custou R$945 por 12 noites, numa média de R$79 por noite por pessoa em quarto triplo.
A hospedagem e alimentação durante a excursão prá Uyuni estava inclusa no pacote, que custou US$220 por pessoa, mais R$72 de entradas de parques.
Alimentação custou R$911, ou R$76 por dia (a excursão prá Uyuni à parte...).
De pacotes de passeios e entradas de parque, etc, gastei R$940, levando o total da viagem para R$4200.
A gasolina na Argentina custou em média 9,547 pesos por litro. Ao câmbio oficial (6 pesos/dolar) isso dá USD 1,591 por litro, no blue (o paralelo deles) isso dá USD 1,061 por litro - a R$ 2,40 por dolar no nosso câmbio turismo isso dá R$ 3,819 por litro no oficial e R$ 2,546 no blue. A diferença é brutal, e vale a pena gastar tempo procurando um cambista na primeira cidade maior pelo caminho - deveríamos ter feito isso logo em Puerto Iguazú... fizemos isso só em Corrientes, mas mesmo assim trocamos só metade dos dolares que deveríamos ter trocado e no final pagamos hospedagem em Formosa pelo câmbio oficial (mais o nosso IOF... foi no cartão de crédito, a pior escolha na Argentina).
No Chile a gasolina de 93 octanas (RON se não me falha a memória) custou cerca de 820 pesos por litro, o equivalente a USD 1,577 por litro (R$ 3,785 por litro). mas se eu tivesse feito o câmbio direto de reais prá pesos chilenos, ao invés de comprar dolares, sairia R$ 3,727 por litro... isso devido à conversão de reais prá dolares pelo câmbio turismo aqui no Brasil, que levou a um câmbio de 216,667 pesos chilenos por real, enquanto em San Pedro de Atacama as casas de câmbio pagavam 220 pesos chilenos por real. Vale a pena levar reais e trocar lá.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Dia 16 (12 de dezembro): Foz do Iguaçu a Sampa
O Jaime e o Edílson devem ter esquecido de colocar um despertador prás 4h, pois acabaram acordando e levantando pelas 6h.
Levantei por último, enquanto eles arrumavam as coisas, e desci pro café da manhã depois deles descerem prá colocar a bagagem nas motos.
Eles devem ter saído pelas 7h30, eu fui sair lá pelas 9h30, após fechar a conta do hotel (R$540 prá três pessoas por duas noites com a despesa do frigobar).
Estou rodando por Foz de Iguaçu em direção à estrada quando um cara num carro faz sinal prá encostar, apontando prá traseira da moto... eu pensei que havia algo errado com a bagagem e encostei, mas não era nada disso, era um cagiveiro de Foz, o Papito... ficamos bem uma meia-hora batendo papo, depois segui viagem.
Tava tudo indo tranquilamente até perto de Guarapuava, quando vi uma baita chuva no horizonte e o mapa da estrada no GPS dizia que eu ia em direção a ela... como a esperança é a última que morre, continuei, com a esperança de passar apenas pela borda da chuva... dito e feito, mas mesmo assim foi o suficiente prá me ensopar todo, e o pior, a moto perdeu potência por um pequeno trecho, recuperou, mas uns 10 km depois perdeu novamente e não recuperou mais: dava prá fazer uns 60 km/h no plano, mas na subida caía pruns 30 km/h! Isso eram 15h30 e faltavam quase 600km prá Sampa.
Abasteci uns 30km depois disso (média de 16,22 km/l) e a moto passou a recuperar um pouco, dava prá chegar em 5.000 rpm e manter uns 90 a 100 km/h no plano e uns 60 km/h na subida, mas perto de Castro ela pediu reserva com 159 km rodados... abasteci e deu uma média de 7,74 km/l!
Resolvi ir na manha, rodando até uns 60km/h e 3.000 rpm, e parar quando ficasse cansado demais - já não contava de chegar em Sampa hoje. Antes de sair do posto fui olhar as velas... a traseira ficava pouco acessível sob a lateral do tanque e eu fiquei com medo de tirar o cachimbo e não conseguir colocar de novo (aí teria que tirar toda a bagagem, o banco e o tanque de combustível, coisa que eu não queria fazer se pudesse evitar), mas a dianteira estava fácil... tirei o cachimbo dianteiro, dei a partida e o motor não pegou - o cilindro traseiro não funcionava.
Como eu não queria mexer na vela traseira, fui olhar os CDIs (eu não sabia qual era de cada cilindro)... soltei o CDI da frente e um dos conectores do mesmo se soltou, tentei ligar a moto e nada - esse era o CDI do cilindro traseiro. Tentei soltar o CDI de trás (o do cilindro dianteiro), pensando em trocá-los e ver se o problema era CDI (eu tinha CDIs de reserva na bagagem), mas não consegui soltar os conectores do CDI de trás, minha mão não entrava o suficiente no espaço entre a carenagem e o tanque - como a moto rodava, resolvi seguir assim mesmo, com uma e450 ao invés de uma e900.
Fui de cidade em cidade (Itararé, Itapeva, Capão Bonito, Itapetininga, Tatuí, Boituva), parando a cada 2h, cerca de 120km, com a moto fazendo cerca de 10 km/l, e cheguei em casa pelas 4h30 do da sexta-feira 13 de dezembro - foram 19 horas de estrada, 13 delas prá percorrer os últimos 600km.
Dormi algumas horas, descarreguei e fui de e450 até o Hall prá ver o que havia acontecido. Ele tirou fora o tanque, olhou as velas, viu que não havia faísca na vela traseira, trocou os CDIs de posição e voilá, faísca no cilindro traseiro (isso era o que eu queria ter feito na estrada mas não quis desmontar tudo).
Ele me mostrou que dava prá tirar a vela do cilindro traseiro sem tirar o tanque (o vão era suficiente), e que se soltasse os parafusos da carenagem esquerda dava prá puxá-la um pouco prá fora e ter espaço prá mexer no CDI.
Mais ainda, se eu tivesse tirado a vela do cilindro traseiro o cilindro dianteiro não teria que trabalhar prá comprimir mistura que não seria queimada no cilindro traseiro, e nem haveria vácuo no ciclo de admissão prá criar venturi no carburador - a moto provavelmente teria rodado pelos 16 km/l mesmo monocilindríca!
Vivendo e aprendendo!
Levantei por último, enquanto eles arrumavam as coisas, e desci pro café da manhã depois deles descerem prá colocar a bagagem nas motos.
Eles devem ter saído pelas 7h30, eu fui sair lá pelas 9h30, após fechar a conta do hotel (R$540 prá três pessoas por duas noites com a despesa do frigobar).
Estou rodando por Foz de Iguaçu em direção à estrada quando um cara num carro faz sinal prá encostar, apontando prá traseira da moto... eu pensei que havia algo errado com a bagagem e encostei, mas não era nada disso, era um cagiveiro de Foz, o Papito... ficamos bem uma meia-hora batendo papo, depois segui viagem.
Tava tudo indo tranquilamente até perto de Guarapuava, quando vi uma baita chuva no horizonte e o mapa da estrada no GPS dizia que eu ia em direção a ela... como a esperança é a última que morre, continuei, com a esperança de passar apenas pela borda da chuva... dito e feito, mas mesmo assim foi o suficiente prá me ensopar todo, e o pior, a moto perdeu potência por um pequeno trecho, recuperou, mas uns 10 km depois perdeu novamente e não recuperou mais: dava prá fazer uns 60 km/h no plano, mas na subida caía pruns 30 km/h! Isso eram 15h30 e faltavam quase 600km prá Sampa.
Abasteci uns 30km depois disso (média de 16,22 km/l) e a moto passou a recuperar um pouco, dava prá chegar em 5.000 rpm e manter uns 90 a 100 km/h no plano e uns 60 km/h na subida, mas perto de Castro ela pediu reserva com 159 km rodados... abasteci e deu uma média de 7,74 km/l!
Resolvi ir na manha, rodando até uns 60km/h e 3.000 rpm, e parar quando ficasse cansado demais - já não contava de chegar em Sampa hoje. Antes de sair do posto fui olhar as velas... a traseira ficava pouco acessível sob a lateral do tanque e eu fiquei com medo de tirar o cachimbo e não conseguir colocar de novo (aí teria que tirar toda a bagagem, o banco e o tanque de combustível, coisa que eu não queria fazer se pudesse evitar), mas a dianteira estava fácil... tirei o cachimbo dianteiro, dei a partida e o motor não pegou - o cilindro traseiro não funcionava.
Como eu não queria mexer na vela traseira, fui olhar os CDIs (eu não sabia qual era de cada cilindro)... soltei o CDI da frente e um dos conectores do mesmo se soltou, tentei ligar a moto e nada - esse era o CDI do cilindro traseiro. Tentei soltar o CDI de trás (o do cilindro dianteiro), pensando em trocá-los e ver se o problema era CDI (eu tinha CDIs de reserva na bagagem), mas não consegui soltar os conectores do CDI de trás, minha mão não entrava o suficiente no espaço entre a carenagem e o tanque - como a moto rodava, resolvi seguir assim mesmo, com uma e450 ao invés de uma e900.
Fui de cidade em cidade (Itararé, Itapeva, Capão Bonito, Itapetininga, Tatuí, Boituva), parando a cada 2h, cerca de 120km, com a moto fazendo cerca de 10 km/l, e cheguei em casa pelas 4h30 do da sexta-feira 13 de dezembro - foram 19 horas de estrada, 13 delas prá percorrer os últimos 600km.
Dormi algumas horas, descarreguei e fui de e450 até o Hall prá ver o que havia acontecido. Ele tirou fora o tanque, olhou as velas, viu que não havia faísca na vela traseira, trocou os CDIs de posição e voilá, faísca no cilindro traseiro (isso era o que eu queria ter feito na estrada mas não quis desmontar tudo).
Ele me mostrou que dava prá tirar a vela do cilindro traseiro sem tirar o tanque (o vão era suficiente), e que se soltasse os parafusos da carenagem esquerda dava prá puxá-la um pouco prá fora e ter espaço prá mexer no CDI.
Mais ainda, se eu tivesse tirado a vela do cilindro traseiro o cilindro dianteiro não teria que trabalhar prá comprimir mistura que não seria queimada no cilindro traseiro, e nem haveria vácuo no ciclo de admissão prá criar venturi no carburador - a moto provavelmente teria rodado pelos 16 km/l mesmo monocilindríca!
Vivendo e aprendendo!
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Dia 15 (11 de dezembro): Foz do Iguaçu
Dia de descanso prá ver as cataratas.
Após o café-da-manhã perguntamos prá concierge o esquema do passeio no lado argentino. Ficamos sabendo que prá ir com a van deles já era tarde (ela tinha saído às 8h), que tomava o dia inteiro e que se quiséssemos fazer o passeio de barco na base das cachoeiras deveríamos procurá-lo assim que chegássemos.
O Edílson resolveu dar uma pulo no Paraguai prá muambar (ele queria um Garmin específico prá moto) e nos encontrar em Puerto Iguazu mais tarde pro jantar, assim fomos eu e o Jaime prás cataratas no lado argentino.
Parei prá abstecer no caminho... na travessia do Paraguai, rodando a menos de 100 km/h, o Cagivão fez 17,3 km/l.
Chegando no parque das cataratas a entrada e o estacionamento (115 pesos e 20 pesos) acabaram com meus últimos pesos argentinos. Há um guichê de câmbio, mas o mínimo que eles trocam é US$100.
Há 3 circuitos a pé: o inferior (na base das cachoeiras), o superior (no topo) e o da Garganta del Diablo. Para chegar no início dos dois primeiros se pega um trenzinho por uns 5 minutos até uma estação intermediária, e pro incío da trilha prá Garganta del Diablo se pega outro trenzinho a partir dessa estação intermediária por uns 15 minnutos (é longe).
O embarcadoro pro passeio de barco fica no meio do circuito inferior.
Num quiosque perto da entrada do parque agendamos um passeio de barco prá dali a hora e meia (11h40), mais a volta da Garganta del Diablo de bote ao invés de de trem por 240 pesos (no cartão) e seguimos pro circuito inferior.
Paramos tanto prá tirar fotos das cachoeiras e dos quatis (há diversas famílias com uma dúzia de filhotinhos na mata, e os filhotinhos se comportam como macacos nas árvores, um barato de ver) que chegamos em cima da hora pro passeio de barco.
Tudo que eu posso dizer sobre o passeio de barco é que você sai ensopado e vale cada centavo... chegamos tão perto da cortina d'água de uma das cachoeiras que eu só não enfiei a GoPro (que estava na ponta de um bastão) na água por medo da pancada arrancá-la da minha mão!
Seguimos pro circuito superior, depois pegamos o trenzinho pro início da trilha pra Garganta del Diablo, e pé na trilha!
A Garganta do Diablo é fantástica, mas o volume de água estava tanto que a névoa gerada pela queda d'água escondia tudo da metade da queda prá baixo... só dava prá ver os bandos de andorinhas mergulhando no meio da névoa.
Pegamos o bote de volta prá estação inetrmediária do trenzinho. O bote é a remo, vai na correnteza com os remos apenas prá controle. Havia uma família com 3 crianças pequenas (de 3 a 7 anos) que tornaram o passeio mais interessante...
De repente o Jaime recebe um SMS do Edílson dizendo que ele estava da Garganta del Diablo! Respondemos que esperaríamos por ele no boteco da estação intermediária e fomos atrás de cerveja enquanto esperávamos.
Como o Edílson tinha ido direto prá Garganta del Diablo, repetimos o circuito inferior com ele, depois fomos embora que já era quase hora do parque fechar.
O passeio das cataratas do lado argentino ée muito melhor que do lado brasileiro, e dá prá fazer tudo em umas 3 ou 4 horas.
Fomos prá Puerto Iguazú jantar no Quincho del Tío Querido, um restaurante bem cotado que é dedicado a estrangeiros. Pedimos a especialidade da casa, bife de chorizo, e vinho. O bifé estava bonito e macio, mas achei com pouco sabor. De sobremesa pedi um brownie com salsa patagonica (brownie de chocolate, sorvete de creme, amoras e calda de frutas vermelhas, muito bom).
A conta saiu uns R$250, não me deixaram pagar (disseram ter me prometido um jantar pelo trabalho de pesquisar os hotéis, passeios e fazer as reservas). Acabei pagando apenas os 10% do garçon, que não podia ser no cartão.
Na volta, fila na aduana argentina, depois uma parada no freeshop entre as aduanas, e estávanos no hotel pelas 11h.
O Jaime e o Edílson já arrumaram as coisas, pois pretendem sair às 4h prá chegar em Sampa antes do trânsito. Eu, como vou sem pressa, pretendo arrumar tudo pela manhã e chegar em casa pela meia-noite, ou dormir pelo caminho se estiver cansado.
Após o café-da-manhã perguntamos prá concierge o esquema do passeio no lado argentino. Ficamos sabendo que prá ir com a van deles já era tarde (ela tinha saído às 8h), que tomava o dia inteiro e que se quiséssemos fazer o passeio de barco na base das cachoeiras deveríamos procurá-lo assim que chegássemos.
O Edílson resolveu dar uma pulo no Paraguai prá muambar (ele queria um Garmin específico prá moto) e nos encontrar em Puerto Iguazu mais tarde pro jantar, assim fomos eu e o Jaime prás cataratas no lado argentino.
Parei prá abstecer no caminho... na travessia do Paraguai, rodando a menos de 100 km/h, o Cagivão fez 17,3 km/l.
Chegando no parque das cataratas a entrada e o estacionamento (115 pesos e 20 pesos) acabaram com meus últimos pesos argentinos. Há um guichê de câmbio, mas o mínimo que eles trocam é US$100.
Há 3 circuitos a pé: o inferior (na base das cachoeiras), o superior (no topo) e o da Garganta del Diablo. Para chegar no início dos dois primeiros se pega um trenzinho por uns 5 minutos até uma estação intermediária, e pro incío da trilha prá Garganta del Diablo se pega outro trenzinho a partir dessa estação intermediária por uns 15 minnutos (é longe).
O embarcadoro pro passeio de barco fica no meio do circuito inferior.
Num quiosque perto da entrada do parque agendamos um passeio de barco prá dali a hora e meia (11h40), mais a volta da Garganta del Diablo de bote ao invés de de trem por 240 pesos (no cartão) e seguimos pro circuito inferior.
Paramos tanto prá tirar fotos das cachoeiras e dos quatis (há diversas famílias com uma dúzia de filhotinhos na mata, e os filhotinhos se comportam como macacos nas árvores, um barato de ver) que chegamos em cima da hora pro passeio de barco.
Tudo que eu posso dizer sobre o passeio de barco é que você sai ensopado e vale cada centavo... chegamos tão perto da cortina d'água de uma das cachoeiras que eu só não enfiei a GoPro (que estava na ponta de um bastão) na água por medo da pancada arrancá-la da minha mão!
Seguimos pro circuito superior, depois pegamos o trenzinho pro início da trilha pra Garganta del Diablo, e pé na trilha!
A Garganta do Diablo é fantástica, mas o volume de água estava tanto que a névoa gerada pela queda d'água escondia tudo da metade da queda prá baixo... só dava prá ver os bandos de andorinhas mergulhando no meio da névoa.
Pegamos o bote de volta prá estação inetrmediária do trenzinho. O bote é a remo, vai na correnteza com os remos apenas prá controle. Havia uma família com 3 crianças pequenas (de 3 a 7 anos) que tornaram o passeio mais interessante...
De repente o Jaime recebe um SMS do Edílson dizendo que ele estava da Garganta del Diablo! Respondemos que esperaríamos por ele no boteco da estação intermediária e fomos atrás de cerveja enquanto esperávamos.
Como o Edílson tinha ido direto prá Garganta del Diablo, repetimos o circuito inferior com ele, depois fomos embora que já era quase hora do parque fechar.
O passeio das cataratas do lado argentino ée muito melhor que do lado brasileiro, e dá prá fazer tudo em umas 3 ou 4 horas.
Fomos prá Puerto Iguazú jantar no Quincho del Tío Querido, um restaurante bem cotado que é dedicado a estrangeiros. Pedimos a especialidade da casa, bife de chorizo, e vinho. O bifé estava bonito e macio, mas achei com pouco sabor. De sobremesa pedi um brownie com salsa patagonica (brownie de chocolate, sorvete de creme, amoras e calda de frutas vermelhas, muito bom).
A conta saiu uns R$250, não me deixaram pagar (disseram ter me prometido um jantar pelo trabalho de pesquisar os hotéis, passeios e fazer as reservas). Acabei pagando apenas os 10% do garçon, que não podia ser no cartão.
Na volta, fila na aduana argentina, depois uma parada no freeshop entre as aduanas, e estávanos no hotel pelas 11h.
O Jaime e o Edílson já arrumaram as coisas, pois pretendem sair às 4h prá chegar em Sampa antes do trânsito. Eu, como vou sem pressa, pretendo arrumar tudo pela manhã e chegar em casa pela meia-noite, ou dormir pelo caminho se estiver cansado.
Dia 14 (10 de dezembro): de Formosa a Foz do Iguaçu
Dia não tão longo, apenas 500km, mas que pareceu muito mais.
Saímos do hotel pelas 8h30, fui atrás do Jaime e do Edílson até o primeiro posto, onde parei prá completar o tanque (15km/l) e o camelback, depois foi tocar em direção ao Paraguai.
Parei em Clorinda prá completar o tanque e ir no banheiro antes de atravessar pro Paraguai.
A fronteira é uma balbúrdia... mal cheguei e um paraguaio fala prá eu estacionar junto ao meio-fio no meio do "terminal", o que foi bom, pois dava prá ver a moto das filas nos guichês.
Foram 2 guichês, um muito demorado da imigração argentina prá dar a saída (no da aduana argentina não tinha ninguém atendendo) e outro rápido na imigração paraguaia. Fiz um câmbio de US$20 para 80.000 guaranis (não pesquisei a taxa de câmbio antes de sair de Formosa e fui tapeado em cerca 10%), dei 10.000 guaranis pro cara que me indicou os guichês, e vamos enfrentar o trânsito paraguaio.
O limite de velocidade vai de 60 km/h até 80 km/h, e são poucos os que andam a mais que 60 km/h (até porque creio que os veículos empregados não conseguem). O "cinturão de pois-é" de Assuncion se estende por quase 180km, lembrando muito rodar pela periferia de São Paulo. Depois, passa a lembrar uma BR-116 há uns 30 anos, com limite de velocidade de 80 km/h e caminhões que não passam de 60 km/h.
Até eu que ando devagar fiquei de saco cheio!
Por outro lado, não senti risco de segurança em momento algum, nem fui importunado por policiais, corruptos ou não.
Parei em Caaguazu prá um lanche (15.000 guaranis) e colocar 50.000 guaranis de gasolina (cerca de 8,7 litros) no tanque prá não chegar na reserva em Foz.
Os últimos 4 ou 5 km até chegar na Ponte da Amizade por Ciudad del Este foramum caos, costurando de corredor prá corredor no trânsito parado.
Cheguei no hotel Rafain Centro pelas 17h30, descarreguei e encontrei o Jaime e o Edílson na piscina.
Jantamos num restaurante de frutos do mar em frente ao hotel, pegamos um rodízio, saiu a bagatela de R$117 por pessoa.
Saímos do hotel pelas 8h30, fui atrás do Jaime e do Edílson até o primeiro posto, onde parei prá completar o tanque (15km/l) e o camelback, depois foi tocar em direção ao Paraguai.
Parei em Clorinda prá completar o tanque e ir no banheiro antes de atravessar pro Paraguai.
A fronteira é uma balbúrdia... mal cheguei e um paraguaio fala prá eu estacionar junto ao meio-fio no meio do "terminal", o que foi bom, pois dava prá ver a moto das filas nos guichês.
Foram 2 guichês, um muito demorado da imigração argentina prá dar a saída (no da aduana argentina não tinha ninguém atendendo) e outro rápido na imigração paraguaia. Fiz um câmbio de US$20 para 80.000 guaranis (não pesquisei a taxa de câmbio antes de sair de Formosa e fui tapeado em cerca 10%), dei 10.000 guaranis pro cara que me indicou os guichês, e vamos enfrentar o trânsito paraguaio.
O limite de velocidade vai de 60 km/h até 80 km/h, e são poucos os que andam a mais que 60 km/h (até porque creio que os veículos empregados não conseguem). O "cinturão de pois-é" de Assuncion se estende por quase 180km, lembrando muito rodar pela periferia de São Paulo. Depois, passa a lembrar uma BR-116 há uns 30 anos, com limite de velocidade de 80 km/h e caminhões que não passam de 60 km/h.
Até eu que ando devagar fiquei de saco cheio!
Por outro lado, não senti risco de segurança em momento algum, nem fui importunado por policiais, corruptos ou não.
Parei em Caaguazu prá um lanche (15.000 guaranis) e colocar 50.000 guaranis de gasolina (cerca de 8,7 litros) no tanque prá não chegar na reserva em Foz.
Os últimos 4 ou 5 km até chegar na Ponte da Amizade por Ciudad del Este foramum caos, costurando de corredor prá corredor no trânsito parado.
Cheguei no hotel Rafain Centro pelas 17h30, descarreguei e encontrei o Jaime e o Edílson na piscina.
Jantamos num restaurante de frutos do mar em frente ao hotel, pegamos um rodízio, saiu a bagatela de R$117 por pessoa.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Dia 13 (9 de dezembro): Tilcara a Formosa
Dia longo, cerca de 1050km em 12 horas de estrada...
Levantamos pelas 6h, arrumamos tudo nas motos e depois fomo tomar café pelas 7h. O hotel ficou em 230 pesos por pessoa.
Abasteci na saída de Tilcara e o Cagivão fez 16,6 km/l na descida do Paso Jama a Tilcara.
Combinamos uma tocada de 130km/h, com abastecimento a cada 180km pois iríamos pegar trechos com intervalos longos entre postos.
Descemos até Jujuy e pegamos a ruta 34. A caminho de Jujuy, quando a estrada ficou mais rápida, o impacto do vento a 130km/h na GoPro no capacete exigia muita força no pescoço, extremamente desconfortável, e assim que mudamos de estrada depois de juJuy parei prá guardar a GoPro.
Em Embarcación a estrada estava bloqueada por manifestantes. Fomos furando a fila de carros e caminhões parados (moto tem suas vantagens...) até chegarmos no bloqueio, onde encontramos a estrada bloqueada com galhos, restos de fogueiras e "manifestantes" sentados em cadeiras dobráveis no meio da estrada. E dois gendarmes olhando tudo...
O Edílson desceu da moto e foi falar com os Gendarmes, perguntou como fazíamos para passar, eles indicaram o manda-chuva da manifestação e o Edílson foi falar com ele (a minha vontade era acelerar a moto sobre um trecho onde duas pontas de galho se juntavam no bloqueio, mas vai que os manifestantes tem rádio ou celular prá avisar os outros bloqueios mais à frente... dava prá ver mais um mais adiante...).
O Edílson disse ques estávamos apenas de passagem, o cara viu que somos brasileiros e perguntou quem ganharia a copa do mundo ano que vem, nós ou eles, o Edílson disse torcer pro Brasil ser eliminado na primeira fase, o cara riu e deixou a gente passar. Foram quatro barreiras de galhos ao longo de uns 2 ou 3 km.
Um pouco adiante quebramos para leste na ruta 81. Quando deu 100km rodados após o último abastecimento comecei a olhar no GPS quais eram os postos de gasolina no caminho e vi que o primeiro era 150 km adiante (250km rodados), dentro de um vilarejo, e o seguinte 120km depois dele. Enquanto olhava o Jaime e o Edílson se distanciaram e não consegui mais contato - eu os via mais adiante na estrada, quase no "horizonte", mas com o consumo exagerado do Cagivão a gasolina estava muito crítica prá arriscar uma esticada prá alcançá-los. Esperei alcançá-los quando eles reduzissem aos 180km rodados.
Eles não reduziram, e quando deu 230km rodados o Cagivão perdeu potência e virei a torneira de gasolina para a reserva (4 litros de um tanque de 24 litros) e tirei a mão, passando a rodar a 90km/h, esperando encontrá-los na entrada do vilarejo.
Quando chego no vilarejo, nada deles... tive que decidir entre esperar por eles ali, seguir em frente usando o galão de 5 litros e ver se eles tinham parado mais à frente, ou entrar no vilarejo e arriscar desencontrar se eles voltassem prá me procurar nesse meio tempo - como já fazia 150km que eu devia ter sumido do retrovisor deles sem que eles reduzissem ou parassem prá me esperar, eu achei que a chance deles voltarem era mínima e entrei no vilarejo.
Muita areia nas ruas, e o posto não estava na posição indicada pelo GPS... como quem tem boca vai a Roma, perguntando umas 4 ou 5 vezes achei o posto, que só tinha gasolina regular a 10,50 pesos por litro... foram 22 litros... 11,22 km/l!
Decidi não seguir mais fora da velocidade econômica do Cagivão, o que por aqui parece ser 95 a 105 km/h... enquanto rodar a 130 km/h significava apenas um custo de 30% a 40% maior, estava tudo bem, mas agora o risco é ficar na estrada.
De volta à estrada, obras de recapeamento à frente... pergunto se haviam passado "dos chicos com motos grandes", disseram que sim, e que fazia tempo - ótimo, pensei eu, eles não voltaram prá me procurar enquanto eu abastecia longe da estrada, não nos desencontramos.
Após 80km encontro os dois parados na sombra de uma árvore - eles pararam quando acabou a gasolina, haviam colocado os 10 litros dos galões nos tanques das motos - se eu tivesse seguido em frente sem reabastecer, usando os 5 litros do galão, teria tido pane seca e ficado na estrada uns 5 km antes de encontrá-los...
Conto o que havia acontecido e que vou tocar na faixa de 100 km/h, nos encontrando no hotel em Formosa.
O resto do dia foi uma monotonia com muito calor (mais tarde o Edílson disse ter visto 41,5 C no computador de bordo da BMW), uma "tempestade" de borboletas brancas que durou quase 100km e deixou moto, farol, bolha, viseira, tudo emporcalhado, seguido de uma chuva rápida que refrescou e lavou pelo menos a viseira.
Andando na boa, de 95 a 105 km/h, o Cagivão está fazendo quase 15 km/l, bem longe dos 19 km/l que fazia nessa velocidade nas outras viagens.
Cheguei em Formosa pelas 19h30, ainda com luz, com tempo prá um mergulho na piscina e uma cerveja após descarregar.
O hotel, Astérion, fica um pouco longe do centro, mas é até luxuoso (em especial após SPA e Bolívia). Jantamos nele mesmo, um bife de chorizo falsificado, mas gostoso.
Levantamos pelas 6h, arrumamos tudo nas motos e depois fomo tomar café pelas 7h. O hotel ficou em 230 pesos por pessoa.
Abasteci na saída de Tilcara e o Cagivão fez 16,6 km/l na descida do Paso Jama a Tilcara.
Combinamos uma tocada de 130km/h, com abastecimento a cada 180km pois iríamos pegar trechos com intervalos longos entre postos.
Descemos até Jujuy e pegamos a ruta 34. A caminho de Jujuy, quando a estrada ficou mais rápida, o impacto do vento a 130km/h na GoPro no capacete exigia muita força no pescoço, extremamente desconfortável, e assim que mudamos de estrada depois de juJuy parei prá guardar a GoPro.
Em Embarcación a estrada estava bloqueada por manifestantes. Fomos furando a fila de carros e caminhões parados (moto tem suas vantagens...) até chegarmos no bloqueio, onde encontramos a estrada bloqueada com galhos, restos de fogueiras e "manifestantes" sentados em cadeiras dobráveis no meio da estrada. E dois gendarmes olhando tudo...
O Edílson desceu da moto e foi falar com os Gendarmes, perguntou como fazíamos para passar, eles indicaram o manda-chuva da manifestação e o Edílson foi falar com ele (a minha vontade era acelerar a moto sobre um trecho onde duas pontas de galho se juntavam no bloqueio, mas vai que os manifestantes tem rádio ou celular prá avisar os outros bloqueios mais à frente... dava prá ver mais um mais adiante...).
O Edílson disse ques estávamos apenas de passagem, o cara viu que somos brasileiros e perguntou quem ganharia a copa do mundo ano que vem, nós ou eles, o Edílson disse torcer pro Brasil ser eliminado na primeira fase, o cara riu e deixou a gente passar. Foram quatro barreiras de galhos ao longo de uns 2 ou 3 km.
Um pouco adiante quebramos para leste na ruta 81. Quando deu 100km rodados após o último abastecimento comecei a olhar no GPS quais eram os postos de gasolina no caminho e vi que o primeiro era 150 km adiante (250km rodados), dentro de um vilarejo, e o seguinte 120km depois dele. Enquanto olhava o Jaime e o Edílson se distanciaram e não consegui mais contato - eu os via mais adiante na estrada, quase no "horizonte", mas com o consumo exagerado do Cagivão a gasolina estava muito crítica prá arriscar uma esticada prá alcançá-los. Esperei alcançá-los quando eles reduzissem aos 180km rodados.
Eles não reduziram, e quando deu 230km rodados o Cagivão perdeu potência e virei a torneira de gasolina para a reserva (4 litros de um tanque de 24 litros) e tirei a mão, passando a rodar a 90km/h, esperando encontrá-los na entrada do vilarejo.
Quando chego no vilarejo, nada deles... tive que decidir entre esperar por eles ali, seguir em frente usando o galão de 5 litros e ver se eles tinham parado mais à frente, ou entrar no vilarejo e arriscar desencontrar se eles voltassem prá me procurar nesse meio tempo - como já fazia 150km que eu devia ter sumido do retrovisor deles sem que eles reduzissem ou parassem prá me esperar, eu achei que a chance deles voltarem era mínima e entrei no vilarejo.
Muita areia nas ruas, e o posto não estava na posição indicada pelo GPS... como quem tem boca vai a Roma, perguntando umas 4 ou 5 vezes achei o posto, que só tinha gasolina regular a 10,50 pesos por litro... foram 22 litros... 11,22 km/l!
Decidi não seguir mais fora da velocidade econômica do Cagivão, o que por aqui parece ser 95 a 105 km/h... enquanto rodar a 130 km/h significava apenas um custo de 30% a 40% maior, estava tudo bem, mas agora o risco é ficar na estrada.
De volta à estrada, obras de recapeamento à frente... pergunto se haviam passado "dos chicos com motos grandes", disseram que sim, e que fazia tempo - ótimo, pensei eu, eles não voltaram prá me procurar enquanto eu abastecia longe da estrada, não nos desencontramos.
Após 80km encontro os dois parados na sombra de uma árvore - eles pararam quando acabou a gasolina, haviam colocado os 10 litros dos galões nos tanques das motos - se eu tivesse seguido em frente sem reabastecer, usando os 5 litros do galão, teria tido pane seca e ficado na estrada uns 5 km antes de encontrá-los...
Conto o que havia acontecido e que vou tocar na faixa de 100 km/h, nos encontrando no hotel em Formosa.
O resto do dia foi uma monotonia com muito calor (mais tarde o Edílson disse ter visto 41,5 C no computador de bordo da BMW), uma "tempestade" de borboletas brancas que durou quase 100km e deixou moto, farol, bolha, viseira, tudo emporcalhado, seguido de uma chuva rápida que refrescou e lavou pelo menos a viseira.
Andando na boa, de 95 a 105 km/h, o Cagivão está fazendo quase 15 km/l, bem longe dos 19 km/l que fazia nessa velocidade nas outras viagens.
Cheguei em Formosa pelas 19h30, ainda com luz, com tempo prá um mergulho na piscina e uma cerveja após descarregar.
O hotel, Astérion, fica um pouco longe do centro, mas é até luxuoso (em especial após SPA e Bolívia). Jantamos nele mesmo, um bife de chorizo falsificado, mas gostoso.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Dia 12 (8 de dezembro): San Pedro de Atacama a Tilcara
Levantamos pelas 7h prá montar a bagagem na moto (eu consegui acomodar tudo sem usar umas das bolsas de alforge e vou voltar com ela sobre o tanque reserva no assento do garupa, eliminando o arrasto das malas laterais - quero saber se o consumo elevado do Cagivão é devido ao arrasto ou algo na moto).
Tomamos café e saímos prá estrada pelas 9h da manhã... parei quando pegamos asfalto prá colocar um pouco de óleo na corrente (não havia colocado durante a estadia em SPA prá evitar que grudasse pó e formasse uma pasta abrasiva).
Paramos prá uma foto do Licancabur durante a subida, depois acabamos nos separando, o Jaime e o Edílson tocando mais forte, e eu atrás. No topo da subida já estavfa frio e parei prá instalar os cobre-manos, a pescoceira e fechar os respiros da jaqueta (já saí com o forro instalado de SPA).
Algumas pausas para fotos no caminho, re-encontrei o Jaime e o Edilson na aduana após o Paso de Jama. Na entrada na Argentina quiseram olhar o conteúdo do meu bauleto, o que bagunçou toda a amarração do tanque reserva e alforge, que ficaram depois pendendo para a esquerda.
Abastecemos no Paso Jama, o Cagivão fez 14,8 km/l.
Após a aduana só nos re-encontramos no topo da Cuesta de Lipan... mas descemos separados, o Jaime eo Edílson acelerandpo entre curvas e eu praticamentre no freio motor.
A estrada está bem pior que quando subimos, chegamos a passar sobre terra de barreiras caídas...
O Jaime e o Edílson estavam esperando no posto em Tilcara (onde foram assediados por um ônibus de velhinhas que queriam tirar fotos com eles e as motos), mas não vi as motos paradas e segui para o hotel (não abasteço antes de parar prá evitar que vaze gasolina quando o combustível esquentar com o calor do motor).
A Pousada con los Ángeles continua uma graça, mas eles tam descuidado da manutenção: ervas daninhas no gramado do jardim, vazamentos no aquecedor e pia no quarto, e principalmente, dedetização: tinha muito inseto - entre eles pernilongos - no quarto.
Descarreguei e estava voltando ao posto de gasolina prá procurar os dois quando dou de cara com eles a duas quadras da pousada.
O restaurante da pousada não está funcionando (acho que só mais tarde na temporada), assim fomos procurar um que o Jaime tinha visto no TipAdvisor, o Nuevo Progresso. Pedimos um vinho da região (um blend de malbec+shirah+cabernet sauvignon da Punta Corral, de Jujuy, safra 2011, por 130 pesos), indicação da
garçonete. Eu peguei um filé de lhama com molho de cogumelos, o Edílson com molho de pimenta, e o Jaime foi no bife de chorizo - todos muito bons, mas em porções moderadas, suficientes prá matar a fome sem empanturrar. Pedimos também sobremesa, eu panqueca com doce de leita, o Edílson um mousse de chocolate e o Jaime uma coleção de frutas. Tudo saiu 200 pesos por pessoa, um pouco acima do esperado, mas a comida e o atendimento estavam excelentes e valeu.
Na volta passamos numa mercearia prá comprar água mineral e acabamos trocando dólares a 8,5 pesos / dolar.
Tomamos café e saímos prá estrada pelas 9h da manhã... parei quando pegamos asfalto prá colocar um pouco de óleo na corrente (não havia colocado durante a estadia em SPA prá evitar que grudasse pó e formasse uma pasta abrasiva).
Paramos prá uma foto do Licancabur durante a subida, depois acabamos nos separando, o Jaime e o Edílson tocando mais forte, e eu atrás. No topo da subida já estavfa frio e parei prá instalar os cobre-manos, a pescoceira e fechar os respiros da jaqueta (já saí com o forro instalado de SPA).
Algumas pausas para fotos no caminho, re-encontrei o Jaime e o Edilson na aduana após o Paso de Jama. Na entrada na Argentina quiseram olhar o conteúdo do meu bauleto, o que bagunçou toda a amarração do tanque reserva e alforge, que ficaram depois pendendo para a esquerda.
Abastecemos no Paso Jama, o Cagivão fez 14,8 km/l.
Após a aduana só nos re-encontramos no topo da Cuesta de Lipan... mas descemos separados, o Jaime eo Edílson acelerandpo entre curvas e eu praticamentre no freio motor.
A estrada está bem pior que quando subimos, chegamos a passar sobre terra de barreiras caídas...
O Jaime e o Edílson estavam esperando no posto em Tilcara (onde foram assediados por um ônibus de velhinhas que queriam tirar fotos com eles e as motos), mas não vi as motos paradas e segui para o hotel (não abasteço antes de parar prá evitar que vaze gasolina quando o combustível esquentar com o calor do motor).
A Pousada con los Ángeles continua uma graça, mas eles tam descuidado da manutenção: ervas daninhas no gramado do jardim, vazamentos no aquecedor e pia no quarto, e principalmente, dedetização: tinha muito inseto - entre eles pernilongos - no quarto.
Descarreguei e estava voltando ao posto de gasolina prá procurar os dois quando dou de cara com eles a duas quadras da pousada.
O restaurante da pousada não está funcionando (acho que só mais tarde na temporada), assim fomos procurar um que o Jaime tinha visto no TipAdvisor, o Nuevo Progresso. Pedimos um vinho da região (um blend de malbec+shirah+cabernet sauvignon da Punta Corral, de Jujuy, safra 2011, por 130 pesos), indicação da
garçonete. Eu peguei um filé de lhama com molho de cogumelos, o Edílson com molho de pimenta, e o Jaime foi no bife de chorizo - todos muito bons, mas em porções moderadas, suficientes prá matar a fome sem empanturrar. Pedimos também sobremesa, eu panqueca com doce de leita, o Edílson um mousse de chocolate e o Jaime uma coleção de frutas. Tudo saiu 200 pesos por pessoa, um pouco acima do esperado, mas a comida e o atendimento estavam excelentes e valeu.
Na volta passamos numa mercearia prá comprar água mineral e acabamos trocando dólares a 8,5 pesos / dolar.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Dia 11 (7 de dezembro): San Pedro de Atacama
Levantamos pelas 7h30, tomamos café e fomos pro Valle de la Luna de moto pelas 8h30.
A estrada sai do "rodoanel" (a estrada prá Calama que dá a volta na cidade) ao longo do contorno da cidade (há uma placa sinalizando Valle de la Luna no "rodoanel" - não tinha nada disso quando vim há 5 anos).
O "rodoanel" é asfalto, mas a estrada do Valle de la Luna é terra desde o começo. Após uns 2km há um centro de visitanes com uma cancela bloqueando a estrada, mas há um vão na lateral pelo qual passamos com as motos.
A estrada foi invadida por areia num ponto, necessitando algum cuidado prá passar com as motos, mas o resto era cascalho fino ou terra batida.
Estávamos só nós e uma pick-up vermelha. Fomos parando prá tirar fotos até encontrarmos um novo bloqueio, desta vez com cavaletes - puxamos um deles pro lado e seguimos em frente. Logo em seguida há uma longa descida na qual fizemos vídeos, mas no morro seguinte havia uma cancela com cadeado e não dava prá passar pelo lado - toca voltar tudo!
Na volta, puxei o cavalete pro lado e fui passar minha moto, o Edílson passou e o cavalete caiu na frente dele - ele conseguiu frear, mas a moto tombou e ficou bancando o pião cada vez que a roda traseira encostava no chão até que ele cortou a ignição - a única coisa boa é que tombou pro lado direito, que já estava ralado.
Voltando prá cidade, abastecemos e o Cagivão fez 17km/l rodando com gasolina chilena e sem carga. Aproveitei prá comprar um conjunto de mapas da COPEC - o rodoviário custa 3.000 pesos e os guias turísticos custam de 4.000 a 5.000 pesos. A gasolina de 93 octanas custa 827 pesos por litro (US$1,59).
Passamos o resto da tarde no hotel arrumando a bagagem, pois amanhã iniciamos a volta. A Gisele mandou via WhatsApp uma foto da Lua que ela tirou no Programa Astronômico ontem, e o Edílson resolveu ir no passeio... quando fomos na agência às 18h eles ainda não tinham confirmação se haveria o passeio e mandaram voltar entre 20h e 20h30 - eu acho que eles só sabem se vai rolar às 20h, mas mandam passar lá às 18h prá eles verificarem se quem reservou vai aparecer (e venderem o lugar prá outro dos que não aparecerem).
A cidade está bem cheia, inclusive com famílias chilenas com crianças bem pequenas nas ruas. Parece ter um afluxo de gente no final de semana e uma debandada na segunda-feira, algo que não esperávamos prá uma cidade tão longe de tudo.
Voltamos pro hotel, aproveitei prá postar mais um dia no blog e logo eram 20h e tínhamos que passar na Space e dali pro La Casona pro jantar. Encontramos a Gisele na Space procurando o Juliano (ela tinha desistido da excursão pro Valle da Luna e o Juliano foi sozinho). Fiquei fazendo companhia prá ela enquanto o Jaime e o Edílson voltavam pro hotel prá pegar mais agasalhos (A Gi disse ter passado muito frio). Quando o Juliano chegou fomos pro La Casona pegar uma mesa.
Não se pode elogiar... tínhamos falado tão bem do restaurante pro Juliano e Gisele e dessa vez o atendimento foi ruim, alguns pratos vieram com o miolo congelado. Prá compensar nos deram um licor de cortesia. Cerca de 15.000 pesos por pessoa, com vinho mas sem sobremesa.
Ás 10h50 estávamos os três na esquina combinada, carregados de agasalhos, esperando o micro-ônibus para nos levar ao Programa Astronômico. Fomos em direção a Toconao por uns 10km, depois pegamos uma estrada de terra à direita e após cerca de um quilômetro o motorista apagou a farol e vimos que o caminho estava sinalizado com leds.
Quando descemos do ônibus fomos recepcionados - no escuro - pela Alexandra, que nos explicou que o programa era constituído de 3 partes: uma explicação básica, seguido de observações nos telescópios (tudo ao ar livre), seguido de uma seção tira-dúvidas acompanhada de chá/café/chocolate quente dentro da casa.
A explicação parte do básico, os tipos de corpos celestes visíveis, o sistema solar e o plano da eclíptica eas constelações do zodíaco, o movimento do céu com a rotação da Terra e da mesma em torno do Sol, a influência da latitude no céu, etc.
Muita informação, duvido que quem já não tivesse alguma noção do assunto tenha entendido tudo...
Na segunda parte, alguns dos telescópios tinham motor prá compensar a rotação da Terra e permanecer apontados pro mesmo ponto do céu, mas a maioria não e a Alexandra tinha que ficar correndo de um pro outro prá reposicioná-los à medida que o tempo passava.
Observamos a Lua (em fase crescente, mas pudemos observar por pouco tempo, pois ela logo se pôs), Júpiter (dava prá ver as bandas e três satélites), Sírius, Betegeuse, as Plêiades, a Nebulosa da Tarântula, uma nebulosa na espada de Orion, uma galáxia (não lembro o número dela), um aglomerado globular, um aglomerado de galáxias (a Alexandra disse haver seis galáxias no campo visual, eu só vi uma).
Foi muito legal, apesar de caro (18.000 pesos). Chegamos no hotel eram quase 2h da manhã...
A estrada sai do "rodoanel" (a estrada prá Calama que dá a volta na cidade) ao longo do contorno da cidade (há uma placa sinalizando Valle de la Luna no "rodoanel" - não tinha nada disso quando vim há 5 anos).
O "rodoanel" é asfalto, mas a estrada do Valle de la Luna é terra desde o começo. Após uns 2km há um centro de visitanes com uma cancela bloqueando a estrada, mas há um vão na lateral pelo qual passamos com as motos.
A estrada foi invadida por areia num ponto, necessitando algum cuidado prá passar com as motos, mas o resto era cascalho fino ou terra batida.
Estávamos só nós e uma pick-up vermelha. Fomos parando prá tirar fotos até encontrarmos um novo bloqueio, desta vez com cavaletes - puxamos um deles pro lado e seguimos em frente. Logo em seguida há uma longa descida na qual fizemos vídeos, mas no morro seguinte havia uma cancela com cadeado e não dava prá passar pelo lado - toca voltar tudo!
Na volta, puxei o cavalete pro lado e fui passar minha moto, o Edílson passou e o cavalete caiu na frente dele - ele conseguiu frear, mas a moto tombou e ficou bancando o pião cada vez que a roda traseira encostava no chão até que ele cortou a ignição - a única coisa boa é que tombou pro lado direito, que já estava ralado.
Voltando prá cidade, abastecemos e o Cagivão fez 17km/l rodando com gasolina chilena e sem carga. Aproveitei prá comprar um conjunto de mapas da COPEC - o rodoviário custa 3.000 pesos e os guias turísticos custam de 4.000 a 5.000 pesos. A gasolina de 93 octanas custa 827 pesos por litro (US$1,59).
Passamos o resto da tarde no hotel arrumando a bagagem, pois amanhã iniciamos a volta. A Gisele mandou via WhatsApp uma foto da Lua que ela tirou no Programa Astronômico ontem, e o Edílson resolveu ir no passeio... quando fomos na agência às 18h eles ainda não tinham confirmação se haveria o passeio e mandaram voltar entre 20h e 20h30 - eu acho que eles só sabem se vai rolar às 20h, mas mandam passar lá às 18h prá eles verificarem se quem reservou vai aparecer (e venderem o lugar prá outro dos que não aparecerem).
A cidade está bem cheia, inclusive com famílias chilenas com crianças bem pequenas nas ruas. Parece ter um afluxo de gente no final de semana e uma debandada na segunda-feira, algo que não esperávamos prá uma cidade tão longe de tudo.
Voltamos pro hotel, aproveitei prá postar mais um dia no blog e logo eram 20h e tínhamos que passar na Space e dali pro La Casona pro jantar. Encontramos a Gisele na Space procurando o Juliano (ela tinha desistido da excursão pro Valle da Luna e o Juliano foi sozinho). Fiquei fazendo companhia prá ela enquanto o Jaime e o Edílson voltavam pro hotel prá pegar mais agasalhos (A Gi disse ter passado muito frio). Quando o Juliano chegou fomos pro La Casona pegar uma mesa.
Não se pode elogiar... tínhamos falado tão bem do restaurante pro Juliano e Gisele e dessa vez o atendimento foi ruim, alguns pratos vieram com o miolo congelado. Prá compensar nos deram um licor de cortesia. Cerca de 15.000 pesos por pessoa, com vinho mas sem sobremesa.
Ás 10h50 estávamos os três na esquina combinada, carregados de agasalhos, esperando o micro-ônibus para nos levar ao Programa Astronômico. Fomos em direção a Toconao por uns 10km, depois pegamos uma estrada de terra à direita e após cerca de um quilômetro o motorista apagou a farol e vimos que o caminho estava sinalizado com leds.
Quando descemos do ônibus fomos recepcionados - no escuro - pela Alexandra, que nos explicou que o programa era constituído de 3 partes: uma explicação básica, seguido de observações nos telescópios (tudo ao ar livre), seguido de uma seção tira-dúvidas acompanhada de chá/café/chocolate quente dentro da casa.
A explicação parte do básico, os tipos de corpos celestes visíveis, o sistema solar e o plano da eclíptica eas constelações do zodíaco, o movimento do céu com a rotação da Terra e da mesma em torno do Sol, a influência da latitude no céu, etc.
Muita informação, duvido que quem já não tivesse alguma noção do assunto tenha entendido tudo...
Na segunda parte, alguns dos telescópios tinham motor prá compensar a rotação da Terra e permanecer apontados pro mesmo ponto do céu, mas a maioria não e a Alexandra tinha que ficar correndo de um pro outro prá reposicioná-los à medida que o tempo passava.
Observamos a Lua (em fase crescente, mas pudemos observar por pouco tempo, pois ela logo se pôs), Júpiter (dava prá ver as bandas e três satélites), Sírius, Betegeuse, as Plêiades, a Nebulosa da Tarântula, uma nebulosa na espada de Orion, uma galáxia (não lembro o número dela), um aglomerado globular, um aglomerado de galáxias (a Alexandra disse haver seis galáxias no campo visual, eu só vi uma).
Foi muito legal, apesar de caro (18.000 pesos). Chegamos no hotel eram quase 2h da manhã...
sábado, 7 de dezembro de 2013
Dia 10 (6 de dezembro): Villa Mar a San Pedro de Atacama
Levantamos às 4h prá sair ás 4h30, sem café da manhã. Estava até quente prá uma madrugada aos 4.000m de altitude, eu estava confortável só de segunda pele (enquanto não havia vento).
A tortura no carro continuou, mas o Edilson e o Jaime resolveram encarar a terceira fileira dee bancos até a primeira parada. O problema é que não havia paradas programadas, assim umas 2 horas depois, quando o motorista parou prá verificar os parafusos das rodas, saímos todos, e em seguida o Juliano e a Gisele voltaram prá terceira fileira.
A estrada a partir de Villa Mar é precária, mas passa por lugares muito bonitos: muitos campos de lava, e a descida pro Salar Capina é fantástica - pena que não pudemos fotografar.
Do Salar Capina prá Laguna Colorada pegamos uma estrada usada pelos caminhões da mina de bórax no Salar Capina: ampla mas com muito areião.
Chegamos na Laguna Colorada pelo lado oposto ao que percorremos na ida, passamos junto ao campo termal, passamos pela encosta de pedregulhos, descemos prá Laguna Salada e os Termales, passamos pelo Deserto de Dali, ao largo da Laguna Blanca, e chegamos na fronteira às 8h15, prá esperar até quase 11h prá sairmos prá San Pedro de Atacama com a van.
Chegando em SPA, paramos na aduana e todos tiveram que descer com toda a bagagem e passá-la pelo raio X - foi muito mais rápido do que eu temia (só da Cordillera havia umas 30 pessoas, fora as vans de outras agências...).
A van nos deixou em frente ao hotel. Nosso quarto estava ocupado, e tivemos que escolher entre um junto da recepção com uma cama de casal e uma de solteiro, ou um longe com três camas de solteiro mas tão longe que não tinha wi-fi - um problemão pros viciados em facebook...
Instalados, banho tomado, roupa básica lavada, motos transferidas prá junto do quarto, descobrimos que essa parte da propriedade é passagem para um rebanho dos locais: de repente ouvimos um barulho lá fora, vamos olhar e está passndo um bando de cabras, depois ovelhas, burros e lhamas. Um bebê-ovelha (negra) se perdeu do rebanho e ficava dando voltas aos BÈÉÉrros em torno da casinha onde estava nosso quarto. Demos uma bobeada e de repente lá estava a ovelhinha fuçando algo entre minha cama e a do Edílson!
Resolvemos ir comer algo acompanhado de um chopp lá na praça central... no caminho fomos procurar a agência Space prá perguntar sobre o Programa Astronômico que a Gisele iam fazer às 21h - às 21h em espanhol já estava esgotado, havia prás 23h em inglês, mas como havíamos levantado de madrugada preferimos reservar pro dia seguinte às 23h (em espanhol).
Já no bar na praça, um chopp de 600ml cada um, o Edílson pediu o que era na verdade um misto-quente, enquanto eu e o Jaime pedimos uma Tabla de Carnes (muito boa) e uma porção de sopallilas com molho de alho (bom, mas o molho era ardido pacas) - foi muito, a tábua de carnes já estaria de bom tamanho. Saiu 9.100 pesos por pessoa
Quando era umas 18h fomos prá sorveteria perto da Space esperar pelo Juliano e a Gisele - eles iam confirmar se haveria o Programa Astronômico, que depende das condições atmosféricas; não houve confirmação às 18h, tinham que voltar às 20h30, resolvemos apresentar o chopp na praça pro Juliano, que gosta de fazer cerveja.
Ficamos na praça até as 20h, quando o Ju e a Gi forma prá Space e nós voltamos pro hotel, com o jantar abolido, pensando em levantar cedo prá ir pro Valle de la Luna.
A tortura no carro continuou, mas o Edilson e o Jaime resolveram encarar a terceira fileira dee bancos até a primeira parada. O problema é que não havia paradas programadas, assim umas 2 horas depois, quando o motorista parou prá verificar os parafusos das rodas, saímos todos, e em seguida o Juliano e a Gisele voltaram prá terceira fileira.
A estrada a partir de Villa Mar é precária, mas passa por lugares muito bonitos: muitos campos de lava, e a descida pro Salar Capina é fantástica - pena que não pudemos fotografar.
Do Salar Capina prá Laguna Colorada pegamos uma estrada usada pelos caminhões da mina de bórax no Salar Capina: ampla mas com muito areião.
Chegamos na Laguna Colorada pelo lado oposto ao que percorremos na ida, passamos junto ao campo termal, passamos pela encosta de pedregulhos, descemos prá Laguna Salada e os Termales, passamos pelo Deserto de Dali, ao largo da Laguna Blanca, e chegamos na fronteira às 8h15, prá esperar até quase 11h prá sairmos prá San Pedro de Atacama com a van.
Chegando em SPA, paramos na aduana e todos tiveram que descer com toda a bagagem e passá-la pelo raio X - foi muito mais rápido do que eu temia (só da Cordillera havia umas 30 pessoas, fora as vans de outras agências...).
A van nos deixou em frente ao hotel. Nosso quarto estava ocupado, e tivemos que escolher entre um junto da recepção com uma cama de casal e uma de solteiro, ou um longe com três camas de solteiro mas tão longe que não tinha wi-fi - um problemão pros viciados em facebook...
Instalados, banho tomado, roupa básica lavada, motos transferidas prá junto do quarto, descobrimos que essa parte da propriedade é passagem para um rebanho dos locais: de repente ouvimos um barulho lá fora, vamos olhar e está passndo um bando de cabras, depois ovelhas, burros e lhamas. Um bebê-ovelha (negra) se perdeu do rebanho e ficava dando voltas aos BÈÉÉrros em torno da casinha onde estava nosso quarto. Demos uma bobeada e de repente lá estava a ovelhinha fuçando algo entre minha cama e a do Edílson!
Resolvemos ir comer algo acompanhado de um chopp lá na praça central... no caminho fomos procurar a agência Space prá perguntar sobre o Programa Astronômico que a Gisele iam fazer às 21h - às 21h em espanhol já estava esgotado, havia prás 23h em inglês, mas como havíamos levantado de madrugada preferimos reservar pro dia seguinte às 23h (em espanhol).
Já no bar na praça, um chopp de 600ml cada um, o Edílson pediu o que era na verdade um misto-quente, enquanto eu e o Jaime pedimos uma Tabla de Carnes (muito boa) e uma porção de sopallilas com molho de alho (bom, mas o molho era ardido pacas) - foi muito, a tábua de carnes já estaria de bom tamanho. Saiu 9.100 pesos por pessoa
Quando era umas 18h fomos prá sorveteria perto da Space esperar pelo Juliano e a Gisele - eles iam confirmar se haveria o Programa Astronômico, que depende das condições atmosféricas; não houve confirmação às 18h, tinham que voltar às 20h30, resolvemos apresentar o chopp na praça pro Juliano, que gosta de fazer cerveja.
Ficamos na praça até as 20h, quando o Ju e a Gi forma prá Space e nós voltamos pro hotel, com o jantar abolido, pensando em levantar cedo prá ir pro Valle de la Luna.
Dia 9 (5 de dezembro): de San Juan a Villa Mar
Noite bem dormida... estava tão quente que dormi de camiseta com o saco de dormir aberto.
Saímos pelas 8h, com café da manhã tomado (pão fresco!), seguimos um trecho pelo fundo do vale depois começamos a bordear as montanhas em direção ao norte.
Entramos no Sala de Uyuni pelo sul, indo pro norte até a ilha de Incahuasi, onde paramos por uma hora para fotos (30 bolivianos de taxa) - dava prá ficar outra hora ali na boa.
De Incahuasi fomos prá leste, parando no meio do salar prá fazer fotos com ilusão de perspectiva, depois seguimos, ainda para leste, até o Museu do Sal, onde há uma monte de pedras com bandeiras de vários países (e de vários times de futebol brasileiros). Almoçamos junto do museu de sal, com os tampões traseiros de duas Land Cruisers como buffet e o salar como mesa... milanesa de carne de boi, macarrão parafuso (sem molho), legumes cozidos, melancia de sobremesa.
Do Museu de Sal continuamos a leste até um ponto perto da borda do salar em que são feitos montes de sal até que o mesmo seque para depois vender.
Dos montes de sal seguimos prá sudeste até sair do salar, onde pegamos uma estrada para Uyuni. O problema é que a estrada está em obras e tivemos que seguir atrás de caminhões boa parte do caminho (haja pó!).
Em Uyuni fomos visitar o cemitério de locomotivas, atravessando o lixão da cidade prá chegar lá... eu passava sem na boa.
Do cemitério de locomotivas fomos em direção ao centro da cidade, onde fica o escritório da Cordillera Traveller, onde quem seguiria para o norte seguiria seu caminho e quem voltaria prá SPA pegaria outro carro e rodaria mais umas 3 ou 4 horas antes de parar para dormir - no caso, apenas nós e o Juliano e a Gisele. Chegamos lá pelas 14h, mas o outro carro só sairia pelas 15h30, mas só eu me aventurei dar uma voltinha a pé pelo entorno, os demais ficaram sentados num banco junto da bagagem.
Pelas 15h encostou um Land Cruiser com adesivo da Cordillera Traveller do outro lado da rua e começou a embarcar provisões. Pelas 15h30 apareceu a secretária da agência e nos disse que aquele seria nosso carro, e incluiu mais uma pessoa, um esloveno que também estava voltando prá SPA, mas como era só ele a agência que ele contratou transferiu o mesmo pro carro da Cordillera.
Á primeira vista o carro era melhor que o anterior, a terceira fileira de bancos tinha encosto de cabeça. A ilusão logo se desfez: essa terceira fileira não chegava até a lateral do carro, era apenas da largura exata de duas pessoas com vão nas laterais nos quais foram colocados bagagens. Além disso todos os bancos da segunda e terceira fi8leira eram muito baixos, fazendo as pernas ficarem excessivamente dobradas, com joelhos no peito, e apoiando todo o peso numa área pequena do glúteo - confortável por 15 minutos, depois um pesadelo.
Velocímetro e conta-giros não funcionavam... o pára-brisa tinha uma rachadura horizontal que ia da frente da cabeça do motorista até a coluna do lado do passageiro... a ventilação não era suficiente pro calor de fim de tarde (ar condicionado é piada!), assim o jeito era abrir a janela e fechar quando vinha tráfego no sentido contrário (e tinha muito tráfego), sob o olhar contrariado do condutor (e dono, pelo que parecia), até que fomos proibidos de abrir a janela (adeus, fotos em movimento...).
Nos primeiros 30 ou 40km saindo de Uyuni, bordeando o salar para sudoeste, fomos acompanhados por uma tempestade de pó à nossa direita (cruzou nosso caminho por algumas centenas de metros, visibilidade de menos de 10m): a nuvem de pó se estendia por dezenas de quilômetros e centenas de metros de altura!
Seguimos por uma estrada boa (a 60km/h segundo o GPS), passando por San Agostin (onde há gasolina) até Alota, onde mudamos prá uma estrada muito ruim, onde o condutor resolveu acelerar, dando fim de curso na suspensão a cada depressão da estrada.
Chegamos em Villa Mar pelas 18h30. A pousada tinha quartos duplos, assim acabei dividindo o quarto com o esloveno. O banho custava 10 bolivianos, e o banheiro novamente era unisex. Jantamos na pousada: sopa, frango grelhado, purê de batatas, nada prá beber.
Saímos procurando uma tienda prá comprar cerveja ou vinho (ajuda a dormir), mas já estavam fechadas. Aproveitamos prá ver um pouco do céu enquanto voltávamos.
Foi outra noite mal-dormida, com coceira, saco de dormir parcialmente fechado e sem encontrar posição confortável.
Saímos pelas 8h, com café da manhã tomado (pão fresco!), seguimos um trecho pelo fundo do vale depois começamos a bordear as montanhas em direção ao norte.
Entramos no Sala de Uyuni pelo sul, indo pro norte até a ilha de Incahuasi, onde paramos por uma hora para fotos (30 bolivianos de taxa) - dava prá ficar outra hora ali na boa.
De Incahuasi fomos prá leste, parando no meio do salar prá fazer fotos com ilusão de perspectiva, depois seguimos, ainda para leste, até o Museu do Sal, onde há uma monte de pedras com bandeiras de vários países (e de vários times de futebol brasileiros). Almoçamos junto do museu de sal, com os tampões traseiros de duas Land Cruisers como buffet e o salar como mesa... milanesa de carne de boi, macarrão parafuso (sem molho), legumes cozidos, melancia de sobremesa.
Do Museu de Sal continuamos a leste até um ponto perto da borda do salar em que são feitos montes de sal até que o mesmo seque para depois vender.
Dos montes de sal seguimos prá sudeste até sair do salar, onde pegamos uma estrada para Uyuni. O problema é que a estrada está em obras e tivemos que seguir atrás de caminhões boa parte do caminho (haja pó!).
Em Uyuni fomos visitar o cemitério de locomotivas, atravessando o lixão da cidade prá chegar lá... eu passava sem na boa.
Do cemitério de locomotivas fomos em direção ao centro da cidade, onde fica o escritório da Cordillera Traveller, onde quem seguiria para o norte seguiria seu caminho e quem voltaria prá SPA pegaria outro carro e rodaria mais umas 3 ou 4 horas antes de parar para dormir - no caso, apenas nós e o Juliano e a Gisele. Chegamos lá pelas 14h, mas o outro carro só sairia pelas 15h30, mas só eu me aventurei dar uma voltinha a pé pelo entorno, os demais ficaram sentados num banco junto da bagagem.
Pelas 15h encostou um Land Cruiser com adesivo da Cordillera Traveller do outro lado da rua e começou a embarcar provisões. Pelas 15h30 apareceu a secretária da agência e nos disse que aquele seria nosso carro, e incluiu mais uma pessoa, um esloveno que também estava voltando prá SPA, mas como era só ele a agência que ele contratou transferiu o mesmo pro carro da Cordillera.
Á primeira vista o carro era melhor que o anterior, a terceira fileira de bancos tinha encosto de cabeça. A ilusão logo se desfez: essa terceira fileira não chegava até a lateral do carro, era apenas da largura exata de duas pessoas com vão nas laterais nos quais foram colocados bagagens. Além disso todos os bancos da segunda e terceira fi8leira eram muito baixos, fazendo as pernas ficarem excessivamente dobradas, com joelhos no peito, e apoiando todo o peso numa área pequena do glúteo - confortável por 15 minutos, depois um pesadelo.
Velocímetro e conta-giros não funcionavam... o pára-brisa tinha uma rachadura horizontal que ia da frente da cabeça do motorista até a coluna do lado do passageiro... a ventilação não era suficiente pro calor de fim de tarde (ar condicionado é piada!), assim o jeito era abrir a janela e fechar quando vinha tráfego no sentido contrário (e tinha muito tráfego), sob o olhar contrariado do condutor (e dono, pelo que parecia), até que fomos proibidos de abrir a janela (adeus, fotos em movimento...).
Nos primeiros 30 ou 40km saindo de Uyuni, bordeando o salar para sudoeste, fomos acompanhados por uma tempestade de pó à nossa direita (cruzou nosso caminho por algumas centenas de metros, visibilidade de menos de 10m): a nuvem de pó se estendia por dezenas de quilômetros e centenas de metros de altura!
Seguimos por uma estrada boa (a 60km/h segundo o GPS), passando por San Agostin (onde há gasolina) até Alota, onde mudamos prá uma estrada muito ruim, onde o condutor resolveu acelerar, dando fim de curso na suspensão a cada depressão da estrada.
Chegamos em Villa Mar pelas 18h30. A pousada tinha quartos duplos, assim acabei dividindo o quarto com o esloveno. O banho custava 10 bolivianos, e o banheiro novamente era unisex. Jantamos na pousada: sopa, frango grelhado, purê de batatas, nada prá beber.
Saímos procurando uma tienda prá comprar cerveja ou vinho (ajuda a dormir), mas já estavam fechadas. Aproveitamos prá ver um pouco do céu enquanto voltávamos.
Foi outra noite mal-dormida, com coceira, saco de dormir parcialmente fechado e sem encontrar posição confortável.
Dia 8 (4 de dezembro): Laguna Colorada a San Juan
Levantei assim que clareou, prá pegar o banheiro sem fila. Não estava nem perto do frio que nos haviam levado a esperar... nem abaixo de zero estava!
Dormi com segunda pele e o saco de dormir parcialmente aberto.
Café de manhã com pão amanhecido (de dois dias, creio), mas valeu. Quando saímos já havia um terceiro carro susbtituindo o que quebrou.
Saímos e continuamos contornando a Laguna Colorada pela esquerda, passamos por um bloqueio no qual nossos tickets (os de 150 bolivianos) foram conferidos, depois contornamos por mais uns 2 km e paramos num mirante espetacular. Descemos até a beira da laguna e contornando pela direita encontramos diversas nascentes lindas alimentando a laguna, com trechos planos de relva entre elas - lugar simplesmente fantástico prá acampar!
Da Laguna Colorada seguimos e paramos na Arbol de Piedra, um conjunto de rochas escupildas pelo vento, depois seguimos pelo deserto.
Numa encosta arenosa (não há estrada, há apenas uma dúzia de trilhos feito pelos Land Cruisers das agências espalhados num largura de quase um quilômetro), passamos por dois carros, num deles estavam trocando pneus das rodas (é, desmontaram o pneu da roda). Uns 2 km depois paramos no topo da encosta prá ver a Morro de Sete Colores e ficamos sabendo que um daqueles carros teve dois pneus furados e passou a noite ali com todos os passageiros...
Seguimos mais em frente, entramos num canyon no qual havia blocos imensos de rocha ígnea com enormes llaretas (um tipo de musgo resinoso que era usado como combustível), depois passamos por uma sequência de três lagunas, começando na Honda e terminando na Hedionda (tem esse nome devido ao cheiro de H2S), onde há um hotel com mesas externas para alugar, local onde almoçamos (atum, milho em lata, tomate, pepino, arroz a grega, queijo) sob forte vento.
Passamos então pela Laguna Canapa, subimos um morro íngreme por uma estrada cheia de afloramentos rochosos e desembocamos numa estrada larga e regular (terra, mas em bom estado... dava prá rodar acima de 60km/h).
Paramos para visitar um campo de lava com o vulcão Oiaque ao fundo, depois contornamos o vulcão pela direita (dava prá ver que o topo do vulcão havia explodido, faltava um terço da circunferência da caldera; havia um derrame de lava bem definido na base da montanha), mas sem parar para fotografar (e eu estava do lado errado do carro prá fotografar pela janela), depois avistamos ao longe, lá embaixo, o Salar de Chiguana.
A meia altura saímos da estrada principal prá pegar uma estrada secundárria que serpenteou pelo morros até entrar no salar, pelo qual rodamos até encontrar a via férrea que liga o Chile (em Oiaque) a Uyuni.
Cruzamos a via férrea e seguimos pelo salar até o vilarejo de San Juan, onde paramos numa tienda pra fazermos compras (cerveza!, a 20 bolivianos a long-neck), depois fomos até o Hotel de Sal, onde ficamos hospedados (desta vez o Juliano e a Gisele ganharam um quarto só prá eles enquanto nós quatro dividimos outro).
O hotel é uma afetação, a parte superior das paredes é construída com blocos de sal, assim como as mesas, bancos e bases das camas. Até o chão era recoberto de sal grosso!
Mas havia chuveiros! Obviamente os 5 brasileiros foram imediatamente atrás de banho, seguidos de perto por uma suíça (o banheiro novamente era unisex).
Tomamos um lanche da tarde que se esticou até a janta (sopa, seguido de bisteca e purê de batatas), mais cerveja e vinho comprados pelo gringos. Tudo isso com muito babte-papo em inglês, na maioria, ou em português com o norueguês e o vietnamita (que queriam praticar).
Quando fomos dormir um grupo de uns 6 continuou num jogo de cartas madrugada adentro.
Foi um dia meio bobo, apenas a Laguna Colorada e o vulcão Oiaque valeram a visita, o resto foi só cumprimento de tabela, com o Jona esperando meia-hora cronometrada mesmo quando não havia interesse nenhum de ninguém pela "atração"
Dormi com segunda pele e o saco de dormir parcialmente aberto.
Café de manhã com pão amanhecido (de dois dias, creio), mas valeu. Quando saímos já havia um terceiro carro susbtituindo o que quebrou.
Saímos e continuamos contornando a Laguna Colorada pela esquerda, passamos por um bloqueio no qual nossos tickets (os de 150 bolivianos) foram conferidos, depois contornamos por mais uns 2 km e paramos num mirante espetacular. Descemos até a beira da laguna e contornando pela direita encontramos diversas nascentes lindas alimentando a laguna, com trechos planos de relva entre elas - lugar simplesmente fantástico prá acampar!
Da Laguna Colorada seguimos e paramos na Arbol de Piedra, um conjunto de rochas escupildas pelo vento, depois seguimos pelo deserto.
Numa encosta arenosa (não há estrada, há apenas uma dúzia de trilhos feito pelos Land Cruisers das agências espalhados num largura de quase um quilômetro), passamos por dois carros, num deles estavam trocando pneus das rodas (é, desmontaram o pneu da roda). Uns 2 km depois paramos no topo da encosta prá ver a Morro de Sete Colores e ficamos sabendo que um daqueles carros teve dois pneus furados e passou a noite ali com todos os passageiros...
Seguimos mais em frente, entramos num canyon no qual havia blocos imensos de rocha ígnea com enormes llaretas (um tipo de musgo resinoso que era usado como combustível), depois passamos por uma sequência de três lagunas, começando na Honda e terminando na Hedionda (tem esse nome devido ao cheiro de H2S), onde há um hotel com mesas externas para alugar, local onde almoçamos (atum, milho em lata, tomate, pepino, arroz a grega, queijo) sob forte vento.
Passamos então pela Laguna Canapa, subimos um morro íngreme por uma estrada cheia de afloramentos rochosos e desembocamos numa estrada larga e regular (terra, mas em bom estado... dava prá rodar acima de 60km/h).
Paramos para visitar um campo de lava com o vulcão Oiaque ao fundo, depois contornamos o vulcão pela direita (dava prá ver que o topo do vulcão havia explodido, faltava um terço da circunferência da caldera; havia um derrame de lava bem definido na base da montanha), mas sem parar para fotografar (e eu estava do lado errado do carro prá fotografar pela janela), depois avistamos ao longe, lá embaixo, o Salar de Chiguana.
A meia altura saímos da estrada principal prá pegar uma estrada secundárria que serpenteou pelo morros até entrar no salar, pelo qual rodamos até encontrar a via férrea que liga o Chile (em Oiaque) a Uyuni.
Cruzamos a via férrea e seguimos pelo salar até o vilarejo de San Juan, onde paramos numa tienda pra fazermos compras (cerveza!, a 20 bolivianos a long-neck), depois fomos até o Hotel de Sal, onde ficamos hospedados (desta vez o Juliano e a Gisele ganharam um quarto só prá eles enquanto nós quatro dividimos outro).
O hotel é uma afetação, a parte superior das paredes é construída com blocos de sal, assim como as mesas, bancos e bases das camas. Até o chão era recoberto de sal grosso!
Mas havia chuveiros! Obviamente os 5 brasileiros foram imediatamente atrás de banho, seguidos de perto por uma suíça (o banheiro novamente era unisex).
Tomamos um lanche da tarde que se esticou até a janta (sopa, seguido de bisteca e purê de batatas), mais cerveja e vinho comprados pelo gringos. Tudo isso com muito babte-papo em inglês, na maioria, ou em português com o norueguês e o vietnamita (que queriam praticar).
Quando fomos dormir um grupo de uns 6 continuou num jogo de cartas madrugada adentro.
Foi um dia meio bobo, apenas a Laguna Colorada e o vulcão Oiaque valeram a visita, o resto foi só cumprimento de tabela, com o Jona esperando meia-hora cronometrada mesmo quando não havia interesse nenhum de ninguém pela "atração"
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Dia 7 (3 de dezembro): de SPA a Laguna Colorada (Bolívia)
Na véspera já havíamos separado o que levaríamos conosco prá Uyuni e o que deixaríamos aqui em SPA.
Após o café da manhã fomos acertar a conta, já deixando pago também a estadia de duas noites após a volta de Uyuni. Houve alguma confusão quando o Edílson quis pagar a parte dele (US$147) com cartão de crédito ao invés de dólares e a moça do hotel lançou 147.000 pesos chilenos (quase US$300) na máquina de cartão, mas após um bocado de confusão (e dois recibos com valores completamente irreais) ela devolveu o excesso em dólares pro Edílson.
A van da Cordillera Travellers veio nos pegar no hotel pelas 8h... dali passamos pela aduana chilena aqui em SPA prá fazer nossa saída do Chile, depois subimos o morro pela estrada que vem do Paso Jama até a saída para a Bolívia (já acima dos 4.000m de altitude), onde acaba o asfalto.
Na van conhecemos o Juliano e a Gisele, do Rio de Janeiro, que fariam o mesmo pacote que nós.
Após uns 5km de terra chegamos na aduana boliviana, onde fizemos os trâmites da entrada na Bolívia, nos foi servido o café da manhã (suco, chá, café solúvel, leite em pó, pão, manteiga, queijo, presunto), depois nos foram apresentados nosso condutor (Jona) e veículo pelos próximos 3 dias até Uyuni, uma Toyota Land Cruiser com rack no teto prá bagagem (e pelo menos 3 tanques de 20 litros de gasolina!), uma terceira fileira de bancos ed pneus off-road.
Tirando que a ventilação forçada não funcionava (toca abrir e fechar janela), o resto estava OK... havia espaço suficiente para as pernas em todos os lugares, e apenas na terceira fileira faltava espaço prá cabeça no meu caso e do Jaime. Fomos rodando os lugares a cada parada, exceto que o Juliano e a Gisele escolheram ficar com os bancos da terceira fileira.
Juntou-se a nós um rapaz de Israel cujo nome não consegui gravar, e que não falava uma palavra de espanhol.
Seguimos num comboio meio solto (re-agrupava a cada parada, mas rodava cada carro por si entre elas) de 3 Land Cruisers da Cordillera Traveller (havia mais pelo menos meia dúzia de Land Cruisers de outras agências embarcando gente na fronteira).
A primeira parada foi poucos quilômertros à frente, contornando o vulcão Licancabur, junto à Laguna Blanca, onde pagamos a entrada na área de preservação (150 bolivianos), e onde havia banheiro (limpos) por 5 bolivianos.
Seguimos adiante a paramos na Laguna Verde para fotos (muito bonita), depois junto a uma encosta de formações rochosas surreais no meio da areia que chamaram de Deserto de Dali, depois passamos pela Laguna Salada e paramos nos Termales, onde uma fonte térmica foi transformada numa piscina. Não há vestiários, mas eu estava com bermuda de lycra sob a roupa, o que tornou tudo fácil (há um restaurante e banheiro - pago - um pouco acima na encosta, mas pela absoluta falta de limpeza do banheiro e lixo no entorno não recomendo).
A água é quase dolorosamente quente, ao entrar, depois se acostuma. Sentado junto a vertedouro no muro de barragem (que por dentro está revestido de um musgo muito macio, confortável de encostar) fiquei com água até o pescoço.
Fiquei de molha lá por uns 10 minutos, depois saí por medo do sol, esperei o corpo secar na sombra (a água é doce, e sequei em menos de 5 minutos).
Depois que saímos um grupo de outro carro entrou na piscina e ficamos olhando (umas 5 ou 6 francesas na faixa dos 20 aninhos...)
Quando voltávamos pro carro prá seguirmos em frente o Jona nos disse que um dos carros do comboio não havia chego e que ele voltaria prá ver o que tinha acontecido, e perguntou se queríamos ir junto esperar ali - preferimos esperar ali, sabendo que o que quer que tivesse acontecido seria perrengue e provavelmente envolveria rebocar o outro carro.
Já que íamos esperar, preferimos esperar na água quentinha e voltamos prá piscina - só que não lembramos de passar filtro solar e eu e o Edílson ganhamos umas queimaduras bem doloridas...
Após mais de hora chega o Jona rebocando o outro carro. Ele aproveitou o rádio do pessoal do restaurante prá avisar uma base do ocorrido e eles mandariam outro carro para o refúgio na Laguna Colorada (onde passaríamos a noite) pro pessoal do outro carro continuar o passeio - e o Jona voltaria até os Termales prá pegar esse pessoal após nos deixar no refúgio na Laguna Colorada.
Seguimos o passeio até um campo termal que eles chamam de Geisers apenas, mas que nos mapas está como Caminho da Manhã. Vimos primeiro uma fumarola com cheiro de H2S que poderia mover uma turbina, tamanha a pressão com que o vapor sai. Nas cercanias havia poças de uma lama cinza borbulhante. Impressionante, vale a visita.
Dos Geisers pegamos uma quebrada por uma encosta de pedregulhos (do tamanho de uma bola de bilhar, ao menos) que não dá prá chamar de estrada (e o Jona tem o hábito de pegar variantes fora da estrada principal sempre que possível, assim fica difícil distinguir quando mudamos de estrada), até uma outra estrada que desce prá Laguna Colorada.
Contornamos a laguna para a esquerda (dava prá ver caminhões contornando pela direita), depois saímos da aestrada novamente indo até a encosta do morro mais próximo, em cuja base estava o refúgio.
Muito mais ajeitado do que eu esperava... quartos para 6 com camas em alvenaria com colchão e coberta que pareciam limpos e chão de madeira também limpo, luz acionada por baterias recerregadas por painéis solares, banheiro unisex com 2 boxes com latrinas, mas sem falta de água, refeitório.
Descarregamos o carro, nos estabelecemos, almoçamos (salsicha cozida e depois frita, purê de batatas, tomates, pepinos e palta), depois o Jona saiu prrá buscar o pessoal do carro que quebrou enquanto dávamos um rolê pela região: subimos o morro atrás do refúgio (esforço nada desprezível a 4.700m de altitude), depois fomos a pé até o vilarejo vizinho (uns 500m) onde os Land Cruisers das outras agências haviam parado. Havia alguma infra-estrutura lá, com pousada e vendinhas.
De volta pro refúgio e o lanche da tarde ficamos batendo papo com um grupo de portugueses que estava fazendo o sentido contrário (Uyuni-SPA).
Uma nas melhores partes do refúgio é a oportunidade de bater papo com gente de tudo que á parte do mundo... encontramos dois que arranhavam o português: um vietnamita que já estava há uns 4 meses na américa do sul (pela n-ésima vez) e um norueguês que já havia estado no Brasil e fala uma penca de idiomas.
O jantar foi sopa (boa, mas não sei do que era feita) seguida de espaghetti.
Após o jantar tentamos ver as estrelas, mas não deu muito certo devido à nebulosidade e ao frio.
Desacostumei dormir em saco de dormir: não consigo mais dormir com o saco fechado, não consigo acomodar os braços a não ser deitado de costas, posição em que não consigo ficar por mais que meia-hora... entre as idas ao banheiro, coceira que me fez tomar um anti-alérgico, e a dificuldade de me posicionar confortavelmente, foi uma noite muito mal dormida...
Após o café da manhã fomos acertar a conta, já deixando pago também a estadia de duas noites após a volta de Uyuni. Houve alguma confusão quando o Edílson quis pagar a parte dele (US$147) com cartão de crédito ao invés de dólares e a moça do hotel lançou 147.000 pesos chilenos (quase US$300) na máquina de cartão, mas após um bocado de confusão (e dois recibos com valores completamente irreais) ela devolveu o excesso em dólares pro Edílson.
A van da Cordillera Travellers veio nos pegar no hotel pelas 8h... dali passamos pela aduana chilena aqui em SPA prá fazer nossa saída do Chile, depois subimos o morro pela estrada que vem do Paso Jama até a saída para a Bolívia (já acima dos 4.000m de altitude), onde acaba o asfalto.
Na van conhecemos o Juliano e a Gisele, do Rio de Janeiro, que fariam o mesmo pacote que nós.
Após uns 5km de terra chegamos na aduana boliviana, onde fizemos os trâmites da entrada na Bolívia, nos foi servido o café da manhã (suco, chá, café solúvel, leite em pó, pão, manteiga, queijo, presunto), depois nos foram apresentados nosso condutor (Jona) e veículo pelos próximos 3 dias até Uyuni, uma Toyota Land Cruiser com rack no teto prá bagagem (e pelo menos 3 tanques de 20 litros de gasolina!), uma terceira fileira de bancos ed pneus off-road.
Tirando que a ventilação forçada não funcionava (toca abrir e fechar janela), o resto estava OK... havia espaço suficiente para as pernas em todos os lugares, e apenas na terceira fileira faltava espaço prá cabeça no meu caso e do Jaime. Fomos rodando os lugares a cada parada, exceto que o Juliano e a Gisele escolheram ficar com os bancos da terceira fileira.
Juntou-se a nós um rapaz de Israel cujo nome não consegui gravar, e que não falava uma palavra de espanhol.
Seguimos num comboio meio solto (re-agrupava a cada parada, mas rodava cada carro por si entre elas) de 3 Land Cruisers da Cordillera Traveller (havia mais pelo menos meia dúzia de Land Cruisers de outras agências embarcando gente na fronteira).
A primeira parada foi poucos quilômertros à frente, contornando o vulcão Licancabur, junto à Laguna Blanca, onde pagamos a entrada na área de preservação (150 bolivianos), e onde havia banheiro (limpos) por 5 bolivianos.
Seguimos adiante a paramos na Laguna Verde para fotos (muito bonita), depois junto a uma encosta de formações rochosas surreais no meio da areia que chamaram de Deserto de Dali, depois passamos pela Laguna Salada e paramos nos Termales, onde uma fonte térmica foi transformada numa piscina. Não há vestiários, mas eu estava com bermuda de lycra sob a roupa, o que tornou tudo fácil (há um restaurante e banheiro - pago - um pouco acima na encosta, mas pela absoluta falta de limpeza do banheiro e lixo no entorno não recomendo).
A água é quase dolorosamente quente, ao entrar, depois se acostuma. Sentado junto a vertedouro no muro de barragem (que por dentro está revestido de um musgo muito macio, confortável de encostar) fiquei com água até o pescoço.
Fiquei de molha lá por uns 10 minutos, depois saí por medo do sol, esperei o corpo secar na sombra (a água é doce, e sequei em menos de 5 minutos).
Depois que saímos um grupo de outro carro entrou na piscina e ficamos olhando (umas 5 ou 6 francesas na faixa dos 20 aninhos...)
Quando voltávamos pro carro prá seguirmos em frente o Jona nos disse que um dos carros do comboio não havia chego e que ele voltaria prá ver o que tinha acontecido, e perguntou se queríamos ir junto esperar ali - preferimos esperar ali, sabendo que o que quer que tivesse acontecido seria perrengue e provavelmente envolveria rebocar o outro carro.
Já que íamos esperar, preferimos esperar na água quentinha e voltamos prá piscina - só que não lembramos de passar filtro solar e eu e o Edílson ganhamos umas queimaduras bem doloridas...
Após mais de hora chega o Jona rebocando o outro carro. Ele aproveitou o rádio do pessoal do restaurante prá avisar uma base do ocorrido e eles mandariam outro carro para o refúgio na Laguna Colorada (onde passaríamos a noite) pro pessoal do outro carro continuar o passeio - e o Jona voltaria até os Termales prá pegar esse pessoal após nos deixar no refúgio na Laguna Colorada.
Seguimos o passeio até um campo termal que eles chamam de Geisers apenas, mas que nos mapas está como Caminho da Manhã. Vimos primeiro uma fumarola com cheiro de H2S que poderia mover uma turbina, tamanha a pressão com que o vapor sai. Nas cercanias havia poças de uma lama cinza borbulhante. Impressionante, vale a visita.
Dos Geisers pegamos uma quebrada por uma encosta de pedregulhos (do tamanho de uma bola de bilhar, ao menos) que não dá prá chamar de estrada (e o Jona tem o hábito de pegar variantes fora da estrada principal sempre que possível, assim fica difícil distinguir quando mudamos de estrada), até uma outra estrada que desce prá Laguna Colorada.
Contornamos a laguna para a esquerda (dava prá ver caminhões contornando pela direita), depois saímos da aestrada novamente indo até a encosta do morro mais próximo, em cuja base estava o refúgio.
Muito mais ajeitado do que eu esperava... quartos para 6 com camas em alvenaria com colchão e coberta que pareciam limpos e chão de madeira também limpo, luz acionada por baterias recerregadas por painéis solares, banheiro unisex com 2 boxes com latrinas, mas sem falta de água, refeitório.
Descarregamos o carro, nos estabelecemos, almoçamos (salsicha cozida e depois frita, purê de batatas, tomates, pepinos e palta), depois o Jona saiu prrá buscar o pessoal do carro que quebrou enquanto dávamos um rolê pela região: subimos o morro atrás do refúgio (esforço nada desprezível a 4.700m de altitude), depois fomos a pé até o vilarejo vizinho (uns 500m) onde os Land Cruisers das outras agências haviam parado. Havia alguma infra-estrutura lá, com pousada e vendinhas.
De volta pro refúgio e o lanche da tarde ficamos batendo papo com um grupo de portugueses que estava fazendo o sentido contrário (Uyuni-SPA).
Uma nas melhores partes do refúgio é a oportunidade de bater papo com gente de tudo que á parte do mundo... encontramos dois que arranhavam o português: um vietnamita que já estava há uns 4 meses na américa do sul (pela n-ésima vez) e um norueguês que já havia estado no Brasil e fala uma penca de idiomas.
O jantar foi sopa (boa, mas não sei do que era feita) seguida de espaghetti.
Após o jantar tentamos ver as estrelas, mas não deu muito certo devido à nebulosidade e ao frio.
Desacostumei dormir em saco de dormir: não consigo mais dormir com o saco fechado, não consigo acomodar os braços a não ser deitado de costas, posição em que não consigo ficar por mais que meia-hora... entre as idas ao banheiro, coceira que me fez tomar um anti-alérgico, e a dificuldade de me posicionar confortavelmente, foi uma noite muito mal dormida...
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Dia 6 (2 de dezembro): Geisers de Tatio
O dia começou bem cedo por volta das 3h45, com a gente vestindo roupa que não acabava mais, e levando mais alguma: estava fazendo 7C em SPA, mas na agência de turismo nos haviam informado que a expectativa nos 4.200m de altitude do campo termal de Tatio ao amanhecer era de -7C...
Pelas 4h30 passa o micro-ônibus no hotel, conseguimos ficar com um par de bancos prá cada um de nós (sem aperto por joelhos ou pros ombros!), tratamos de dormir nas 2 horas do translado até o campo termal, onde chegamos eram quase 7h da manhã, dia claro já a algum tempo.
Fomos surpreendidos por um ingresso de 5.000 pesos (tarifa para estrangeiros) que o pessoal da agência não havia informado, pagamos e aproveitamos a pausa na entrada do campo para usar os banheiros (novamente, limpos, com papel higiênico, água, sabão e papel toalha), depois começou o tour (o guia era muito bom, passou bastante informação interessante da geologia, biologia e história da região) por um dos geisers que lançam coluna d'água - como a temperatura era de míseros -1C, a coluna de água e vapor foi de apenas uns 2m de altura...
Quando o sol subiu acima dos vvulcões a leste e iluminou o campo termal, foi servido um café da manhã: café solúvel, leite, chá, ovos cozidos e saunduíche de queijo e presunto.
Após o café da manhã foi a vez da piscina termal, e desta vez eu vim preparado, com calção e toalha - o ar já havia esquentado o suficiente prá estar confortável só de segunda pele, assim o banho não foi nenhum desafio.
Saímos do campo termal pelas 9h30, fizemos uma pequena pausa no Rio Putana (!) prá fotos de pássaros, depois no povoado de Machuca onde há artesanato, empanadas e churrasco de llama à venda. Chegamos de volta a SPA por volta das 13h, eu meio grogue de sono, mas serviu prá ver que tanto o Jaime quanto o Edilson já aclimataram o suficiente prá não ter mal-estar aos 4.200m de altitude, algo necessário9 pois amanhã dormiremos a essa altitude na Bolívia!
Separamos o que vamos levar prá Bolívia (a informação da agência é que no local do pouso da primeira noite, às 17h a temperatura já é negativa...), negociamos a estocagem do que vamos deixar em SPA, arrumamos as malas e daqui a pouco vamos sair prá andar pela cidade e fazer câmbio para bolivianos.
Não levarei o netbook prá Bolívia, assim este é o último post até voltarmos na sexta-feira (6 de dezembro)
Pelas 4h30 passa o micro-ônibus no hotel, conseguimos ficar com um par de bancos prá cada um de nós (sem aperto por joelhos ou pros ombros!), tratamos de dormir nas 2 horas do translado até o campo termal, onde chegamos eram quase 7h da manhã, dia claro já a algum tempo.
Fomos surpreendidos por um ingresso de 5.000 pesos (tarifa para estrangeiros) que o pessoal da agência não havia informado, pagamos e aproveitamos a pausa na entrada do campo para usar os banheiros (novamente, limpos, com papel higiênico, água, sabão e papel toalha), depois começou o tour (o guia era muito bom, passou bastante informação interessante da geologia, biologia e história da região) por um dos geisers que lançam coluna d'água - como a temperatura era de míseros -1C, a coluna de água e vapor foi de apenas uns 2m de altura...
Quando o sol subiu acima dos vvulcões a leste e iluminou o campo termal, foi servido um café da manhã: café solúvel, leite, chá, ovos cozidos e saunduíche de queijo e presunto.
Após o café da manhã foi a vez da piscina termal, e desta vez eu vim preparado, com calção e toalha - o ar já havia esquentado o suficiente prá estar confortável só de segunda pele, assim o banho não foi nenhum desafio.
Saímos do campo termal pelas 9h30, fizemos uma pequena pausa no Rio Putana (!) prá fotos de pássaros, depois no povoado de Machuca onde há artesanato, empanadas e churrasco de llama à venda. Chegamos de volta a SPA por volta das 13h, eu meio grogue de sono, mas serviu prá ver que tanto o Jaime quanto o Edilson já aclimataram o suficiente prá não ter mal-estar aos 4.200m de altitude, algo necessário9 pois amanhã dormiremos a essa altitude na Bolívia!
Separamos o que vamos levar prá Bolívia (a informação da agência é que no local do pouso da primeira noite, às 17h a temperatura já é negativa...), negociamos a estocagem do que vamos deixar em SPA, arrumamos as malas e daqui a pouco vamos sair prá andar pela cidade e fazer câmbio para bolivianos.
Não levarei o netbook prá Bolívia, assim este é o último post até voltarmos na sexta-feira (6 de dezembro)
Dia 5 (1 de dezembro): San Pedro de Atacama
Dia de descanso...
Acordamos sem pressa, tomamos café (apenas razoável) e saímos prá andar pela cidade.
Passamos pela Cordillera Traveller, confirmamos a excursão prá Uyuni (pagamos os 50% que faltavam), fizemos câmbio (515 pesos chilenos por dolar), agendamos uma excursão pros Geisers de Tatio prá amanhã (20.000 pesos por pessoa), paramos num bar na Plaza e comemos um sanduba e tomamos um chopp (de 600ml...), compramos água mineral, fizemos câmbio novamente (em outra loja, a 520 pesos por dolar), voltamos pro hotel e resolvemos fazer um passeio de moto até as lagunas Cejar, Tebinquinche e Chaxa.
Saindo do asfalto na estrada prás lagunas de Cejar e Tebinquinche, estrada de terra batida, logo começa um cascalho de leve prá médio e costelas de vaca... uns 6 km depois começa a aparecer areia na estrada... o areião foi ficando fundo e fofo, as costelas de vaca foram ficando maiores, chegou uma hora que a frente estava completamente boba e não sei como não fui pro chão... parei, voltei a pé até onde o Jaime tinha parado e sugeri abortarmos pois o tombo era certo.
Meia volta feita, encara-se todo o trecho de areia já percorrido de volta, o cascalho com costelas de vaca do início parecia tapete, chegamos no asfalto e viramos a direita em direção a Toconao.
A estrada piorou muito nestes 5 anos... vários trechos sem asfalto, em obras, trechos com asfalto irregular, nada parecido com o tapete na minha lembrança...
Mesmo a estrada pra Laguna Chaxa, que eu lembrava como melhor que asfalto, não é mais a mesma... incomparavelmente melhor que a prá Laguna de Cejar, ainda assim agora tem irregularidades, buracos, e a areia começou a invadir em alguns trechos.
Chegamos na Laguna Chaxa pelas 15h, pagamos o ingresso de 2.500 pesos por pessoa e pegamos a trilha beirando a lagoa prá ver os flamingos cor-de-rosa - havia uma meia-dúzia apenas...
Gastamos bem uma hora por ali sob um sol impiedoso (o mané aqui esqueceu de levar boné e óculos escuros), voltamos prá recepção onde há sombra e banheiros (limpos, com água, papel higiênico, sabonete líquido e papel toalha... aqui o dinheiro do ingresso volta como infra-estrutura...) e resolvemos enrolar prá ir embora com o sol mais baixo (eu pensando em aproveitar a volta prá fotografar as montanhas a leste sob o sol rasante do entardecer).
Pelas 18h o sol ainda estava longe do horizonte e a luz não tinha nada de dourada... desistimos e resolvemos voltar prá SPA, distante quase 90km.
Banho e saímos prá jantar. Fomos ao restaurante La Casona, na Caracoles. Pela carta de vinhos, uniforme da equipe, etc., dava prá ver que era do mesmo dono do Adobe onde comemos ontem, mas voltado prá um público um pouco mais sofisticado - o menu era mais elaborado.
Pedimos parilla de lomo com batatas salteadas com alho (eu), e parilla de costeletas de cerdo com batatas salteadas (o Jaime) e purê de batatas picante (o Edilson). Por sugestão da garçonete ficamos com um cabernet sauvignon (Marcus Torres Gran Reserva) que estava em oferta devido a uma mancha no rótulo (!)... um dos melhores vinhos que já tomei!
A comida era deliciosa, e prato de pedreiro... deu trabalho limpar o prato! Como quem tá na chuva é prá se molhar, pedimos uma torta folhada com doce de leite de sobremesa, e quando pedi um expresso ristretto veio meia chicrinha de café - o dobro do que eu considero um ristretto, mas ainda assim um curto. Tudo isso por 20.700 pesos por pessoa (cerca de 41 dolares) - aprovado!
Acordamos sem pressa, tomamos café (apenas razoável) e saímos prá andar pela cidade.
Passamos pela Cordillera Traveller, confirmamos a excursão prá Uyuni (pagamos os 50% que faltavam), fizemos câmbio (515 pesos chilenos por dolar), agendamos uma excursão pros Geisers de Tatio prá amanhã (20.000 pesos por pessoa), paramos num bar na Plaza e comemos um sanduba e tomamos um chopp (de 600ml...), compramos água mineral, fizemos câmbio novamente (em outra loja, a 520 pesos por dolar), voltamos pro hotel e resolvemos fazer um passeio de moto até as lagunas Cejar, Tebinquinche e Chaxa.
Saindo do asfalto na estrada prás lagunas de Cejar e Tebinquinche, estrada de terra batida, logo começa um cascalho de leve prá médio e costelas de vaca... uns 6 km depois começa a aparecer areia na estrada... o areião foi ficando fundo e fofo, as costelas de vaca foram ficando maiores, chegou uma hora que a frente estava completamente boba e não sei como não fui pro chão... parei, voltei a pé até onde o Jaime tinha parado e sugeri abortarmos pois o tombo era certo.
Meia volta feita, encara-se todo o trecho de areia já percorrido de volta, o cascalho com costelas de vaca do início parecia tapete, chegamos no asfalto e viramos a direita em direção a Toconao.
A estrada piorou muito nestes 5 anos... vários trechos sem asfalto, em obras, trechos com asfalto irregular, nada parecido com o tapete na minha lembrança...
Mesmo a estrada pra Laguna Chaxa, que eu lembrava como melhor que asfalto, não é mais a mesma... incomparavelmente melhor que a prá Laguna de Cejar, ainda assim agora tem irregularidades, buracos, e a areia começou a invadir em alguns trechos.
Chegamos na Laguna Chaxa pelas 15h, pagamos o ingresso de 2.500 pesos por pessoa e pegamos a trilha beirando a lagoa prá ver os flamingos cor-de-rosa - havia uma meia-dúzia apenas...
Gastamos bem uma hora por ali sob um sol impiedoso (o mané aqui esqueceu de levar boné e óculos escuros), voltamos prá recepção onde há sombra e banheiros (limpos, com água, papel higiênico, sabonete líquido e papel toalha... aqui o dinheiro do ingresso volta como infra-estrutura...) e resolvemos enrolar prá ir embora com o sol mais baixo (eu pensando em aproveitar a volta prá fotografar as montanhas a leste sob o sol rasante do entardecer).
Pelas 18h o sol ainda estava longe do horizonte e a luz não tinha nada de dourada... desistimos e resolvemos voltar prá SPA, distante quase 90km.
Banho e saímos prá jantar. Fomos ao restaurante La Casona, na Caracoles. Pela carta de vinhos, uniforme da equipe, etc., dava prá ver que era do mesmo dono do Adobe onde comemos ontem, mas voltado prá um público um pouco mais sofisticado - o menu era mais elaborado.
Pedimos parilla de lomo com batatas salteadas com alho (eu), e parilla de costeletas de cerdo com batatas salteadas (o Jaime) e purê de batatas picante (o Edilson). Por sugestão da garçonete ficamos com um cabernet sauvignon (Marcus Torres Gran Reserva) que estava em oferta devido a uma mancha no rótulo (!)... um dos melhores vinhos que já tomei!
A comida era deliciosa, e prato de pedreiro... deu trabalho limpar o prato! Como quem tá na chuva é prá se molhar, pedimos uma torta folhada com doce de leite de sobremesa, e quando pedi um expresso ristretto veio meia chicrinha de café - o dobro do que eu considero um ristretto, mas ainda assim um curto. Tudo isso por 20.700 pesos por pessoa (cerca de 41 dolares) - aprovado!
domingo, 1 de dezembro de 2013
Dia 4 (30 de novembro): de Salta a San Pedro de Atacama
Levantamos razoavelmente cedo e arrumamos tudo antes do café da manhã com o intuito de sair o mais cedo possível prá ter mais tempo prá parar prá fotografar.
O hotel (Pousada Huyaruro) custou 300 pesos, mais 50 pesos por uma vaga num estacionamento vizinho. Foi um bom hotel, com quarto espaçoso, um café da manhã bom pros padrões argentinos (café ou café com leite ou chá, um croissant, um pão tipo biscoito, manteiga e geléia, um copo de suco de laranja). O pessoal que nos atendeu no final da tarde quando chegamos foi bem atencioso, mas a mulher que tomava conta da lojinha de manhã estava ficando histérica e aporrinhando achando que íamos ir embora sem pagar.
Há cinco anos fomos de Salta prá Jujuy por uma estrada nas montanhas (que é a primeira opção do gps) que é mais curta, mas muito travada, com trechos com uma única faixa. Desta vez voltamos uns 50km até a estrada que passa a leste fora das montanhas, pois apesar de ser mais longe, dá prá manter 120km/h na boa.
Muito bonito o trecho ao norte de Jujuy. Quando passei há 5 anos foi embaixo duma p... chuva e não deu prá apreciar nada - hoje foi céu azul e sol, com cores vibrantes na paisagem.
Seguimos 30km além de Purmamarca, até Tilcara, para abastecer, depois voltamos e tome Cuesta de Lipan!
A estrada piorou muito nestes 5 anos... era um tapete, agora tem um monte de curvas em que o asfalto já era, é cascalho mesmo!
Depois que se chega ao topo do Lipan, pelos 4.200m de altitude, a estrada volta a ser o tapete de que me lembro, mas minha lembrança do Salar Grande é dele muito mais branco: desta vez me pareceu bem mais sujo de marrom.
Paramos prá abastecer e um lanchinho em Susques (3.500m de altitude), depos seguimos em direção à Aduana Argentina distante cerca de 80km.
No caminho diminuí prá ajeitar algo e quando fui retomar a moto começou a falhar (estava a perto de 4.000m de altitude). Após uns 20km de trancos e dificuldade em manter 60km/h percebi que estava com o acelerador totalmente aberto... fechei o mesmo e fui abrindo até a moto começar a falhar, aí fechava um pouqinho e ia controlando (fechando) à medida que o giro subia - dessa forma conseguia atingir 4.500rpm prá passar marcha e começar tudo de novo aos 3.800rpm e assim consegui chegar aos 90km/h.
A uns 20km da aduana argentina alcancei o Edilson. Eu pensei que ele estava devagar prá me esperar, mas na verdade ele estava se sentindo mal com a altitude (tontura e dor de cabeça) e havia tirado a mão por segurança.
Só fiquei sabendo disso na aduana, onde encontramos o Jaime que também estava com tontura. Eu, se me movimentasse rápido sentia falta de ar, e se relaxasse sentia uma leve tontura como se tivesse hiperventilado.
Abasteci no posto YPF que tem junto da aduana... o Cagivão fez imensos 11km/l nesse trecho! (meu carro bebe menos!)
Na aduana, ficamos sabendo que o prédio agora incorporava os trâmites do Chile (que antes eram feitos em San Pedro de Atacama, 150km depois da fronteira). Ficou melhor, mas o Chile continua sendo uma tremenda burocracia, com todos os nossos dados tendo que ser informados, formulários preenchidos com os mesmos no papel e no computador e os mesmos documentos apresentados em três diferentes guiches (agora um ao lado do outro!). Depois disso, o rapaz da aduana vai conosco até as motos e pede prá abrir todos os volumes prá ele olhar...
Enfim, dadas as circunstâncias até que foi rápido...
Da aduana pro Paso Jama (4.200m de altitude) é um pulinho, menos de 10km.
Feitas as habituais fotos, um pouco corridas devido ao vento forte que soprava (o Jaime perdeu um protetor de pescoço ali, provavelmente colocado sobre a moto e carregado pelo vento sem que ele visse).
Tempo bonito, sempre acima de 4.200m, com duas passagens pelos 4.800m de altitude ao longo dos 110km até o início da descida. Foi esfriando aos poucos, e quando já havia percorrido uns 90km no altiplano acabei por parar prá colocar os sobre-manos no guidão: o aquecedor de manoplas aquecia a palma das mãos, mas a parte externa dos dedos doía de frio.
A descida (cerca de 30km de extensão para descer dos 4.500m para os 2.400m de San Pedro de Atacama) foi feita no freio motor a cerca de 70km/h, com sol na cara, mas com direito ao vulcão Licancabur completamente visível à nossa direita (há cinco anos ele estava encoberto por nuvens todo o período que fiquei em SPA).
Paramos na entrada da cidade e coloquei o endereço do hotel (Quechua Hotel) no GPS e fui seguindo as instruções... chegando no destino, nada de hotel!
Pego o celular, abro o PDF do voucher, vejo o mapinha que estava no mesmo e comparo com o mapa do GPS... estávamos na rua certa, mas havíamos passado do hotel em algumas centenas de metros.
O hotel é uma graça, quarto espaçoso, móveis novos, espaço à vontade prá parar veículos (parece uma chácara). Os únicos defeitos foi não ter armários no quarto e alguns problemas com a fixação da ducha e vazamento no box do banheiro.
Saímos prá jantar procurando um lugar que aceitasse cartão, pois só eu tinha algum peso chileno, mas não o suficiente prá uma refeição para três (amanhã vamos atrás de câmbio). Cada um comeu um prato de carne, uma cerveja e uma água mineral, saiu 15.620 pesos chilenos por pessoa (um dolar vale cerca de 500 pesos chilenos).
Link prás fotos da travessia
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