domingo, 8 de dezembro de 2013

Dia 11 (7 de dezembro): San Pedro de Atacama

Levantamos pelas 7h30, tomamos café e fomos pro Valle de la Luna de moto pelas 8h30.

A estrada sai do "rodoanel" (a estrada prá Calama que dá a volta na cidade) ao longo do contorno da cidade (há uma placa sinalizando Valle de la Luna no "rodoanel" - não tinha nada disso quando vim há 5 anos).

O "rodoanel" é asfalto, mas a estrada do Valle de la Luna é terra desde o começo. Após uns 2km há um centro de visitanes com uma cancela bloqueando a estrada, mas há um vão na lateral pelo qual passamos com as motos.

A estrada foi invadida por areia num ponto, necessitando algum cuidado prá passar com as motos, mas o resto era cascalho fino ou terra batida.

Estávamos só nós e uma pick-up vermelha. Fomos parando prá tirar fotos até encontrarmos um novo bloqueio, desta vez com cavaletes - puxamos um deles pro lado e seguimos em frente. Logo em seguida há uma longa descida na qual fizemos vídeos, mas no morro seguinte havia uma cancela com cadeado e não dava prá passar pelo lado - toca voltar tudo!

Na volta, puxei o cavalete pro lado e fui passar minha moto, o Edílson passou e o cavalete caiu na frente dele - ele conseguiu frear, mas a moto tombou e ficou bancando o pião cada vez que a roda traseira encostava no chão até que ele cortou a ignição - a única coisa boa é que tombou pro lado direito, que já estava ralado.

Voltando prá cidade, abastecemos e o Cagivão fez 17km/l rodando com gasolina chilena e sem carga. Aproveitei prá comprar um conjunto de mapas da COPEC - o rodoviário custa 3.000 pesos e os guias turísticos custam de 4.000 a 5.000 pesos. A gasolina de 93 octanas custa 827 pesos por litro (US$1,59).

Passamos o resto da tarde no hotel arrumando a bagagem, pois amanhã iniciamos a volta. A Gisele mandou via WhatsApp uma foto da Lua que ela tirou no Programa Astronômico ontem, e o Edílson resolveu ir no passeio... quando fomos na agência às 18h eles ainda não tinham confirmação se haveria o passeio e mandaram voltar entre 20h e 20h30 - eu acho que eles só sabem se vai rolar às 20h, mas mandam passar lá às 18h prá eles verificarem se quem reservou vai aparecer (e venderem o lugar prá outro dos que não aparecerem).

A cidade está bem cheia, inclusive com famílias chilenas com crianças bem pequenas nas ruas. Parece ter um afluxo de gente no final de semana e uma debandada na segunda-feira, algo que não esperávamos prá uma cidade tão longe de tudo.

Voltamos pro hotel, aproveitei prá postar mais um dia no blog e logo eram 20h e tínhamos que passar na Space e dali pro La Casona pro jantar. Encontramos a Gisele na Space procurando o Juliano (ela tinha desistido da excursão pro Valle da Luna e o Juliano foi sozinho). Fiquei fazendo companhia prá ela enquanto o Jaime e o Edílson voltavam pro hotel prá pegar mais agasalhos (A Gi disse ter passado muito frio). Quando o Juliano chegou fomos pro La Casona pegar uma mesa.

Não se pode elogiar... tínhamos falado tão bem do restaurante pro Juliano e Gisele e dessa vez o atendimento foi ruim, alguns pratos vieram com o miolo congelado. Prá compensar nos deram um licor de cortesia. Cerca de 15.000 pesos por pessoa, com vinho mas sem sobremesa.

Ás 10h50 estávamos os três na esquina combinada, carregados de agasalhos, esperando o micro-ônibus para nos levar ao Programa Astronômico. Fomos em direção a Toconao por uns 10km, depois pegamos uma estrada de terra à direita e após cerca de um quilômetro o motorista apagou a farol e vimos que o caminho estava sinalizado com leds.

Quando descemos do ônibus fomos recepcionados - no escuro - pela Alexandra, que nos explicou que o programa era constituído de 3 partes: uma explicação básica, seguido de observações nos telescópios (tudo ao ar livre), seguido de uma seção tira-dúvidas acompanhada de chá/café/chocolate quente dentro da casa.

A explicação parte do básico, os tipos de corpos celestes visíveis, o sistema solar e o plano da eclíptica eas constelações do zodíaco, o movimento do céu com a rotação da Terra e da mesma em torno do Sol, a influência da latitude no céu, etc.

Muita informação, duvido que quem já não tivesse alguma noção do assunto tenha entendido tudo...

Na segunda parte, alguns dos telescópios tinham motor prá compensar a rotação da Terra e permanecer apontados pro mesmo ponto do céu, mas a maioria não e a Alexandra tinha que ficar correndo de um pro outro prá reposicioná-los à medida que o tempo passava.

Observamos a Lua (em fase crescente, mas pudemos observar por pouco tempo, pois ela logo se pôs), Júpiter (dava prá ver as bandas e três satélites), Sírius, Betegeuse, as Plêiades, a Nebulosa da Tarântula, uma nebulosa na espada de Orion, uma galáxia (não lembro o número dela), um aglomerado globular, um aglomerado de galáxias (a Alexandra disse haver seis galáxias no campo visual, eu só vi uma).

Foi muito legal, apesar de caro (18.000 pesos). Chegamos no hotel eram quase 2h da manhã...

2 comentários:

  1. acho q vou colocar esse passeio astronômico na lista - não lembro dele disponível em 2008!

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  2. Também não lembro... mas foi muito legal!

    Baixei os dois aplicativos que eles indicaram, o Google Sky Map e o Star Chart, são aplicativos de realidade aumentada que mostram o que há céu no local para o qual o celular é apontado - muito legal!

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