Levantei assim que clareou, prá pegar o banheiro sem fila. Não estava nem perto do frio que nos haviam levado a esperar... nem abaixo de zero estava!
Dormi com segunda pele e o saco de dormir parcialmente aberto.
Café de manhã com pão amanhecido (de dois dias, creio), mas valeu. Quando saímos já havia um terceiro carro susbtituindo o que quebrou.
Saímos e continuamos contornando a Laguna Colorada pela esquerda, passamos por um bloqueio no qual nossos tickets (os de 150 bolivianos) foram conferidos, depois contornamos por mais uns 2 km e paramos num mirante espetacular. Descemos até a beira da laguna e contornando pela direita encontramos diversas nascentes lindas alimentando a laguna, com trechos planos de relva entre elas - lugar simplesmente fantástico prá acampar!
Da Laguna Colorada seguimos e paramos na Arbol de Piedra, um conjunto de rochas escupildas pelo vento, depois seguimos pelo deserto.
Numa encosta arenosa (não há estrada, há apenas uma dúzia de trilhos feito pelos Land Cruisers das agências espalhados num largura de quase um quilômetro), passamos por dois carros, num deles estavam trocando pneus das rodas (é, desmontaram o pneu da roda). Uns 2 km depois paramos no topo da encosta prá ver a Morro de Sete Colores e ficamos sabendo que um daqueles carros teve dois pneus furados e passou a noite ali com todos os passageiros...
Seguimos mais em frente, entramos num canyon no qual havia blocos imensos de rocha ígnea com enormes llaretas (um tipo de musgo resinoso que era usado como combustível), depois passamos por uma sequência de três lagunas, começando na Honda e terminando na Hedionda (tem esse nome devido ao cheiro de H2S), onde há um hotel com mesas externas para alugar, local onde almoçamos (atum, milho em lata, tomate, pepino, arroz a grega, queijo) sob forte vento.
Passamos então pela Laguna Canapa, subimos um morro íngreme por uma estrada cheia de afloramentos rochosos e desembocamos numa estrada larga e regular (terra, mas em bom estado... dava prá rodar acima de 60km/h).
Paramos para visitar um campo de lava com o vulcão Oiaque ao fundo, depois contornamos o vulcão pela direita (dava prá ver que o topo do vulcão havia explodido, faltava um terço da circunferência da caldera; havia um derrame de lava bem definido na base da montanha), mas sem parar para fotografar (e eu estava do lado errado do carro prá fotografar pela janela), depois avistamos ao longe, lá embaixo, o Salar de Chiguana.
A meia altura saímos da estrada principal prá pegar uma estrada secundárria que serpenteou pelo morros até entrar no salar, pelo qual rodamos até encontrar a via férrea que liga o Chile (em Oiaque) a Uyuni.
Cruzamos a via férrea e seguimos pelo salar até o vilarejo de San Juan, onde paramos numa tienda pra fazermos compras (cerveza!, a 20 bolivianos a long-neck), depois fomos até o Hotel de Sal, onde ficamos hospedados (desta vez o Juliano e a Gisele ganharam um quarto só prá eles enquanto nós quatro dividimos outro).
O hotel é uma afetação, a parte superior das paredes é construída com blocos de sal, assim como as mesas, bancos e bases das camas. Até o chão era recoberto de sal grosso!
Mas havia chuveiros! Obviamente os 5 brasileiros foram imediatamente atrás de banho, seguidos de perto por uma suíça (o banheiro novamente era unisex).
Tomamos um lanche da tarde que se esticou até a janta (sopa, seguido de bisteca e purê de batatas), mais cerveja e vinho comprados pelo gringos. Tudo isso com muito babte-papo em inglês, na maioria, ou em português com o norueguês e o vietnamita (que queriam praticar).
Quando fomos dormir um grupo de uns 6 continuou num jogo de cartas madrugada adentro.
Foi um dia meio bobo, apenas a Laguna Colorada e o vulcão Oiaque valeram a visita, o resto foi só cumprimento de tabela, com o Jona esperando meia-hora cronometrada mesmo quando não havia interesse nenhum de ninguém pela "atração"
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