Dia de descanso...
Acordamos sem pressa, tomamos café (apenas razoável) e saímos prá andar pela cidade.
Passamos pela Cordillera Traveller, confirmamos a excursão prá Uyuni (pagamos os 50% que faltavam), fizemos câmbio (515 pesos chilenos por dolar), agendamos uma excursão pros Geisers de Tatio prá amanhã (20.000 pesos por pessoa), paramos num bar na Plaza e comemos um sanduba e tomamos um chopp (de 600ml...), compramos água mineral, fizemos câmbio novamente (em outra loja, a 520 pesos por dolar), voltamos pro hotel e resolvemos fazer um passeio de moto até as lagunas Cejar, Tebinquinche e Chaxa.
Saindo do asfalto na estrada prás lagunas de Cejar e Tebinquinche, estrada de terra batida, logo começa um cascalho de leve prá médio e costelas de vaca... uns 6 km depois começa a aparecer areia na estrada... o areião foi ficando fundo e fofo, as costelas de vaca foram ficando maiores, chegou uma hora que a frente estava completamente boba e não sei como não fui pro chão... parei, voltei a pé até onde o Jaime tinha parado e sugeri abortarmos pois o tombo era certo.
Meia volta feita, encara-se todo o trecho de areia já percorrido de volta, o cascalho com costelas de vaca do início parecia tapete, chegamos no asfalto e viramos a direita em direção a Toconao.
A estrada piorou muito nestes 5 anos... vários trechos sem asfalto, em obras, trechos com asfalto irregular, nada parecido com o tapete na minha lembrança...
Mesmo a estrada pra Laguna Chaxa, que eu lembrava como melhor que asfalto, não é mais a mesma... incomparavelmente melhor que a prá Laguna de Cejar, ainda assim agora tem irregularidades, buracos, e a areia começou a invadir em alguns trechos.
Chegamos na Laguna Chaxa pelas 15h, pagamos o ingresso de 2.500 pesos por pessoa e pegamos a trilha beirando a lagoa prá ver os flamingos cor-de-rosa - havia uma meia-dúzia apenas...
Gastamos bem uma hora por ali sob um sol impiedoso (o mané aqui esqueceu de levar boné e óculos escuros), voltamos prá recepção onde há sombra e banheiros (limpos, com água, papel higiênico, sabonete líquido e papel toalha... aqui o dinheiro do ingresso volta como infra-estrutura...) e resolvemos enrolar prá ir embora com o sol mais baixo (eu pensando em aproveitar a volta prá fotografar as montanhas a leste sob o sol rasante do entardecer).
Pelas 18h o sol ainda estava longe do horizonte e a luz não tinha nada de dourada... desistimos e resolvemos voltar prá SPA, distante quase 90km.
Banho e saímos prá jantar. Fomos ao restaurante La Casona, na Caracoles. Pela carta de vinhos, uniforme da equipe, etc., dava prá ver que era do mesmo dono do Adobe onde comemos ontem, mas voltado prá um público um pouco mais sofisticado - o menu era mais elaborado.
Pedimos parilla de lomo com batatas salteadas com alho (eu), e parilla de costeletas de cerdo com batatas salteadas (o Jaime) e purê de batatas picante (o Edilson). Por sugestão da garçonete ficamos com um cabernet sauvignon (Marcus Torres Gran Reserva) que estava em oferta devido a uma mancha no rótulo (!)... um dos melhores vinhos que já tomei!
A comida era deliciosa, e prato de pedreiro... deu trabalho limpar o prato! Como quem tá na chuva é prá se molhar, pedimos uma torta folhada com doce de leite de sobremesa, e quando pedi um expresso ristretto veio meia chicrinha de café - o dobro do que eu considero um ristretto, mas ainda assim um curto. Tudo isso por 20.700 pesos por pessoa (cerca de 41 dolares) - aprovado!
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