Noite bem dormida... estava tão quente que dormi de camiseta com o saco de dormir aberto.
Saímos pelas 8h, com café da manhã tomado (pão fresco!), seguimos um trecho pelo fundo do vale depois começamos a bordear as montanhas em direção ao norte.
Entramos no Sala de Uyuni pelo sul, indo pro norte até a ilha de Incahuasi, onde paramos por uma hora para fotos (30 bolivianos de taxa) - dava prá ficar outra hora ali na boa.
De Incahuasi fomos prá leste, parando no meio do salar prá fazer fotos com ilusão de perspectiva, depois seguimos, ainda para leste, até o Museu do Sal, onde há uma monte de pedras com bandeiras de vários países (e de vários times de futebol brasileiros). Almoçamos junto do museu de sal, com os tampões traseiros de duas Land Cruisers como buffet e o salar como mesa... milanesa de carne de boi, macarrão parafuso (sem molho), legumes cozidos, melancia de sobremesa.
Do Museu de Sal continuamos a leste até um ponto perto da borda do salar em que são feitos montes de sal até que o mesmo seque para depois vender.
Dos montes de sal seguimos prá sudeste até sair do salar, onde pegamos uma estrada para Uyuni. O problema é que a estrada está em obras e tivemos que seguir atrás de caminhões boa parte do caminho (haja pó!).
Em Uyuni fomos visitar o cemitério de locomotivas, atravessando o lixão da cidade prá chegar lá... eu passava sem na boa.
Do cemitério de locomotivas fomos em direção ao centro da cidade, onde fica o escritório da Cordillera Traveller, onde quem seguiria para o norte seguiria seu caminho e quem voltaria prá SPA pegaria outro carro e rodaria mais umas 3 ou 4 horas antes de parar para dormir - no caso, apenas nós e o Juliano e a Gisele. Chegamos lá pelas 14h, mas o outro carro só sairia pelas 15h30, mas só eu me aventurei dar uma voltinha a pé pelo entorno, os demais ficaram sentados num banco junto da bagagem.
Pelas 15h encostou um Land Cruiser com adesivo da Cordillera Traveller do outro lado da rua e começou a embarcar provisões. Pelas 15h30 apareceu a secretária da agência e nos disse que aquele seria nosso carro, e incluiu mais uma pessoa, um esloveno que também estava voltando prá SPA, mas como era só ele a agência que ele contratou transferiu o mesmo pro carro da Cordillera.
Á primeira vista o carro era melhor que o anterior, a terceira fileira de bancos tinha encosto de cabeça. A ilusão logo se desfez: essa terceira fileira não chegava até a lateral do carro, era apenas da largura exata de duas pessoas com vão nas laterais nos quais foram colocados bagagens. Além disso todos os bancos da segunda e terceira fi8leira eram muito baixos, fazendo as pernas ficarem excessivamente dobradas, com joelhos no peito, e apoiando todo o peso numa área pequena do glúteo - confortável por 15 minutos, depois um pesadelo.
Velocímetro e conta-giros não funcionavam... o pára-brisa tinha uma rachadura horizontal que ia da frente da cabeça do motorista até a coluna do lado do passageiro... a ventilação não era suficiente pro calor de fim de tarde (ar condicionado é piada!), assim o jeito era abrir a janela e fechar quando vinha tráfego no sentido contrário (e tinha muito tráfego), sob o olhar contrariado do condutor (e dono, pelo que parecia), até que fomos proibidos de abrir a janela (adeus, fotos em movimento...).
Nos primeiros 30 ou 40km saindo de Uyuni, bordeando o salar para sudoeste, fomos acompanhados por uma tempestade de pó à nossa direita (cruzou nosso caminho por algumas centenas de metros, visibilidade de menos de 10m): a nuvem de pó se estendia por dezenas de quilômetros e centenas de metros de altura!
Seguimos por uma estrada boa (a 60km/h segundo o GPS), passando por San Agostin (onde há gasolina) até Alota, onde mudamos prá uma estrada muito ruim, onde o condutor resolveu acelerar, dando fim de curso na suspensão a cada depressão da estrada.
Chegamos em Villa Mar pelas 18h30. A pousada tinha quartos duplos, assim acabei dividindo o quarto com o esloveno. O banho custava 10 bolivianos, e o banheiro novamente era unisex. Jantamos na pousada: sopa, frango grelhado, purê de batatas, nada prá beber.
Saímos procurando uma tienda prá comprar cerveja ou vinho (ajuda a dormir), mas já estavam fechadas. Aproveitamos prá ver um pouco do céu enquanto voltávamos.
Foi outra noite mal-dormida, com coceira, saco de dormir parcialmente fechado e sem encontrar posição confortável.
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