quinta-feira, 1 de março de 2012

Dia 10 (1 de março): de Bariloche (AR) a Pucón (CH)

Vou resumir o dia em uma palavra: roubada!

Saí de Bariloche eram quase 9h30.

Parei em Villa La Angostura prá calibrar os pneus, pois hoje o calibrador do posto que eu usava em Bariloche estava quebrado.

Na saída da Villa La Angostura vi uma loja da Moto Sur e parei... eles tinham cobre-manos! Comprei um par, mais uma "queixeira" de neoprene - as duas partes que estavam expostas ao vento e portanto ficando geladas eram as mãos e o queixo.

Subindo até a aduana argentina vejo lagos marrons - rios coloridos por carga mineral são comuns, em especial os alimentados por glaciares, o que não é o caso dos rios da região, que deveriam se límpidos, mas prá tingir o lago inteiro precisa muito sedimento carrreado... marrom?

Depois da aduana argentina começa a chover... aqui o Nolan falhou: a viseira embaçou! Há 40km entre as aduanas, dei uma olhadinha no odômetr4o quando saí da aduana argentina, rodo um pouco e quando olho de novo a quilometrgem está a mesma... aí olho pro ponteiro do velocímentro (eu normalmente uso o GPS prá ver a velocidade, o velocímentro da cagiva mente muito) e vejo ele parado no zero: na melhor das hipóteses lá se foi o cabo do velocímetro (na pior foi-se a engrenagem no cubo da roda...).

Após a aduana argentina reparo numa camada de até dois palmos do que parece uma areia grossa marrom cobrindo toda a paisagem... aí entendi os rios e lagos marrons: isso é a cinza lançada pelo vulcão que entrou em atividade no meio do ano passado (dizem que em julho havia dois palmos de cinzas nas ruas de Bariloche...)

Atravesso o passo e desço prá aduana chilena sob chuva e frio.

A aduana chilena foi um parto... não que tenham criado caso, mas já tentaram preencher formulários e carregar meia dúzia de papéis prá lá e prá cá quando se está pingando de molhado? Eu não tinha nem onde secar a mão prá poder escrever...

Quando chegou a hora da aduana propriamente dita o chileno me fez abrir o bauleto... aí foi quase uma hora prá soltar tudo que estava preso no bauleto, depois prender tudo de novo.

Com esse embaço todo, mais a velocidade reduzida em função da chuva o GPS projetava minha chegada a Pucón pelas 20h... resolvi abortar a contorno do lago Llanquihue e ir direto prá Pucón, aí a projeção da chegada caiu prás 16h30.

Muita chuva e muito frio na descida prá Osorno - cheguei a pensar em dar meia-volta e voltar prá Argentina, mas tinha esperança de que pro norte estivesse melhor.

Chovia, mohava o tecido externo da jaqueta, parava, o vento evaporava a água da jaqueta, roubando um calor danado. Aí quando estava quase seco, chovia de novo!

Quando peguei a ruta 5 pro norte a chuva diminuiu, depois parou a ponto de eu rodar em asfalto seco, mas havia um vento contra do nível do de Neuquen... entre o vento e o frio tinha que ir devagar, e a estimativa do horário de chegada em Pucón espichando, pois a estimativa é baseada nos limites de velocidade das estradas... a ruta 5 tem limite de 120km/h e eu não conseguia andar a mais de 90km/h sem tremer de frio.

Depois de uns 100km de ruta 5 começou a chuviscar de novo, e foi assim até Pucón, embora a temperatura deve ter subido (e o vento contra diminuído), o que permitiu rodar mais rápido com um certo conforto,

Chegando em Pucón não consigo localizar as duas pousadas que eram minha primeira opção via tripadvisor (não havia endereço completo no mesmo)... acho a terceira, mas estava lotada (a cidade está cheia!), acabo ficando numa pousada bonitinha mas sem referência nenhuma a não ser: tinha lugar, tinha estacionamento prá guardar a moto, tinha café da manhã, tudo isso por 30.000 pesos (o quee dá quase o triplo do que pagava em Bariloche!).

Descarrego aos trancos e barrancos, guardo a moto e vou tomar meu banho - ao menos a ducha é boa e tem bastante água quente.

Saio prá jantar, num restaurante vegetariano a duas quadras (sob chuva!)... só tinha gringo no mesmo, 80% das mesas falavam inglês.

Não achei os mapas rodoviários da COPEC. Tento mais um pouco amanhã.

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