terça-feira, 10 de março de 2009

Dia 15: Santa Maria (RS) a Mafra (SC)

Prá variar, acordei assim que clareou - isso já virou hábito nesta viagem - mas fiquei enrolando até umas 8h30 prá não acordar o Fernando, a Carmen e principalmente a Alice.

Quando finalmente levantei, o Fernando logo surgiu levando a Alice ao banheiro, depois ela voltou prá cama enquanto o Fernando fazia café e eu empacotava e carregava a moto.

Saímos pelas 9h30, paramos prá abastecer e pegamos a subida da serra, eu com a intenção de ir até Curitiba pela BR-116 (por onde o Fernando achava que seria mais rápido), o Fernando prá percorrer algumas estradinhas de terra prá registrar no projeto Tracksource... nos separamos a uns 40km de Santa Maria, lá pelas 10h.

Toquei em velocidade média e pelas 14h cheguei em Vacaria, onde peguei a BR-116.

A estrada está boa, mas agora há pedágios já em Santa Catarina, e as motos pagam... os pedágios não são extorsivos como nas estradas paranaenses no caminho de Foz do Iguaçu (ou os paulistas, onde por enquanto moto não paga), mas a rotina é um aborrecimento: parar, abrir o capacete, desligar a moto, apoiar no pezinho (INDISPENSÁVEL: há sempre uma poça óleo onde se apoiaria o pé direito, se ficar "equilibrando" a moto fatalmente irá distrair, escorregar, e lá vai tudo pro chão: moto, motociclista, troco, recibo, etc.), tirar as luvas, procurar a carteira na mala de tanque, pagar, receber e guardar o troco (e muitos atendentes parecem supor que temos 3 ou 4 mãos à disposição nessa hora, aí vai o troco pro chão...), guardar a carteira, colocar as luvas, fechar capacete, ligar a moto, recolher o pezinho, e, finalmente, sair... isso que não estava chovendo, senão seria pior, bem pior!

Pelo menos na BR-116 não há um pedágio a cada 50km...

Foi tudo bem até passar da metade de Santa Catarina... à medida que chegava perto do Paraná começaram a surgir caminhões e mais caminhões, todos velhos ou pesados demais, rodando entre 40km/h e 70km/h... como a estrada ficou travada (serras e curvas), acabou anoitecendo antes deu chegar no Paraná.

Quando cheguei em Mafra começaram a bater uns pingos na viseira: havia alcançado a chuva cujo rastro estava vendo nas últimas horas (com árvores caídas inclusive)... resolvi ficar em Mafra mesmo.

Achei um hotel razoável, tomei banho e quando fui pegar o celular prá avisar o pessoal do Clube XT600 de Curitiba que me esperava, descobri que devo ter esquecido de desligá-lo antes de sair: estava sem bateria!

Saí prá procurar um restaurante e uma lan house prá postar no forum do Clube XT600 onde eu estava, mas era domingo à noite... só achei uma lanchonete aberta, e olhe lá... o jeito foi almo-jantar um x-salada (ou dois!) e ir dormir.

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